Vem aí: O LIVRO DAS PALAVRAS

Vem aí: O LIVRO DAS PALAVRAS

Nossa editora No Esquadro tem se dedicado a publicar livros maçônicos com qualidade superior, de material e de conteúdo, em respeito e para o benefício de nossos irmãos. Sobre o Rito Escocês Antigo e Aceito, começamos com o ORDEM SOBRE O CAOS, que é o nosso best-seller, e depois iniciamos um movimento de tradução e publicação das principais obras do rito, como MORAL E DOGMA, de Albert Pike; AS GRANDES CONSTITUIÇÕES DE 1762 E 1786, também de Pike; e UMA PONTE PARA A LUZ, de Rex R. Hutchens.

Agora, é a hora de complementar os estudos do Rito Escocês Antigo e Aceito com uma obra de Pike que proporciona um aprofundamento na compreensão das palavras, em especial as gregas, hebraicas, fenícias, latinas e samaritanas, que tanto enriquecem e enigmam o Rito Escocês: O LIVRO DAS PALAVRAS.

Publicado por Albert Pike entre 1877 e 1878, O LIVRO DAS PALAVRAS torna possível que essas palavras sejam etimologicamente estudadas e melhor compreendidas, para que não se tornem simples fórmulas vazias, repetidas por irmãos que não sabem seus significados, o que torna essa obra um livro de referência para os estudiosos do Rito Escocês nos últimos quase 150 anos.

A obra foi traduzida pelo irmão e excelente tradutor Samuel Benedicto, e revisada e editada por Kennyo Ismail. A maravilhosa capa foi brilhantemente desenvolvida pelo principal capista da editora No Esquadro, Irmão Felipe Bandeira. Com capa dura e miolo em papel amarelado, esta versão brasileira manteve as imagens originais, oferecendo aos nossos leitores uma obra fidedigna à edição original.

Para saber mais a respeito, acesse: https://www.catarse.com.br/olivrodaspalavras

Maçonaria: DISCRIÇÃO x EXPOSIÇÃO

Maçonaria: DISCRIÇÃO x EXPOSIÇÃO

Ultimamente, temos visto no Brasil um movimento crescente de pessoas propagando velhas narrativas antimaçônicas, algumas delas, inclusive, criadas pelos Nazistas, em perfis do Instagram, vídeos no YouTube e Podcasts. E como observei em outra ocasião, entender suas motivações não é algo difícil: teorias conspiratórias envolvendo a Maçonaria são as mais longevas do mundo ocidental, persistindo por mais de trezentos anos, e já enriqueceram muitos mentirosos compulsivos ao longo desse período, que lucraram e ainda lucram impulsionando uma espécie de maçonofobia.

Um dos argumentos mais fajutos, e que ganham adeptos por sua simplicidade, é a de que um maçom favorecerá outro maçom em detrimento de um não-maçom. Dão como exemplo hipotético um juiz que seja maçom e que julgará a favor de um maçom, prejudicando assim a outra parte.

Além desse tipo de parcialidade ser o contrário do que ensinamos na Maçonaria, por acaso faz algum sentido que uma instituição que ensina ética e moral, que tem por princípios a igualdade e a justiça, promova esse tipo de favorecimento ilícito? Ainda, se seguirmos esse raciocínio antimaçônico simplista e nazista, não ocorreria o mesmo se um juiz for baiano e uma das partes for baiana? Ou se o juiz for flamenguista e uma das partes for flamenguista? Ou se o juiz for evangélico e uma das partes for evangélica? Ou se o juiz for de direita e uma das partes for de direita? Logo, todos os julgamentos serão suspeitos, bastando para isso que o juiz e uma das partes tenham alguma filiação ou afinidade em comum.

No meio maçônico, as opiniões frente a essas publicações antimaçônicas se dividem. Enquanto uns entendem que precisamos desmentir tais ataques, outros defendem que não devemos nos manifestar a respeito, de modo a não dar atenção a quem não merece. Sobre isso, há duas questões que devemos levar em consideração.

A primeira, é quanto ao Paradoxo da Tolerância, de Karl Popper. Por essa teoria, se a Maçonaria tolerar silenciosamente os ataques dos intolerantes, isso pode levar à destruição da Maçonaria. Conforme Popper, para se garantir a tolerância é necessário ser intolerante com os intolerantes. Exemplos claros disso são os países que foram tolerantes com grupos intolerantes, até que sofreram golpes de Estado e experimentaram governos intolerantes.

