FinP – Fraternitas in Praxis – Vol. 1, Número 2

FinP – Fraternitas in Praxis – Vol. 1, Número 2

Já está disponível o novo número da revista FinP – Fraternitas in Praxis.

O número conta com ótimos artigos de grandes maçons acadêmicos:

E muito mais:

  • uma resenha que apresenta uma visão maçônica da famosa minissérie “Os Pilares da Terra” (acesse aqui);
  • a notícia de que uma das maiores personalidades vivas do Brasil, Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, ingressou na Maçonaria (acesse aqui);
  • o relato do York Rite in Manaus, um dos maiores eventos maçônicos ocorridos em 2013 (acesse aqui);
  • uma entrevista bombástica com Jorge Pessôa (acesse aqui).

Acesse o website da revista no link www.finp.com.br ou baixe o PDF da versão completa da revista CLICANDO AQUI.

MANDELA NÃO É MAÇOM

MANDELA NÃO É MAÇOM

Já vimos essa história anteriormente. Basta o indivíduo se tornar presidente dos EUA ou ser famoso e morrer para dizerem que é maçom. Isso provavelmente ocorre porque um presidente dos EUA não teria tempo ou daria relevância para desmentir tal afirmação. Os mortos então parecem ser os preferidos, pois fica ainda mais difícil de desmentir.

Sabemos porque isso acontece. Seria ótimo ser irmão de prêmios Nobel, presidentes, líderes mundiais e celebridades. Mas seria ótimo se fosse verdade. Nossa Ordem já é sublime o bastante pela sua história e ensinamentos. Não precisamos de garotos-propaganda.
No caso do Nelson Mandela, os websites de fanáticos religiosos e teóricos de conspiração se baseiam principalmente numa foto de Mandela vestindo uma capa preta com uma cruz branca de malta para afirmarem categoricamente que ele é maçom. E alguns maçons provavelmente gostaram muito da ideia. Tem até Grão-Mestre citando o “Irmão Mandela” em discurso.

A foto mostra Nelson Mandela com o manto da Ordem de São João, também chamada de Soberana Ordem Militar de Malta. Trata-se de Ordem honorífica, da qual a Rainha Elizabeth II é a Soberana Chefe e a concede a personalidades de destaque internacional. Cada país tem uma série dessas Ordens que são concedidas por seu governante. O Brasil tem condecorações similares como, por exemplo, a Ordem do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Rio Branco, a Ordem Nacional do Mérito, etc. O ex-presidente Lula, enquanto presidente, recebeu da Rainha Elizabeth a Ordem de Bath, uma das tantas Ordens concedidas por aquela Chefe de Estado. Essas Ordens, logicamente, não costumam ter qualquer relação direta com a Maçonaria.

É claro que Mandela, pelos valores que defendia, poderia muito bem ser um maçom. Mas não podemos nos esquecer que apesar de que todo maçom tem que ter esses valores, nem todos com esses valores têm que ser maçons.

Obs.: Muitos irmãos defendem a teoria de que Mandela era maçom com base na afirmação do Irmão Joseph Walkes, em seu livro “The History of the M.W. Prince Hall Grand Lodge of North Carolina and Jurisdiction, 1864-2000”, que relata que o então GM W. C. Parker Jr., da MW Prince Hall GL da Carolina do Norte teria feito Mandela maçom “at sight”, na Georgia. O fato é que o GM da Prince Hall da Georgia teve a oportunidade de, por alguns minutos, entregar um presente a Mandela em seu quarto de hotel, quando Mandela estava de passagem pela Georgia, em 1990. O MW Irmão Parker Jr., então GM da PHGL da Carolina do Norte, foi convidado a acompanhá-lo no breve encontro no hotel, aproveitando a oportunidade para declará-lo maçom e informá-lo do desejo de se criar uma Loja “Nelson Mandela” na Carolina do Norte. As homenagens são, logicamente, justas, considerando a história de vida e luta de Mandela pela paz. Entretanto, três observações são feitas:

