por Kennyo Ismail | jan 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
Friedrich Ludwig Schröder (03 de novembro de 1744 – 3 de setembro de 1816) foi um ator alemão, gestor e dramaturgo. Schroder foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, que sofria forte decadência, e submeteu sua obra dos graus simbólicos aos Mestres de Hamburgo em 29 de junho de 1801, que a adotaram por unanimidade. Logo, o rito conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha, e com os anos recebeu o nome de seu fundador, RITO SCHRÖDER.
Ele nasceu em Schwerin. Depois da morte de seu padastro, em 1771, Schröder e sua mãe assumiram a gestão do teatro de Hamburgo, e ele começou a escrever peças de teatro, principalmente adaptações do Inglês. Em 1780 ele deixou de Hamburgo, e depois de uma turnê com sua esposa e um ex-aluno, aceitou um contrato no Teatro da Corte de Viena. Em 1785, Schröder assumiu novamente sua gestão no Teatro de Hamburgo. Ele morreu em 1816.
Como ator, Schröder foi o primeiro a afastar-se do estilo das antigas tragédias. Como gerente, ele elevou o padrão das peças apresentadas e foi o primeiro a apresentar Shakespeare perante a opinião pública alemã.
por Kennyo Ismail | jan 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
Thomas Smith Webb (30 de outubro de 1771 – 06 de julho de 1819) foi o autor do Monitor do Maçom, um livro que teve um impacto significativo sobre o desenvolvimento da maçonaria americana, e especialmente do Rito de York. Por isso, Webb tem sido chamado de “pai do Rito de York ou Rito Americano” por seus esforços para promover os corpos maçônicos desse Rito.
Em 14 de Setembro de 1797, ele publicou o Monitor do Maçom, atualmente mais conhecido como “Monitor de Webb” e adotado por todas as Grandes Lojas dos EUA para os Graus Simbólicos. Este pequeno volume, que agora é extremamente raro, consistia em duas partes, a primeira tratava dos 03 graus simbólicos, chamados de “Azuis”. A segunda parte continha um relato dos “Graus Inefáveis da Maçonaria”, juntamente com algumas músicas maçônicas. A publicação deste trabalho foi seguida por edições ampliadas e melhoradas por Thomas Webb sucessivamente em 1802, 1805, 1808, 1816, 1818.
Thomas Smith Webb presidiu uma convenção das comissões em Boston em outubro de 1797, para a formação de um Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco, e em uma reunião em Providence, em janeiro de 1799, ele apresentou, como presidente de uma comissão, uma Constituição que foi aprovada. A formação da Grande Comandaria de Cavaleiros Templários dos Estados Unidos também foi resultado de seu trabalho maçônico.
Ele também serviu como o primeiro Grande Comendador do que é hoje a Grande Comandaria dos Cavaleiros Templários, além de ter sido Grão-Mestre da Grande Loja de Rhode Island, entre 1813 e 1814.
por Kennyo Ismail | jan 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
Albert Pike (29 de dezembro de 1809, Boston — 2 de Abril de 1891, Washington DC.) foi um militar e escritor dos Estados Unidos. Albert ficou conhecido como gênio, falava 16 idiomas diferentes e conseguiu a patente de General-de-Brigada do Exército Confederado na Guerra Civil dos Estados Unidos da América.
Albert Pike causou impacto ao publicar a obra “Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry” que trata do conteúdo moral e filosófico dos 33 graus do Rito Escocês.
Albert Pike foi pupilo do célebre maçom Mackey. Sua revisão dos 33 Graus do REAA, a qual originou os Rituais praticados atualmente, demorou 05 anos e foi aprovada pelo Supremo Conselho do REAA Jurisdição Sul dos EUA em 1861. Albert Pike permaneceu como Soberano Grande Comendador do 1º e maior Supremo Conselho do mundo por 32 anos.
por Kennyo Ismail | jan 10, 2011 | Conceitos
Primeiramente, o que é “universal”? Universal significa que abrange todos os indivíduos, sem distinção de raça, credo, nacionalidade ou classe social. Então, a Maçonaria é Universal?
Vejamos um dos principais Landmarks de Mackey, que são os Landmarks adotados pela grande maioria das Obediências Maçônicas Regulares:
XIX – “A crença no Grande Arquiteto do Universo é um dos mais importantes Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e irremovível para a Iniciação.”
Esse importante Landmark de nossa instituição exclui os Ateus e os Agnósticos, visto que o primeiro não acredita em um Ser Supremo, enquanto que o segundo acredita que é impossível concluir que realmente existe ou não um Ser Supremo.
Vejamos agora o Landmark subsequente:
XX – “Subsidiariamente à crença em um ENTE SUPREMO, é exigida, para a Iniciação, a crença numa vida futura.”
Esse Landmark refere-se ao dogma da Imortalidade da Alma, presente na Maçonaria, e como todo dogma, é um preceito fundamental e indiscutível. Com base nesse dogma, mesmo aqueles que acreditam em um Ser Supremo mas não crêem na Imortalidade da Alma são incompatíveis com a iniciação na Maçonaria.
É importante ressaltar que existem algumas religiões que são adeptas do “Aniquilacionismo”, que é a crença de que a alma é mortal e cessa com a morte do corpo que a hospeda. Entre os cristãos que defendem essa teoria estão as Testemunhas de Jeová, os Adventistas do Sétimo Dia e a Igreja Mundial de Deus. Já entre os judeus estão os Karaim.
Com base nisso, pode-se concluir que, com base no quesito “crenças”, a Maçonaria não é tão Universal como se denomina. Porém, entre àqueles que acreditam em um Ser Supremo e na Imortalidade da Alma, ela realmente está aberta, sem distinções de religiões, raça, nacionalidade ou classe social.
por Kennyo Ismail | jan 5, 2011 | Termos e Expressões
O termo correto é BOAZ.
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| BOAZ em Aramaico |
Conforme excelente trabalho do Irmão William Almeida de Carvalho, o termo BOOZ surgiu quando da tradução de São Jerônimo da bíblia para o latim, em 405 d.C., o qual cometeu o equívoco de registrar como BOOZ em vez de BOAZ (entre vários outros equívocos). Já a famosa tradução de Lutero para o alemão foi correta: BOAZ. A famosa versão original da Bíblia de Rei James mantém o BOAZ, e a própria versão em português de João Ferreira de Almeida consta como BOAZ.
No Ritual de Emulação, adotado por grande parte das Lojas da Grande Loja Unida da Inglaterra, o termo adotado é BOAZ. Assim também consta no Monitor de Webb, que é o ritual dos graus simbólicos do Rito de York, adotado pela quase totalidade das Lojas dos EUA. No próprio REAA, o termo correto é BOAZ, como se pode ver no livro “Morals and Dogma” do célebre Irmão Albert Pike, 33º. Mackey, outro célebre autor maçônico, também registrou BOAZ em suas obras, assim como outros grandes historiadores, pesquisadores e autores maçons na França e Inglaterra.
Uma curiosidade sobre o assunto é que, ao contrário da afirmação do Irmão William de Carvalho de que o termo BOOZ simplesmente não existe no hebraico, o pastor batista, professor de teologia e maçom, José Ferreira de Barros, demonstrou em artigo recentemente escrito que o termo BOOZ é sim possível, mas reforça que não é o caso das passagens bíblicas, onde houve mesmo erro de transliteração.