por Kennyo Ismail | maio 7, 2013 | Notícias
Neste último final de semana, dias 04 e 05 de Maio, foi instalado na Sede da Grande Loja do Estado da Bahia o Capítulo “Companheirismo Bahiano” Nº62 de Maçons do Real Arco. Ao todo, 34 Irmãos Mestres Maçons da GLEB, entre eles muitos Veneráveis Mestres e membros de sua Alta Administração, passaram pelas cerimônias dos 04 graus que compõem o Real Arco norte-americano e participaram no domingo da Instalação do Capítulo, na qual tomou posse como Sumo Sacerdote o Companheiro Santo Ádamo. Esse importante evento na história da Maçonaria Baiana teve início na sexta-feira, dia 03 de Maio, quando o Sereníssimo Grão Mestre da GLEB, Mui Respeitável Irmão Jair Tércio, recebeu em seu gabinete a comitiva de autoridades do Real Arco, ratificando a disponibilidade das instalações da GLEB para a realização das cerimônias, justificando sua ausência durante a programação, e oferecendo o apoio de sua administração para a expansão do Rito de York em solo baiano. As cerimônias dos graus foram realizadas por equipe composta por companheiros de Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro e Brasília e a instalação foi presidida pelo Grande Sumo Sacerdote do Real Arco no Brasil, Mui Excelente Companheiro Luiz Sérgio Rodrigues de Jesus, auxiliado pelo Grande Mestre Adjunto da Maçonaria Críptica do Brasil, Mui Ilustre Companheiro Kennyo Ismail. Registrou-se também a presença de autoridades maçônicas prestigiando o evento, como a do Irmão Miguel Marinho Neto, Grande Tesoureiro do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil; do Irmão José Henrique Pereira Prata, Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe; e do Irmão Onildo Silva Almeida Filho, Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente da Paraíba. Parabéns a todos que participaram dessa grande iniciativa. Esperamos que o Capítulo “Companheirismo Bahiano” seja o primeiro de muitos passos na Jornada do Rito de York na abençoada Bahia.
por Kennyo Ismail | abr 26, 2013 | Notícias
Estive presente no último domingo, dia 21 de Abril, no I Encontro Regional Maçônico de Estudos em Sumaré, a convite da Loja Maçônica “Deus, Justiça e Amor”. O convite, transmitido pelo valoroso Irmão Rodolfo Azevedo Germano, coordenador do evento, foi para ministrar palestra de abertura do Encontro, o que muito me honrou. A palestra teve foco na desmistificação de expressões e símbolos maçônicos.
O I ERMES contou com a adesão de diversas Lojas de toda a região, entre elas: Fraternidade Sumareense; União e Fraternidade; Construtores do Templo de Salomão; Acácia Barbarense; Washington Lodge; Cel. William H. Norris; Fé, Amor e Caridade; Triunfo da Luz; e Amor à Humanidade. Cada uma das Lojas, além da Loja organizadora, apresentou um interessante trabalho maçônico, colaborando com a formação maçônica de todos os presentes. O evento também chamou a atenção de Irmãos de outras regiões e até mesmo de outros Estados, que também se fizeram presentes.
O Irmão Rodolfo e todos os membros da “Deus, Justiça e Amor” estão de parabéns pela iniciativa e belíssimo trabalho realizado. Espero que esse tenha sido apenas o primeiro de muitos ERMES que virão e agradeço imensamente pela oportunidade de ter participado desse evento e pela hospitalidade fraterna de todos os Irmãos.
por Kennyo Ismail | mar 27, 2013 | Notícias
No último dia 23 de Março, mais quatro importantes dirigentes da Ordem DeMolay ingressaram no Real Arco: Antônio Jaimar e Bruno Martins, de Roraima, e Ricardo Carneiro e Marcus Vinícius dos Santos, de Rondônia. As cerimônias foram realizadas pelo Capítulo “Luz sobre Trevas” de Maçons do Real Arco, do Oriente de Manaus – AM, e contou com a participação de representantes do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil: Rosselberto Himenez, Past Grande Sumo Sacerdote do Brasil; Armando Côrrea Júnior, Delegado do Grande Sumo Sacerdote; e Miguel Marinho Neto, Grande Tesoureiro.
