por Kennyo Ismail | jan 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
Thomas Smith Webb (30 de outubro de 1771 – 06 de julho de 1819) foi o autor do Monitor do Maçom, um livro que teve um impacto significativo sobre o desenvolvimento da maçonaria americana, e especialmente do Rito de York. Por isso, Webb tem sido chamado de “pai do Rito de York ou Rito Americano” por seus esforços para promover os corpos maçônicos desse Rito.
Em 14 de Setembro de 1797, ele publicou o Monitor do Maçom, atualmente mais conhecido como “Monitor de Webb” e adotado por todas as Grandes Lojas dos EUA para os Graus Simbólicos. Este pequeno volume, que agora é extremamente raro, consistia em duas partes, a primeira tratava dos 03 graus simbólicos, chamados de “Azuis”. A segunda parte continha um relato dos “Graus Inefáveis da Maçonaria”, juntamente com algumas músicas maçônicas. A publicação deste trabalho foi seguida por edições ampliadas e melhoradas por Thomas Webb sucessivamente em 1802, 1805, 1808, 1816, 1818.
Thomas Smith Webb presidiu uma convenção das comissões em Boston em outubro de 1797, para a formação de um Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco, e em uma reunião em Providence, em janeiro de 1799, ele apresentou, como presidente de uma comissão, uma Constituição que foi aprovada. A formação da Grande Comandaria de Cavaleiros Templários dos Estados Unidos também foi resultado de seu trabalho maçônico.
Ele também serviu como o primeiro Grande Comendador do que é hoje a Grande Comandaria dos Cavaleiros Templários, além de ter sido Grão-Mestre da Grande Loja de Rhode Island, entre 1813 e 1814.
por Kennyo Ismail | jan 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
Albert Pike (29 de dezembro de 1809, Boston — 2 de Abril de 1891, Washington DC.) foi um militar e escritor dos Estados Unidos. Albert ficou conhecido como gênio, falava 16 idiomas diferentes e conseguiu a patente de General-de-Brigada do Exército Confederado na Guerra Civil dos Estados Unidos da América.
Albert Pike causou impacto ao publicar a obra “Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry” que trata do conteúdo moral e filosófico dos 33 graus do Rito Escocês.
Albert Pike foi pupilo do célebre maçom Mackey. Sua revisão dos 33 Graus do REAA, a qual originou os Rituais praticados atualmente, demorou 05 anos e foi aprovada pelo Supremo Conselho do REAA Jurisdição Sul dos EUA em 1861. Albert Pike permaneceu como Soberano Grande Comendador do 1º e maior Supremo Conselho do mundo por 32 anos.
por Kennyo Ismail | jan 10, 2011 | Conceitos
Primeiramente, o que é “universal”? Universal significa que abrange todos os indivíduos, sem distinção de raça, credo, nacionalidade ou classe social. Então, a Maçonaria é Universal?
Vejamos um dos principais Landmarks de Mackey, que são os Landmarks adotados pela grande maioria das Obediências Maçônicas Regulares:
XIX – “A crença no Grande Arquiteto do Universo é um dos mais importantes Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e irremovível para a Iniciação.”
Esse importante Landmark de nossa instituição exclui os Ateus e os Agnósticos, visto que o primeiro não acredita em um Ser Supremo, enquanto que o segundo acredita que é impossível concluir que realmente existe ou não um Ser Supremo.
Vejamos agora o Landmark subsequente:
XX – “Subsidiariamente à crença em um ENTE SUPREMO, é exigida, para a Iniciação, a crença numa vida futura.”
Esse Landmark refere-se ao dogma da Imortalidade da Alma, presente na Maçonaria, e como todo dogma, é um preceito fundamental e indiscutível. Com base nesse dogma, mesmo aqueles que acreditam em um Ser Supremo mas não crêem na Imortalidade da Alma são incompatíveis com a iniciação na Maçonaria.
É importante ressaltar que existem algumas religiões que são adeptas do “Aniquilacionismo”, que é a crença de que a alma é mortal e cessa com a morte do corpo que a hospeda. Entre os cristãos que defendem essa teoria estão as Testemunhas de Jeová, os Adventistas do Sétimo Dia e a Igreja Mundial de Deus. Já entre os judeus estão os Karaim.