1) um GM iniciando um candidato em outro Estado, fora de sua jurisdição, mesmo que “at sight”;

2) iniciação “at sight” significa que o GM dispensa o candidato de processos preliminares e dos interstícios entre os graus, podendo galgar os três graus simbólicos sem escrutínio e em apenas um dia, mas não dispensa de passar pelas cerimônias, tendo os três graus duração por volta de 5 a 6 horas, o que é impossível ser realizado em poucos minutos num quarto de hotel. Tanto que, nas legislações maçônicas que permitem a iniciação “at sight”, geralmente há a menção de que o GM deve “abrir a Loja para esse fim”;

3) A criação de uma Loja com nome de pessoa viva.

Assim, considerando que numa Ordem Iniciática torna-se membro por meio de uma iniciação, e observando que não houve uma iniciação de fato, acredito que, infelizmente, Nelson Mandela não era maçom. Corroborando com esse pensamento, segue afirmação feita pela Maçonaria na África do Sul (fonte indicada pelo Irmão Laurindo, a quem agradecemos):

 

Resultado da Pesquisa sobre “LIDERANÇA MAÇÔNICA”

Resultado da Pesquisa sobre “LIDERANÇA MAÇÔNICA”

Iniciamos no ano passado uma pesquisa pioneira sobre Liderança, Identidade e Comportamento na Maçonaria Brasileira. Como se sabe, a Maçonaria já foi tema de estudos em ramos como História, Sociologia e Literatura. Porém, é a primeira vez que se tem notícia de uma pesquisa em Maçonaria com enfoque comportamental, não somente no Brasil mas em todo o mundo.

Em Novembro do ano passado, milhares de Irmãos responderam o questionário online da pesquisa. Maçons das três vertentes maçônicas, GOB, CMSB e COMAB, e das 27 Unidades Federativas brasileiras participaram.

Os resultados obtidos na pesquisa foram realmente surpreendentes. E a compreensão dos mesmos pode gerar novos impulsos no desenvolvimento de nossa Sublime Ordem.

Para visualizar o arquivo completo, acesse: http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/11238

REVISTAS CIENTÍFICAS SOBRE MAÇONARIA

REVISTAS CIENTÍFICAS SOBRE MAÇONARIA

Quem acompanha este blog sabe que não é de hoje que venho alertando sobre a carência de publicações maçônicas de qualidade no Brasil. Mesmo as mais conhecidas publicações maçônicas brasileiras estão repletas de artigos de três ou quatro páginas (quando muito), sem qualquer referencial teórico ou, quando há, são daqueles dois ou três autores de sempre. Isso não é uma crítica, visto que essas revistas cumprem muito bem suas propostas de fornecer informação maçônica de forma agradável aos leitores. Esse segmento está muito bem atendido. A carência que me refiro é de publicações que sejam verdadeiras fontes primárias, frutos de muitos estudos e pesquisas, embasados em extensa revisão literária e realizados com fundamentação teórica e metodológica.

No entanto, parece que o Grande Arquiteto do Universo atendeu as nossas preces: recentemente foram criadas no país duas revistas de cunho científico dedicadas à Maçonaria, cujo objetivo de ambas é produzir e fornecer conhecimento relevante sobre a Maçonaria, exigindo dos autores uma boa dose de rigor em seus estudos. E o melhor de tudo: proporcionando acesso livre, gratuito.

Hoje o maçom brasileiro tem a oportunidade de se deleitar com a leitura da revista Fraternitas in Praxis – FinP, mantida pela Loja Maçônica de Estudos e Pesquisas “Rio de Janeiro” – GOIRJ-COMAB; e pela revista Ciência & Maçonaria – C&M, mantida pela Loja Maçônica “Flor de Lótus” – GLMDF-CMSB. Ambas as revistas tem conselhos formados por maçons com Mestrados e Doutorados nas mais distintas áreas, contando com artigos produzidos por estudiosos e pesquisadores de todo o país. Os artigos são avaliados por critérios de relevância, qualidade e seriedade metodológica, não importando a autoria, filiação e posição maçônica. Aliás, há inclusive artigos de não maçons, que pesquisam sobre a Maçonaria por sua importância histórica e social.