Conforme convênio firmado entre o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil – SCODRFB, e o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil – SGCMRAB, parte das taxas recolhidas serão destinadas ao desenvolvimento da Ordem DeMolay.
Os quatro irmãos juntam-se agora ao rol de vários líderes da Ordem DeMolay que também fazem parte do Real Arco, incluindo Ederson Velasquez, Grande Mestre Nacional; Carlos Eduardo Braga, Past Grande Mestre Nacional; Rodrigo dos Anjos e João Moreira, do GCE-MG; Cezar Lazarotto e Anderson Verçosa, do GCE-RJ; entre tantos outros, em todas as regiões do Brasil.
Essa iniciativa é o primeiro passo para a criação de Capítulos de Maçons do Real Arco nos Estados de Rondônia e Roraima, levando mais conhecimento aos maçons desses Estados e ainda mais recursos à Ordem DeMolay de todo o Brasil. Parabéns aos Irmãos Jaimar, Bruno, Ricardo e Marcus Vinícius por essa importante iniciativa.
por Kennyo Ismail | mar 18, 2013 | Notícias
O sol está se pondo e uma multidão se forma no pátio diante da Catedral. Apesar do fim do inverno, essa segunda-feira de primavera parece fria como nunca. As flores já brotaram, mas o vento corta como navalha.
– É uma pena que a fogueira fique tão distante de nós. Seria bom para me aquecer. – diz um mendigo de idade já avançada, ou talvez apenas castigado pela vida.
– Acredite, você não agüentaria ficar perto do calor infernal e o cheiro de carne herege queimando. – responde um senhor com roupas um pouco melhores, um pouco mais limpo, mas com um destino não muito diferente da mendicância. Afinal, a França está falida e quase ninguém tem emprego.
Com o crepúsculo, os postes começam a ser acesos e o cheiro de óleo queimando é sentido no pátio. Sangue, óleo, fogo, suor, lixo, seus cheiros estão sempre misturados na não tão bela Paris do século XIV.
Soldados montados vão se aproximando e se posicionando, o que indica que o momento de mais uma execução está chegando. – Quem será dessa vez? – alguns se perguntam. As execuções sempre apresentam bom número de espectadores, mas essa tem superado as anteriores: nem sinal das autoridades e dos condenados e a Ilha da Cidade já está lotada. Isso porque todos esperam assistir a execução daquele que o povo considerava acima dos reis e abaixo apenas do Papa. O Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay.
Já fazia 07 anos que ninguém o via, desde aquela escura sexta-feira 13 que o povo tratou de guardar como maldita. Uns diziam que ele havia morrido nas torturas da Santa Inquisição. Outros que ele conseguira fugir para a Escócia com tantos outros Cavaleiros. A única coisa que todos concordavam é que era impossível um homem com seus 70 anos de idade sobreviver por tanto tempo a tanto tormento. Esse era o motivo para tanta gente estar ali: ver a queda de um homem que liderava reis e que sobreviveu ao insuportável.
As carruagens começaram a chegar. Um dos primeiros foi de Vossa Santidade, o Papa Clemente V. Os parisienses o aclamaram quando ele desceu de sua carruagem, afinal de contas, é o primeiro Papa francês, que transferiu o Papado da Itália para a França, tornando-a o centro do que é mais sagrado no mundo cristão. Infelizmente, isso não tem ajudado a França a sair de um caminho de degradação. Logo em seguida, a carruagem do Rei Felipe IV se aproxima da Catedral, acompanhada de forte escolta. Era necessário, pois a vontade de cada cidadão ali presente era de linchá-lo e, quem sabe, queimá-lo em sua própria fogueira preparada para Jacques de Molay e seus Preceptores.
Com a presença do Papa e do Rei, a multidão não teve mais dúvidas: seria a tão comentada execução, talvez a mais polêmica realizada naquele local.
O rei e o Papa se posicionaram confortavelmente no camarote improvisado para aquilo que mais parecia um show no Coliseu. Em volta deles, estava toda a espécie de Arcebispos, Bispos, Ministros, Condes, Duques e bajuladores. O circo estava completo, mas… onde está o gladiador? Nesse momento, vê-se a carruagem negra e fortificada se aproximando com os condenados. Quando a carruagem pára, próximo à pequena ponte, os soldados têm dificuldade de conter a multidão que tenta se aproximar para vê-los mais de perto. Isso não estava previsto. – Como será que eles estão? – era o que todos pensavam.