A segunda questão é que, ao contrário do que alguns irmãos imaginam, que se permanecermos em silêncio, logo todos esquecerão, não é assim que a Internet funciona. Absolutamente tudo que é publicado na Internet e compartilhado, divulgado, propagado, fica disponível por quase uma eternidade. E atualmente, a Internet, em especial as redes sociais, fazem parte do cotidiano e da rotina das pessoas. Isso significa que, quanto mais conteúdo antimaçônico tiver publicado, e menos conteúdo maçônico desmentindo isso, toda pesquisa que alguém convidado a iniciar ou um interessado em ser maçom fizer, resultará em uma avalanche de falsidades sobre a Maçonaria, sem encontrar uma contraparte.

Há maçons que acreditam que a Maçonaria era mais fechada antigamente e veem com maus olhos qualquer exposição maçônica feita. Mas isso não passa de um achismo, uma fantasia. A história nos mostra que a Maçonaria especulativa, desde o início, era bem mais aberta, realizando, inclusive, procissões públicas há mais de 300 anos. Ela se encapsulou, se tornando mais “discreta”, exatamente a partir dos anos 1930, quando foi perseguida pelo Nazismo e pelo Fascismo, e os efeitos disso ainda são vistos em muitos países da Europa Continental, onde a Maçonaria é mais discreta, não por opção, mas por necessidade.

É chegada a hora de nós, maçons brasileiros, conhecermos melhor a nossa história, para garantirmos que ela nunca se repita.

Chegou: UMA PONTE PARA A LUZ!

Chegou: UMA PONTE PARA A LUZ!

Atendendo a inúmeros pedidos, lançamos UMA PONTE PARA A LUZ, a tradução da obra A BRIDGE TO LIGHT, de Rex R. Hutchens, que tem servido desde a década de 80 como o guia para os graus do Rito Escocês Antigo e Aceito e como um manual extremamente didático das filosofias maçônicas contidas na obra “Morals and Dogma”, de Albert Pike, considerado por muitos como uma obra densa, erudita, complexa e de difícil compreensão.

UMA PONTE PARA A LUZ é a obra mais popular do Rito Escocês na atualidade, escrita por Rex Hutchens, um de seus filósofos e escritores mais eloquentes. Esta tradução é da última edição da obra, editada e atualizada pelo Grande Arquivista e Grande Historiador do Supremo Conselho “Mãe do Mundo”, Irmão Arturo de Hoyos, e contou com a autorização daquele Supremo Conselho, cabendo ao Irmão Kennyo Ismail a missão de traduzi-la.

Nas palavras do próprio Irmão De Hoyos:

“Poucos livros maçônicos tiveram esse sucesso tão merecido quanto Uma Ponte para a Luz, do Dr. Rex R. Hutchens. Para muitos leitores, maçons e não maçons, este texto serviu como uma introdução fundamental aos escritos de Albert Pike, cujo livro mais conhecido, Moral e Dogma, é considerado uma leitura essencial, porém “difícil”. Mas Uma Ponte para a Luz é muito mais do que isso. É um guia conciso da filosofia do Rito Escocês. Ao longo de seu texto, o ilustre Hutchens oferece uma apresentação coerente dos rituais da maior e mais bem-sucedida organização maçônica do mundo.”

A versão brasileira manteve as imagens e diagramação originais, oferecendo aos nossos leitores uma obra fidedigna à edição norte-americana. O livro tem capa dura, com a arte da capa original sendo reestilizada pelo principal capista da editora No Esquadro, Irmão Felipe Bandeira. O livro conta com 384 páginas. As imagens estampadas em suas páginas são coloridas, o que encarece a produção, mas torna a obra ainda mais interessante.

Depois de Moral e Dogma e As Grandes Constituições de 1762 e 1786, nossa editora No Esquadro traz mais esta importante obra, de modo a completar a biblioteca dos clássicos do Rito Escocês Antigo e Aceito em língua portuguesa!

Você pode adquirir seu exemplar pelo link: https://noesquadro.com.br/loja

ConBEM: sucesso total em Guarulhos!

ConBEM: sucesso total em Guarulhos!

A 1a. edição da Conferência Brasileira de Estudos Maçônicos – ConBEM ocorreu no último sábado, dia 13/06/2026, em Guarulhos, e mostrou ao que veio: foi um dos melhores e mais bem organizados eventos maçônicos que já participei em todos esses anos!

