por Kennyo Ismail | jan 4, 2011 | Simbologia
Diversas instituições e religiões observam os dias de Solstícios e o Equinócio, visto ser um dos costumes mais antigos relacionados à divindade. Esses dias marcam as mudanças de Estações, o que sempre guiou e ditou a rotina dos povos da antiguidade.
O solstício de verão é o marco em que o dia é o maior do ano, em detrimento da noite. Já no solstício de inverno ocorre o contrário, e a noite é a maior do ano.
Enquanto no hemisfério norte o Solstício de Verão é em Junho e o de Inverno em Dezembro, no hemisfério sul inverte-se: o de Inverno é em Junho e o de Verão é em Dezembro.
Essa variação de dia e noite não ocorre na Linha do Equador, onde os Solstícios são definidos através da distância entre a Terra e o Sol.
Antigamente, as iniciações no hemisfério norte ocorriam sempre no Solstício de Inverno, quando a noite é a maior do ano, simbolizando que o iniciado está na escuridão em busca da luz.
Costuma-se chamar o Solstício de Junho de “Solstício de Câncer” e o de Dezembro como “Solstício de Capricórnio” pela relação dos Solstícios com os trópicos.
Acredita-se que, assim como os Romanos observavam o Solstício de Inverno, em homenagem ao deus Saturno, posteriormente chamado de “Sol Invencível”, esse costume também era observado pelas Guildas Romanas, os antigos Colégios e Corporações de Artífices, que nada mais eram do que a Maçonaria Operativa. Esse costume permaneceu intacto até o surgimento da Maçonaria Especulativa, que tratou de não descartá-lo.
Porém, há fortes indícios de que a Maçonaria Especulativa, formada por europeus de predominância cristã e preocupados com a imagem da Maçonaria perante a “Santa Inquisição”, aproveitou a feliz coincidência das datas comemorativas de São João Batista (24/06) e São João Evangelista (27/12) serem muito próximas dos Solstícios, para relacionarem a observância dos Solstícios com os Santos de nome João, e assim protegerem a instituição e sua observação dos Solstícios da ignorância, tirania e fanatismo.
Nesse sentido, na Inglaterra, o antigo símbolo maçônico de um círculo ladeado por duas linhas paralelas, talvez um dos símbolos mais antigos da humanidade ainda em uso, teve a simbologia das linhas paralelas dos Trópicos de Câncer e Capricórnio, que possuem ligação direta com a observância dos Solstícios, transformados em São João Batista e São João Evangelista.
Reflitam: por que duas linhas paralelas representariam dois Santos de nome João? E como um símbolo tão antigo, mais antigo que o Cristianismo, poderia simbolizar esses dois Santos? Nada mais do que uma conveniente mudança de interpretação que, mesmo com o fim da Inquisição, infelizmente permaneceu em nossa literatura.
por Kennyo Ismail | dez 31, 2010 | Notícias
Recebemos a seguinte notícia e estamos felizes em divulgar:
“Em Sessão Magna de Iniciação realizada no dia 20 de novembro de 2010, no Templo de Meditação do Condomínio do Saber, no Complexo da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT), o Shriner Brasil Central fez a iniciação de 39 Obreiros das Potências Regulares no Estado de Mato Grosso. A sessão contou com a presença dos Nobres Shriners, Potentado Americano , Paul Friedlande, a Primeira Dama, Teresera Quinn, e o Embaixador da America do Sul, o Uruguaio Ricardo Rodrigues.
Na oportunidade, foi instalada a nova Diretoria, constituída pelos Irmãos Genilto Nogueira (Presidente), João Porto (1º Vice Presidente), Antônio Carlucio (2º Vice Presidente), Cesar Vidotto (3º Vice Presidente), Antonio Kato (4º Vice Presidente e Presidente da Comissão Pro- construção do Hospital Shriner em Mato Grosso), Andre Teixeira (Secretário), Jadson Barros (Tesoureiro), Ronaldo Carvalho (Tesoureiro Adjunto), Marcelo Sandrin (Embaixador Internacional), e William Douglas (Embaixador Nacional).
