Para quem não está familiarizado, hate e hype são termos comuns na internet, com significados praticamente opostos. Hate é ódio em inglês, e na internet se apresenta por meio de comentários ácidos, críticas destrutivas, ofensas e cancelamento. Já hype significa moda, e hypar na internet é quando há um impulsionamento, gerando maior visualização e engajamento.
Gostando ou não, essa é a realidade das redes sociais, que estão presentes em nossas vidas. Mesmo se você não curte Instagram, Tik-tok e similares, deve visualizar dezenas de vídeos publicados nessas redes e compartilhados via WhatsApp. E, lógico a Maçonaria e a Antimaçonaria estão presentes nesse cenário.
Acontece que a Antimaçonaria está “hypando”, ou seja, está entrando na moda, atraindo visualizações, curtidas, compartilhamentos. E com isso, mais e mais influencers, pessoas que vivem disso, vão voltar seus olhos e abraçar esse tema.
Isso não ocorre por acaso. Cooper, em seu livro “O TRIÂNGULO VERMELHO: uma história da Antimaçonaria”, indica que a Maçonaria é a mais duradoura teoria conspiratória do mundo ocidental. Sua afirmação ganha força ao observarmos que no século XVIII a Maçonaria foi alvo de ataques de reis absolutistas, como Luís XV, e da Igreja; no século XIX surgiu até partido político antimaçônico nos EUA e impostores como Leo Taxil enriqueceram na Europa vendendo mentiras contra a Maçonaria para católicos; e na primeira metade do século XX, a Maçonaria foi acusada pela União Soviética de participar de uma conspiração judaico-maçônica capitalista, e pelo Nazismo de pertencer a uma conspiração judaico-maçônica comunista!
Então, é natural que os maçonofóbicos utilizem as redes sociais para seus ataques, enquanto os influencers, ao perceberem aquilo que Umberto Eco tanto salientou, de que o ódio agrega e aquece, “hypam” esses ataques, que exploram o secretismo da Maçonaria e todo o mistério que ele envolve para promover ideias distorcidas sobre a instituição.
E o que a Maçonaria está fazendo a respeito? Os poucos abnegados que procuram criar conteúdo maçônico nas redes sociais estão APANHANDO muito de “haters”. Antimaçons? Não. Pasmem: maçons bitolados, reacionários, incapazes de enxergar a incoerência de seus próprios atos ao acompanharem e comentarem em perfis maçônicos de redes sociais contra os perfis maçônicos em redes sociais!
O bom, e que talvez eles não saibam, é que seus hates hypam! Mas isso não muda o fato do quão desagradável é ver maçom se dando o direito de atacar publicamente, em rede social, outro maçom, por estar fazendo um trabalho positivo à Maçonaria na internet, visto que ele acredita que devemos ser mais “discretos”. Meus irmãos, estamos SOB ATAQUE! Que possamos, no mínimo, nos defender do fogo inimigo sem precisar lidar com “fogo amigo”.
Se você é contra a exposição da Maçonaria na internet, seja coerente com sua posição e não use a internet para expressá-la! Diga em loja, em prancha impressa, num telefonema… mas não destile seus preconceitos e julgamentos contra irmãos em redes sociais, para os antimaçons e até os maçons rirem da sua cara e, consequentemente, da Maçonaria.
Quem acompanha o blog sabe de toda a falácia envolvendo um suposto “Dia Internacional do Maçom” (22 de fevereiro), que homenagearia George Washington, o que não tem qualquer relação com a Maçonaria no mundo, exceto dos EUA; supostamente aprovado em uma conferência restrita à América do Norte; supostamente proposto por uma potência que não tem voz e voto na dita conferência; cujo teor não aparece no relatório da conferência; e havendo participantes daquela edição da conferência que já desmentiram a informação.
Eis que a partir de hoje, 20 de maio de 2026, essa questão está superada, visto que, na Conferência Mundial de Grandes Lojas Regulares, que está ocorrendo esta semana na Cidade do Cabo, África do Sul, uma proposta idealizada pelo Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal – GLMDF, Cassiano Teixeira de Morais, e apoiada por diversas outras Grandes Lojas e Grandes Orientes, foi, de fato, aprovada nessa Conferência, instituindo o DIA MUNDIAL DO MAÇOM: 24 de junho.
A escolha da data deve-se ao fato de que por mais de 300 anos a Maçonaria tem observado a data de 24 de junho, dia de São João Batista, concentrando nessa data eventos relevantes e históricos, o que inclui a fundação da primeira Grande Loja e de tantas outras após essa. Essa data carrega também o simbolismo do Solstício, representando a busca incessante pela Luz e pela Verdade.