É uma grande honra para mim fazer parte dessa história, tanto como palestrante, dividindo o palco com o Gian e o Leo do podcast Café & Maçonaria, o Adriano Paparelli, o Cloves do blog Maçonaria Tupiniquim, e o Samuel do blog O Artífice; como também pela editora No Esquadro ter sido uma das expositoras nesse magnífico e inesquecível evento.

Centenas de excelentes irmãos, conteúdos maravilhosos, estrutura profissional, organização eficaz, pontualidade britânica e um kit que fugiu da mesmice de sempre! Isso resume bem o que foi a Etapa Guarulhos da ConBEM!

E agora a notícia boa: a próxima edição será em BH!!!

Parabéns a todos os organizadores, equipe de apoio, expositores, palestrantes e participantes! Vocês começaram a escrever um novo capítulo da educação maçônica brasileira!

UMA LIMONADA ANTIMAÇÔNICA

UMA LIMONADA ANTIMAÇÔNICA

Muitos irmãos me procuraram pedindo minha opinião sobre alguns vídeos de um jovem que anda tentando ridicularizar a Maçonaria e, principalmente, sobre sua entrevista ao podcast Flow.

Vivemos em uma era de superficialidade, onde impera o Efeito Dunning-Kruger. Para quem não está familiarizado com o termo, refere-se a uma distorção cognitiva em que pessoas acreditam piamente que têm competência e domínio sobre um determinado assunto que pouquíssimo sabem. Um caso clássico que ilustra o Efeito Dunning-Kruger é o de um assaltante de banco que, quando identificado pelas câmeras de vigilância e detido pela polícia, foi questionado da razão de não ter usado máscara. Ele então afirmou que havia passado suco de limão no rosto por saber que é uma “tinta invisível”. De fato, suco de limão é uma “tinta invisível” se usado para escrever uma mensagem em um papel, mensagem essa que se revelará posteriormente, ao esquentar o papel, mas o pouco conhecimento do assaltante sobre essa propriedade de “tinta invisível” do suco de limão levou-o a uma conclusão totalmente errada a respeito. Sua crença totalmente equivocada levou-o a empregá-la na prática, sem qualquer dúvida de que estava certo.

As redes sociais e grupos de WhatsApp mostram muito bem a presença e normalização do Efeito Dunning-Kruger, com uma avalanche de pessoas que, após lerem meia dúzia de matérias superficiais e tendenciosas sobre um determinado tema, consideram-se especialistas sobre aquilo.

Apesar do referido jovem influencer se mostrar um sujeito inteligente e articulado, seu conhecimento limitado e distorcido sobre a Maçonaria revela a presença do Efeito Dunning-Kruger. Ele mesmo afirmou no podcast que passou a ler sobre Maçonaria há menos de cinco meses e que, frente a um incontável volume de conteúdo encontrado, fez leituras superficiais, até porque ele tem outros temas e instituições como alvos. Além disso, durante a entrevista, suas respostas sobre questões maçônicas, desprovidas de dados e fatos, muitas vezes vagas e dispersas, revelam ao bom observador que as fontes de suas informações são buscas simples no Google, navegando entre Wikipedia, material apócrifo e sites antimaçônicos de fanáticos religiosos. Um dos vários exemplos que eu poderia citar foi quando ele mencionou o termo Jabulom e tentou explicá-lo, sendo que esse é um velho argumento infundado, mas sempre presente em sites de fanáticos religiosos que atacam a Maçonaria.

Mas por que um dos podcasts mais populares do Brasil convidaria, para falar sobre Maçonaria, um jovem que não é maçom e que apenas pesquisou superficialmente sobre Maçonaria na internet nos últimos meses? Por que não convidaram um maçom experiente ou um pesquisador sério da Maçonaria? Para isso, recorro a Umberto Eco, que concluiu que o ódio é uma força agregadora, que une e aquece. E foi exatamente isso que o apresentador do podcast afirmou durante a entrevista. Em suas próprias palavras, “a Internet é movida a ódio”.

Basta olharmos as matérias de um jornal, que exploram notícias ruins e negativas em detrimento de boas e positivas; ou grupos de WhatsApp com viés ideológico, onde imperam as mensagens de ataque, ódio ou ridicularização da ideologia oposta, e quase nada sobre sua própria ideologia.

Mesmo assim, talvez você esteja se perguntando: Mas por que a Maçonaria? Entender isso é simples: porque a narrativa antimaçônica é a teoria conspiratória mais antiga do mundo ocidental, durando mais de trezentos anos, e que já enriqueceu sujeitos como Léo Taxil, que soube explorá-la.

