por Kennyo Ismail | mar 27, 2015 | Notícias
Na última quarta-feira, dia 25/03, estive presente na Loja “Cavaleiros da Retidão #803” – GLESP, no Oriente de São Paulo – SP, ministrando palestra sobre “A Colonização e a Independência da Maçonaria Americana”.
Agradeço o convite realizado pelo Venerável Irmão Luiz Antonio de Sicco e pelo Irmão Victor Henrique de Sicco Vianna e a hospitalidade de todos os irmãos daquela Oficina, que não medem esforços no cumprimento da missão de Amor Fraternal, Amparo e Verdade, praticando a Maçonaria sem fronteiras que tanto defendemos.
por Kennyo Ismail | mar 2, 2015 | Notícias
Tabaré Vásquez, político de esquerda que havia sido Presidente do Uruguai antes do famoso Mujica, foi eleito nas últimas eleições e acaba de tomar posse novamente como Presidente da República. Dessa forma, o Partido dele e Mujica garante 15 anos de governo de esquerda no Uruguai.
O que talvez muitos irmãos brasileiros não saibam é que Tabaré, além de médico e político, é assumidamente um maçom. Ele foi iniciado em 1987, na Loja “General Artigas No. 99” da Grande Loja da Maçonaria do Uruguai. Quando de sua primeira gestão como Presidente da República, entre 2005 e 2010, sua filiação fez com que o interesse pela Maçonaria no Uruguai se renovasse e a quantidade de membros da Grande Loja dobrou, de 3 para 6 mil membros. Agora, os irmãos esperam que o fenômeno se repita nos próximos anos.
por Kennyo Ismail | fev 1, 2015 | Notícias
No dia 12/01 estive em visita à sede da Grande Loja de Cuba, um prédio edificado para abrigar a administração da Maçonaria Cubana. O destacado edifício, que possui em seu ápice um gigantesco globo terrestre coroado com o esquadro e o compasso, foi construído no coração de Havana com o suor dos mais de 30 mil maçons cubanos e inaugurado em 1955, teve na década de 60 a maioria de seus andares desapropriada pelo governo cubano em nome dos “melhores interesses do Estado”. Não obstante, a Grande Loja, apertada nos 30% que lhe restou de seu próprio edifício, seguiu sua trajetória em prol da sociedade, dedicando boa parte de seu espaço a uma biblioteca pública com mais de 45 mil publicações e um museu maçônico.
Durante as décadas de 60 e 70, a Maçonaria Cubana, então formada por homens das classes mais abastadas, viu seu número reduzir quase pela metade com a migração das elites para os Estados Unidos e outros países. Para sobreviver, a Grande Loja viu a necessidade de se reinventar, democratizando o ingresso à Ordem. Hoje, com mais de 29 mil membros e de 300 Lojas, é a maior Grande Loja da América Latina e Caribe, seguida por perto da Grande Loja do Estado de São Paulo.
Tive a oportunidade, nessa visita, de ser recepcionado pelo Mui Respeitável Grão Mestre da Grande Loja de Cuba, Irmão Evaristo Rubén Gutiérrez Torres, intelectual dedicado à Sublime Ordem; o Grão Mestre Adjunto, Irmão Julio Alberto Rojo Pumar, importante maçonólogo cubano; o Grande Secretário, Irmão Asdrubal Adonis Pages Manals; o Grande Secretário de Relações Exteriores, Irmão Raimundo Gomez Cervantes; e o Grande Orador, Irmão Alberto Perez Fiallo. Após a fraterna e calorosa recepção, fui convidado a assinar o ilustre livro de visitantes do exterior, concessão essa que muito me honrou.
Atendendo a convite do Grão Mestre Adjunto, participei no dia 24/01 de reunião conjunta de 15 Lojas em Templo localizado em Calabazar, na periferia de Havana, onde pude presenciar o desdobramento de uma ritualística impecável e uma excelente palestra, além dos reportes da filantropia (desde campanhas de doação de sangue até apoio a crianças enfermas) e demais atividades das Lojas presentes. 50% do recolhido no Tronco de Solidariedade foi destinado, como de costume, ao Asilo Nacional Maçônico, fundado em 1886, o qual tem o apoio institucional da Grande Loja e direção do Supremo Conselho.