Foram tomadas decisões das mais importantes para Mato Grosso, como a realização de realizar o I Encontro Internacional dos Shriners da América do Sul em Cuiabá, já previsto para outubro do ano que vem. Por unanimidade dos presentes, foi aprovada a construção do primeiro Hospital Shriner da América do Sul na Capital mato-grossense.”
Parabéns aos valorosos Irmãos do MT. Esperamos que eles abrem as portas àqueles Irmãos de nosso Brasil que compartilham dos mesmos ideais de Diversão, Companheirismo e Caridade!
por Kennyo Ismail | dez 30, 2010 | York x Emulação
Em resumo e de forma simplista: Real Arco é EUA, e Arco Real é Reino Unido.

REAL ARCO possui 04 graus: Mestre de Marca, Past Master, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco. Eles são graus sequenciais concedidos em um Capítulo de Maçons do Real Arco, ou seja, você necessita ingressar no grau de Mestre de Marca, e galgar grau a grau até se tornar um Maçom do Real Arco.
ARCO REAL é apenas um grau, também conhecido como “Sagrado Arco Real”, concedido a Mestres Maçons e considerado pela GLUI como um “grau paralelo”. A Inglaterra também possui o grau de Mestre de Marca, também independente e considerado “paralelo”. Enfim, no sistema inglês você pode ser Maçom do Arco Real sem ser Mestre de Marca.
Reconhecimento:
O Real Arco Americano e o Arco Real da Inglaterra e da Escócia se reconhecem e se relacionam, enviando representantes aos principais eventos um do outro, e concedendo títulos honoríficos. Um Maçom do Real Arco (EUA) pode assistir reuniões de Mestre de Marca (UK) e do Sagrado Arco Real (UK). Um maçom do Arco Real inglês pode ir à uma reunião do Real Arco americano, porém, não poderá assistir as reuniões dos graus de Past Master e Mui Excelente Mestre, e só poderá assistir reunião de Mestre de Marca se ele possuir o grau inglês correspondente.
por Kennyo Ismail | dez 29, 2010 | Graus e Ordens Anexas

Creio que todo Irmão Maçom já ouviu falar dos Shriners, ou pelo menos já achou estranho quando assistiu um filme americano e viu em alguma cena uns velhos usando um chapéu vermelho igual ao do gênio do Habib’s. Sim, aqueles velhos de chapeuzinho vermelho são nossos Irmãos Maçons. Afinal de contas, o que são os Shriners?
A Antiga Ordem Árabe da Shrine Mística, mais conhecida apenas como Shriners, é um Corpo Maçônico de caráter filosófico e filantrópico que mantém os Hospitais Shriners para Crianças.
A imagem mais associada é a desse famoso barrete vermelho que os membros utilizam.
A instituição foi criada em 1870 por William Florence. Ele teve a ideia quando participou de um jantar em Marselha, na casa de um diplomata árabe, e a amadureceu durante viagens à Argélia e ao Cairo.
Até o ano de 2000, um maçom precisava ter pelo menos o Grau 32 do REAA ou a Ordem de Cavaleiro Templário do Rito de York para ingressar. Porém, a partir de 2000, qualquer Mestre Maçom pode aderir ao Shriners International.
Os Hospitais Shriners são voltados para crianças com menos de 18 anos e são especializados em ortopedia, queimaduras, lábio leporino e fenda palatina. Todos os atendimentos são feitos sem custo aos pacientes e familiares.
A sessão anual dos Shriners costuma reunir mais de 20.000 membros. Além disso, ocorre anualmente em Las Vegas um torneio aberto de golf realizado em parceria entre Shriners e o astro Justin Timberlake, com objetivo de angariar fundos para os hospitais.
Um dos primeiros membros brasileiros foi o saudoso Irmão João Alexandre, 33º, que secretariava o Soberano Grande Comendador, Irmão Luiz Fernando Torres.
Atualmente, há um pequeno grupo de Mestres Maçons do Rio Grande do Sul iniciando um movimento para transformar os Shriners em realidade no Brasil.