No início do Século XVIII, reis déspotas, como Luís XV, perseguiram a Maçonaria, por sua defesa de liberdade civil e política. Já a Igreja a perseguiu por seus ideais de liberdade religiosa e de Estado Laico, que ameaçavam suas relações de poder. No século XIX, chegou a surgir o Partido Antimaçônico nos EUA, impulsionados por radicais religiosos contrários à moral baseada na razão, e não na Bíblia, que a Maçonaria ensina. E na primeira metade do século XX, a Maçonaria foi perseguida por Comunistas, que a acusavam de uma conspiração judaico-maçônico capitalista; e pelos Nazistas, que a acusavam de uma conspiração judaico-maçônico comunista! Ou seja, o autoritarismo, independente de lado, perseguiu e persegue uma instituição que defende valores como liberdade de consciência e expressão, igualdade de direitos, moralidade e humanismo. E nesses trezentos anos de ataque à Maçonaria, a sociedade foi bombardeada por crenças e narrativas antimaçônicas.

Então agora, em pleno século XXI, vemos influencers, tiktokers e podcasters explorando esse imaginário conspiratório para, por meio do ódio, alcançarem visualizações, engajamentos e faturamento, sem qualquer compromisso com a verdade e com total indiferença às consequências dos seus atos. Basta observar que há pouquíssimos dias uma loja maçônica foi depredada no interior de Goiás e o suspeito, detido, confessou odiar a Maçonaria.

Para o jovem influencer mencionado, refém do Efeito Dunning-Kruger, seus vídeos não são antimaçônicos, mas apenas “zoação”, mesmo ao chamar os maçons de velhos gordos e cornos, ridicularizar os paramentos maçônicos e condenar trechos pincelados de supostos rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito. Trechos esses que eu, enquanto grau 33, pesquisador do rito e de seus rituais, e autor e tradutor de livros a respeito, posso garantir que não correspondem com os praticados no Brasil e no mainstream maçônico mundial.

Esse tipo de “zoação” é similar a de um judeu preconceituoso que ri dos cristãos por acreditarem que Deus era um homem que se permitiu ser torturado e executado, enquanto Deus, para ele, é o onipotente Senhor dos Exércitos. É similar a de um cristão intolerante que condena o uso de véus por mulheres muçulmanas ou faz escárnio de um despacho de religião de matriz africana presente numa esquina. É similar a de um ateu que discrimina os cristãos que creem em uma transformação ao mergulharem a cabeça em uma piscina no batismo, ou comerem um pedaço de papel imaginando ser a carne de um Deus que, para ele, não existe. É similar também a de um xenófobo que critica as vestimentas, tradições, costumes ou cultura de outros povos.

Todos esses exemplos condizem com o conceito de preconceito, que é uma opinião negativa e discriminatória sobre algo que pouco ou nada se sabe, baseado em simples estética, crença superficial ou sentimento ilógico. E é exatamente isso que o tal jovem influencer faz ao se expressar sobre a Maçonaria, enquanto declara publicamente sua total indiferença à histórica, cultura, filosofia e simbologia daquilo que critica e “zoa”.

Contudo, o ponto mais preocupante talvez não seja o preconceito escancarado nos palcos da Internet por simples desejo de likes e lucro, e sim a consequente excitação leviana a ódio e hostilidades contra a Maçonaria que essa desinformação produz. Devido ao Efeito Dunning-Kruger, talvez aquele jovem influencer não saiba que o discurso que ele copiosamente sustenta, de que os maçons irão proteger e beneficiar uns aos outros em detrimento dos não maçons, além de não ter respaldo nas legislações e nos rituais maçônicos, que desde o primeiro grau condenam tal comportamento, é um discurso desenvolvido pelos Nazistas, que se basearam nele para perseguir, saquear, prender, torturar e matar dezenas de milhares de maçons.

Assim, quando ele fala, escuto apreensivo um discurso nazista. E isso me entristece e preocupa, porque acredito que ele, por desconhecer a história, não sabe que está repetindo-a.

Por séculos a Maçonaria tem defendido a liberdade de expressão, mas essa liberdade não exime quem fala da responsabilidade sobre o que foi dito. Cabe apenas àquele jovem decidir se vencerá a barreira da superficialidade, alimentando-se de fontes válidas e aprofundando-se no estudo sobre o tema. Já nós, maçons, temos o dever de combater a ignorância e o preconceito, não com ataques ou ofensas, mas com dados, fatos, respeito e tolerância.