Com base nisso, pode-se concluir que, com base no quesito “crenças”, a Maçonaria não é tão Universal como se denomina. Porém, entre àqueles que acreditam em um Ser Supremo e na Imortalidade da Alma, ela realmente está aberta, sem distinções de religiões, raça, nacionalidade ou classe social.
por Kennyo Ismail | jan 5, 2011 | Termos e Expressões
O termo correto é BOAZ.
 |
| BOAZ em Aramaico |
Conforme excelente trabalho do Irmão William Almeida de Carvalho, o termo BOOZ surgiu quando da tradução de São Jerônimo da bíblia para o latim, em 405 d.C., o qual cometeu o equívoco de registrar como BOOZ em vez de BOAZ (entre vários outros equívocos). Já a famosa tradução de Lutero para o alemão foi correta: BOAZ. A famosa versão original da Bíblia de Rei James mantém o BOAZ, e a própria versão em português de João Ferreira de Almeida consta como BOAZ.
No Ritual de Emulação, adotado por grande parte das Lojas da Grande Loja Unida da Inglaterra, o termo adotado é BOAZ. Assim também consta no Monitor de Webb, que é o ritual dos graus simbólicos do Rito de York, adotado pela quase totalidade das Lojas dos EUA. No próprio REAA, o termo correto é BOAZ, como se pode ver no livro “Morals and Dogma” do célebre Irmão Albert Pike, 33º. Mackey, outro célebre autor maçônico, também registrou BOAZ em suas obras, assim como outros grandes historiadores, pesquisadores e autores maçons na França e Inglaterra.
Uma curiosidade sobre o assunto é que, ao contrário da afirmação do Irmão William de Carvalho de que o termo BOOZ simplesmente não existe no hebraico, o pastor batista, professor de teologia e maçom, José Ferreira de Barros, demonstrou em artigo recentemente escrito que o termo BOOZ é sim possível, mas reforça que não é o caso das passagens bíblicas, onde houve mesmo erro de transliteração.
por Kennyo Ismail | jan 4, 2011 | Simbologia
Diversas instituições e religiões observam os dias de Solstícios e o Equinócio, visto ser um dos costumes mais antigos relacionados à divindade. Esses dias marcam as mudanças de Estações, o que sempre guiou e ditou a rotina dos povos da antiguidade.
O solstício de verão é o marco em que o dia é o maior do ano, em detrimento da noite. Já no solstício de inverno ocorre o contrário, e a noite é a maior do ano.
Enquanto no hemisfério norte o Solstício de Verão é em Junho e o de Inverno em Dezembro, no hemisfério sul inverte-se: o de Inverno é em Junho e o de Verão é em Dezembro.
Essa variação de dia e noite não ocorre na Linha do Equador, onde os Solstícios são definidos através da distância entre a Terra e o Sol.
Antigamente, as iniciações no hemisfério norte ocorriam sempre no Solstício de Inverno, quando a noite é a maior do ano, simbolizando que o iniciado está na escuridão em busca da luz.
Costuma-se chamar o Solstício de Junho de “Solstício de Câncer” e o de Dezembro como “Solstício de Capricórnio” pela relação dos Solstícios com os trópicos.
Acredita-se que, assim como os Romanos observavam o Solstício de Inverno, em homenagem ao deus Saturno, posteriormente chamado de “Sol Invencível”, esse costume também era observado pelas Guildas Romanas, os antigos Colégios e Corporações de Artífices, que nada mais eram do que a Maçonaria Operativa. Esse costume permaneceu intacto até o surgimento da Maçonaria Especulativa, que tratou de não descartá-lo.
Porém, há fortes indícios de que a Maçonaria Especulativa, formada por europeus de predominância cristã e preocupados com a imagem da Maçonaria perante a “Santa Inquisição”, aproveitou a feliz coincidência das datas comemorativas de São João Batista (24/06) e São João Evangelista (27/12) serem muito próximas dos Solstícios, para relacionarem a observância dos Solstícios com os Santos de nome João, e assim protegerem a instituição e sua observação dos Solstícios da ignorância, tirania e fanatismo.
Nesse sentido, na Inglaterra, o antigo símbolo maçônico de um círculo ladeado por duas linhas paralelas, talvez um dos símbolos mais antigos da humanidade ainda em uso, teve a simbologia das linhas paralelas dos Trópicos de Câncer e Capricórnio, que possuem ligação direta com a observância dos Solstícios, transformados em São João Batista e São João Evangelista.
Reflitam: por que duas linhas paralelas representariam dois Santos de nome João? E como um símbolo tão antigo, mais antigo que o Cristianismo, poderia simbolizar esses dois Santos? Nada mais do que uma conveniente mudança de interpretação que, mesmo com o fim da Inquisição, infelizmente permaneceu em nossa literatura.