Sinto-me imensamente feliz em ter podido presenciar uma Maçonaria que, apesar de todas as adversidades, serve de exemplo no cumprimento dos deveres maçônicos de Fraternidade, Caridade e busca pela Verdade. Uma Maçonaria com média de mais de 90 membros por Loja e com uma Loja em Havana com mais de 400 obreiros (uma única Loja com mais maçons do que nos países de Nicarágua, Costa Rica e Panamá). Uma Maçonaria que mantém um Asilo que abriga mais de 90 famílias. Uma Maçonaria com uma biblioteca que, provavelmente, tem o maior acervo maçônico da América Latina e Caribe e que conta com uma Academia de Altos Estudos Maçônicos com produção pujante e de qualidade.
por Kennyo Ismail | dez 22, 2014 | Notícias
A Maçonaria Inglesa, tão superestimada pelos maçons brasileiros, sofre mais uma exposição pública negativa. Não bastasse já ter sido num passado não muito distante vítima de legislação que obrigava membros do judiciário e da polícia inglesa a informarem que são maçons (única instituição abrangida em tal obrigação), agora foi alvo do jornal THE GUARDIAN, um dos mais importantes e famosos jornais do mundo.
A matéria relaciona a Maçonaria à “Tragédia de Hillsborough”, ocorrida em 1989, quando 96 torcedores morreram e mais de 700 ficaram feridos em um incidente ocorrido em um estádio, durante um jogo de futebol das semifinais da Taça da Inglaterra. Um dos policiais ouvidos recentemente no inquérito denunciou uma suposta “conspiração maçônica”, liderada por maçons que eram oficiais superiores da polícia na época. Apesar de não haver quaisquer provas ou indícios que sustentem tal teoria, o inquérito continuará.
por Kennyo Ismail | nov 11, 2014 | Notícias
De 01/01 a 01/11 deste ano, tivemos no blog a visita de quase 11 mil leitores no exterior, oriundos de mais de 100 países diferentes. No entanto, 7 países concentraram cerca de 78% desses milhares de leitores. E nesses países, 15 cidades se destacaram.
Agradeço aqui aos leitores dessas cidades e países apresentados abaixo, em especial aos leitores de Portugal e EUA, que correspondem a mais da metade dos leitores que temos tido no exterior neste ano.
por Kennyo Ismail | nov 3, 2014 | Notícias
No dia 25/10/2014 tomei posse na Academia Maçônica de Letras do DF, juntamente com o Irmão José Robson Gouveia Freire.
Durante a solenidade, foi-me permitido realizar um breve discurso, que compartilho abaixo:
Senhor Presidente desta Academia, Irmão Jorge Lunkes; Irmãos Nei Inocêncio, Jafé Torres e Lucas Galdeano, autoridades maçônicas aqui presentes; prezados acadêmicos, irmãos, cunhadas, senhoras e senhores presentes. Boa noite a todos. O irmão José Robson Gouveia Freire incumbiu-me de fazer uso da palavra em nosso nome, dando-me assim a honra de dirigir-me a tão respeitável plateia nesta noite memorável para ambos.
Hoje ingressamos na Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, passando a ladear maçons de grande envergadura na literatura maçônica distrital e nacional. Personalidades que muito nos serviram de exemplo e nos inspiraram em nossa senda iniciática.
Eu passo neste instante a ocupar a cadeira número 33 desta Academia, cujo Patrono é Wenceslau Brás. Mineiro e maçom, Wenceslau Brás foi Presidente da República de 1914 a 1918, tendo sido eleito com onze vezes mais votos que seu concorrente, ninguém menos do que Rui Barbosa. Sua gestão foi marcada pela importante decisão de participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, compondo o grupo dos Aliados contra aqueles liderados pelo Império Alemão. Nesse período, o Irmão Wenceslau Brás contou com o apoio irrestrito de dois outros grandes maçons: Nilo Peçanha e Delfim Moreira.
O respeitável irmão José Robson assume agora a cadeira número 50 da Academia, cujo Patrono é Miguel Archanjo Tolosa, paulista, militar e músico de reconhecido talento. Iniciado na Loja “Brasiliana”, que atualmente adota o nome de “Santuário de Adonai n° 4”, foi fundador da Loja “Abrigo do Cedro n° 8”, ambas filiadas à Grande Loja Maçônica do Distrito Federal. Foi ainda Membro Honorário da Loja “Santos Dumont”, hoje chamada de Loja “Brasília n° 1822” e da Loja “Pitágoras n° 1982”, ambas jurisdicionadas ao Grande Oriente do Distrito Federal. Passando ao Oriente Eterno em 1980, o Irmão Tolosa, como era conhecido, recebeu justa e perfeita homenagem da Maçonaria Distrital quando da fundação da Loja “Miguel Archanjo Tolosa n° 2131”, também jurisdicionada ao Grande Oriente do Distrito Federal.