Da carruagem saiu DeMolay e seus Preceptores. Magros como Gandhi e com barbas e cabelos longos e sujos, seus mantos templários, antes tendo sua brancura como símbolo da pureza de pensamentos e atos, agora em estado de podridão. Os soldados não estavam ali para impedi-los de uma tentativa de fuga, senão para mantê-los em pé e ajudá-los a andar.
Os condenados foram postos no pequeno barco, acompanhados de três carrascos, e conduzidos até o elevado preparado para servir como fogueira. Ali foram silenciosamente amarrados. O carrasco-principal fez a devida leitura do ato de execução, destacando os crimes de heresia e traição. O silêncio não é apenas dos condenados, mas de toda a multidão. Após a leitura, o principal aguarda o sinal do Rei, o Belo, que responde positivamente. Então o carrasco-principal pegou a tocha acesa da mão de um dos seus sequazes e jogou sobre entulho de palha, troncos e óleo. O fogo rapidamente se alastrou.
Aqueles já acostumados em acompanhar as execuções se preparam para escutar os costumeiros e agonizantes gritos. Para eles, aquele sofrimento final dos condenados reduzia o sofrimento eterno que os mesmos teriam no Inferno, e quanto maior o pecado, maior a dor sentida na fogueira. Mas o que presenciaram foi algo ainda mais aterrorizante: um total silêncio e serenidade no semblante de cada um daqueles senhores tão humilhados e maltratados, e agora à beira da morte. Via-se o fogo consumindo suas pernas e vestes e sentia-se o cheiro de carne queimada no ar, mas eles não demonstravam nenhum sinal de sofrimento.
Assim, o silêncio foi quebrado pela própria multidão, que murmurava sem acreditar no que estava vendo. Foi então que todos viram que o grande líder dos condenados, Jacques de Molay, estava falando algo. Não se podia ouvir, pela distância em que a fogueira se encontrava, o barulho das pessoas e o tom sereno com que DeMolay falava. Mas ele falou algo, olhando para a multidão, para o camarote, e logo se calou, fechando seus olhos para aquela vida terrena.
As pessoas começaram a sair rapidamente dali, incomodadas com o que acabaram de presenciar. Algumas, supersticiosas, julgaram presenciar uma maldição. Outras entenderam aquelas palavras inaudíveis, como uma oração, uma despedida, ou mesmo um prelúdio do que estava por vir. O que todos sabiam é que haviam presenciado a morte de um grande homem, algo que ficaria para a história. Aquela segunda-feira, 18 de Março de 1314, jamais seria esquecida.
Jacques de Molay estava acima dos Reis e abaixo do Papa enquanto Grão-Mestre. Mas enquanto prisioneiro, enquanto líder que protegeu seus Companheiros e não traiu seus princípios, ele esteve acima de qualquer homem. Um reinado se ganha com um sobrenome, um papado se ganha com uma eleição. Um herói e mártir independe de posição, prestígio e poder. É definido por escolhas e atitudes. As de Jacques de Molay servem de exemplo até hoje para milhões de jovens e homens de todo o mundo.
18 de Março de 2013: 699 anos desde aquela noite.
por Kennyo Ismail | fev 13, 2013 | Notícias
Prezados leitores, em busca de melhoria contínua e para uma melhor gestão e disposição do grande volume de artigos que temos disponível, o blog recentemente ganhou um novo layout.
Algumas coisas ainda precisam ser feitas, mas gostaríamos de contar desde já com suas críticas e sugestões, as quais podem ser enviadas pela ferramenta de comentários ou por e-mail: kennyoismail@noesquadro.com.br
por Kennyo Ismail | jan 25, 2013 | Notícias
Esse cartaz conta a histórica relação entre a Ordem DeMolay e o Real Arco, cujo elo inicial estava no fundador da Ordem DeMolay, Frank Sherman Land, um Maçom do Real Arco. Essa história completou um século no ano passado, o que foi comemorado no Brasil por meio de convênio firmado entre o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, ligado ao General Grand Chapter International, e o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil, ligado ao DeMolay International.
Texto: Kennyo Ismail
Arte Final: João Guilherme

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