Independente se você é Aprendiz, Mestre, Grau 33 ou Grande Alguma Coisa, se quiser se surpreender positivamente, leia essas revistas. Elas não ficam pra trás de nenhuma revista maçônica estrangeira e nem mesmo das revistas científicas sobre a Maçonaria existentes em outros países, como a REHMLAC e a JRFF. E você não precisa pagar nada por isso. Basta acessar:

FinP – www.finp.com.br

C&M – www.cienciaemaconaria.com.br

 

Artigo publicado na Philalethes

Artigo publicado na Philalethes

Fundada em 1928, a Philalethes Society é a mais antiga sociedade independente de pesquisas maçônicas do mundo. Seu Círculo de Correspondência conta com milhares de maçons ao redor do planeta, sendo exigido filiação a uma Obediência Maçônica reconhecida pela Conferência de Grão-Mestres dos EUA.

Sua revista, a “Philalethes Revista de Pesquisa e Artigos Maçônicos”, é publicada periodicamente desde 1946, com foco em artigos sobre simbolismo, ritualística, história, arte e filosofia maçônicas, bem como resenhas de livros e poemas.

É com felicidade que informo que em seu número atual, Vol. 65, N.4, foi publicado um artigo de minha autoria: “At Labor in the Temple of Our Lives“.

 Para conhecer o website da Philalethes Society, acesse: http://www.freemasonry.org/index.php

Para assinar a Revista Philalethes, acesse: https://secure.freemasonry.org/join_subscribe.php

Para ler o artigo em PDF, clique aqui.

Instalado o Capítulo “Companheirismo Bahiano” de MRA

Instalado o Capítulo “Companheirismo Bahiano” de MRA

Neste último final de semana, dias 04 e 05 de Maio, foi instalado na Sede da Grande Loja do Estado da Bahia o Capítulo “Companheirismo Bahiano” Nº62 de Maçons do Real Arco. Ao todo, 34 Irmãos Mestres Maçons da GLEB, entre eles muitos Veneráveis Mestres e membros de sua Alta Administração, passaram pelas cerimônias dos 04 graus que compõem o Real Arco norte-americano e participaram no domingo da Instalação do Capítulo, na qual tomou posse como Sumo Sacerdote o Companheiro Santo Ádamo. Esse importante evento na história da Maçonaria Baiana teve início na sexta-feira, dia 03 de Maio, quando o Sereníssimo Grão Mestre da GLEB, Mui Respeitável Irmão Jair Tércio, recebeu em seu gabinete a comitiva de autoridades do Real Arco, ratificando a disponibilidade das instalações da GLEB para a realização das cerimônias, justificando sua ausência durante a programação, e oferecendo o apoio de sua administração para a expansão do Rito de York em solo baiano. As cerimônias dos graus foram realizadas por equipe composta por companheiros de Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro e Brasília e a instalação foi presidida pelo Grande Sumo Sacerdote do Real Arco no Brasil, Mui Excelente Companheiro Luiz Sérgio Rodrigues de Jesus, auxiliado pelo Grande Mestre Adjunto da Maçonaria Críptica do Brasil, Mui Ilustre Companheiro Kennyo Ismail. Registrou-se também a presença de autoridades maçônicas prestigiando o evento, como a do Irmão Miguel Marinho Neto, Grande Tesoureiro do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil; do Irmão José Henrique Pereira Prata, Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe; e do Irmão Onildo Silva Almeida Filho, Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente da Paraíba. Parabéns a todos que participaram dessa grande iniciativa. Esperamos que o Capítulo “Companheirismo Bahiano” seja o primeiro de muitos passos na Jornada do Rito de York na abençoada Bahia.