Ao assumirmos tão dignos postos, é uma honra para nós nos juntarmos a este seleto grupo de homens livres e de bons costumes, e essa honra nos traz responsabilidades, que, estejam certos, abraçamos com orgulho. Agradecemos aos Acadêmicos que propuseram nossos nomes e aos que nos elegeram para compartilhar de tão sublime missão. Mas, que missão seria essa?
Esta Academia tem em seu Estatuto como primeira finalidade “difundir e cultivar a cultura e as letras maçônicas”. Um fim um tanto quanto desafiante, num país em que autores como Kurt Prober e José Castellani, dois dos maiores nomes da literatura maçônica brasileira, vez ou outra afirmavam que “maçom não gosta de ler”. Contrário às afirmações generalistas, acredito que há bons leitores na Ordem Maçônica, com absoluta certeza todos os maçons que estão neste recinto o são, mas é fato que os leitores da literatura maçônica ainda refletem um contingente muito aquém do universo maçônico que temos no Brasil, a segunda Maçonaria no mundo em número de membros. Urge, portanto reacender o gosto maçônico pela literatura que lhe é peculiar.
E a Maçonaria não tem estado insensível a isso. Com o passar dos anos, temos visto inúmeras tentativas de mudar o atual status quo da leitura em nossas fileiras. Sabemos que a produção e a distribuição de um livro dependem de editoras. No entanto, editoras dispostas a publicar literatura maçônica em nosso país podem ser contadas em uma única mão. Ainda assim, entre um livro e outro, surgiram os jornais e revistas maçônicas e, mais recentemente, os blogs, reduzindo custos de produção, facilitando a distribuição, alcançando independência do mercado editorial e democratizando o conhecimento. Enfim, novos formatos, novos meios e novas tecnologias para transmitirmos antigas lições.
Além disso, nos últimos anos temos assistido uma renovação da população maçônica, contando com uma porcentagem cada vez mais crescente de maçons jovens e bem instruídos, ávidos por conteúdo maçônico. Dessa renovação também tem surgido uma nova geração de escritores, que se alicerçam naqueles heróis literários dum passado recente, deixando à margem aqueles que não se renovaram. Obras sem referências não tem mais vez em nosso meio. O achismo, enfim, está com os dias contados.
Como agentes de tal transformação, depositários das esperanças dos novos maçons brasileiros, estão as Academias Maçônicas de Letras, como esta, às vésperas de completar 30 anos, e seus diletos membros. Nossos irmãos mais “moços” ingressaram na Sublime Ordem Maçônica em busca de evolução moral e intelectual. Na Maçonaria, essa evolução se dá por meio da dialética, do constante questionamento de teses, que leva a sínteses, as quais podem vir a ser questionadas. Sendo o objetivo da Maçonaria “fazer feliz a humanidade”, é possível haver felicidade real sem liberdade? E a liberdade, não depende da verdade, visto que “a verdade vos libertará”? E como encontrar a verdade sem questionar as falsas verdades e aquelas verdades pré-concebidas? Então não seria o objetivo da Maçonaria a busca da verdade, para então se alcançar a felicidade?
São perguntas como essas, senhoras e senhores, que nos impulsionam a um melhor entendimento daquilo que buscamos. Aí está a responsabilidade dos membros desta Academia, aos quais meu irmão José Robson e eu estamos aqui hoje para nos unirmos. Talvez não encontraremos as respostas para muitas perguntas. Nesses casos, recorremos a Mário Quintana, que registrou que “a resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”, ideia também compartilhada por Alvin Toffler, ao afirmar que “a pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada”.
Assim sendo, espero que façamos as perguntas certas em prol da Maçonaria do amanhã. Uma Maçonaria que, além de tudo, goste muito de ler. Em nome do Irmão José Robson, e em meu nome, agradeço a presença e a atenção de todos. Muito obrigado.
Kennyo Ismail