A data estabelecerá um ponto comum de união para maçons de diferentes potências regulares ao redor do mundo, reforçando o conceito de Fraternidade Universal. Ainda, o Dia Mundial do Maçom proporcionará um momento de reflexão sobre os compromissos assumidos, renovando o orgulho de pertencer a uma instituição com tricentenária história de contribuição à humanidade. A oficialização da data também gerará mais oportunidades para que a Maçonaria dialogue abertamente com a sociedade, apresentando seus valores éticos, filosóficos e suas ações filantrópicas, combatendo desinformações, em uma capilaridade de mais de uma centena de países em que a Maçonaria Regular está inserida.
Atendendo a inúmeros pedidos, estamos lançando UMA PONTE PARA A LUZ, a tradução da obra A BRIDGE TO LIGHT, de Rex R. Hutchens, que tem servido desde a década de 80 como um guia recomendado pelo Supremo Conselho “Mãe do Mundo” para os graus do Rito Escocês Antigo e Aceito e como um manual extremamente didático das filosofias maçônicas contidas na obra “Morals and Dogma”, de Albert Pike, considerado por muitos como uma obra densa, erudita, complexa e de difícil compreensão.
UMA PONTE PARA A LUZ é a obra mais popular do Rito Escocês na atualidade, escrita por Rex Hutchens, um de seus filósofos e escritores mais eloquentes. Esta tradução é da última edição da obra, editada e atualizada pelo Grande Arquivista e Grande Historiador do Supremo Conselho “Mãe do Mundo”, Irmão Arturo de Hoyos, e contou com a autorização daquele Supremo Conselho, cabendo ao Irmão Kennyo Ismail a missão de traduzi-la.
Nas palavras do próprio Irmão De Hoyos: “Poucos livros maçônicos tiveram esse sucesso tão merecido quanto Uma Ponte para a Luz, do Dr. Rex R. Hutchens. Para muitos leitores, maçons e não maçons, este texto serviu como uma introdução fundamental aos escritos de Albert Pike, cujo livro mais conhecido, Moral e Dogma, é considerado uma leitura essencial, porém “difícil”. Mas Uma Ponte para a Luz é muito mais do que isso. É um guia conciso da filosofia do Rito Escocês. Ao longo de seu texto, o ilustre Hutchens oferece uma apresentação coerente dos rituais da maior e mais bem-sucedida organização maçônica do mundo.”
A versão brasileira manteve as imagens e diagramação originais em seu miolo, oferecendo aos nossos leitores uma obra fidedigna à edição norte-americana. O livro tem capa dura, com a arte da capa original sendo reestilizada pelo principal capista da editora No Esquadro, Irmão Felipe Bandeira. O livro conta com 384 páginas. As imagens estampadas em suas páginas são coloridas, o que encarece a produção, mas torna a obra ainda mais interessante.
Depois de Moral e Dogma e As Grandes Constituições de 1762 e 1786, nossa editora No Esquadro traz mais esta importante obra, de modo a completar a biblioteca dos clássicos do Rito Escocês Antigo e Aceito em língua portuguesa!
A nova edição da revista Ciência & Maçonaria, o primeiro periódico acadêmico-científico dedicado à Maçonaria enquanto objeto de estudo em toda a América do Sul, e o único do gênero qualificado pelo Qualis Capes, já está disponível!
Publicada há mais de uma década, a revista C&M – Ciência & Maçonaria oferece artigos de pesquisadores, em sua maioria Mestres e Doutores, em caráter multidisciplinar, com acesso livre e gratuito.
E o melhor de tudo: ela acaba de alcançar a marca de 1 MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES desde sua fundação.
O livro MAÇONARIA SEM FRONTEIRAS apresenta o universo de potências que há no mundo, regulares e irregulares; suas histórias, os princípios e regras que regem as relações entre si; e os cuidados que se deve tomar ao visitar e receber visitas em loja, em todos os países em que há uma potência maçônica. Ainda, indica as principais conferências e confederações transnacionais que essas potências participam. Também apresenta os principais ritos e rituais maçônicos praticados no mundo e as ordens maçônicas internacionais.
E o conteúdo desta obra não para por aí. Ela derruba mitos e esclarece a verdade sobre Landmarks, regularidade e reconhecimento, território e jurisdição, nomenclaturas, código de etiqueta e identificação maçônicas; além de abordar questões como Maçonaria feminina, mista, adogmática, liberal, etc.
Trata-se, portanto, não apenas de um guia ou manual para o maçom viajante, mas, também, uma fonte de informações úteis e, principalmente, uma lente de aumento, para que se possa conhecer e enxergar a Maçonaria com outros olhos.
Com a conclusão do envio dos exemplares aos apoiadores da campanha no Catarse, o livro MAÇONARIA SEM FRONTEIRAS, de Kennyo Ismail, já está disponível para aquisição aqui em nossa loja: https://noesquadro.com.br/loja