por Kennyo Ismail | abr 26, 2013 | Notícias
Estive presente no último domingo, dia 21 de Abril, no I Encontro Regional Maçônico de Estudos em Sumaré, a convite da Loja Maçônica “Deus, Justiça e Amor”. O convite, transmitido pelo valoroso Irmão Rodolfo Azevedo Germano, coordenador do evento, foi para ministrar palestra de abertura do Encontro, o que muito me honrou. A palestra teve foco na desmistificação de expressões e símbolos maçônicos.
O I ERMES contou com a adesão de diversas Lojas de toda a região, entre elas: Fraternidade Sumareense; União e Fraternidade; Construtores do Templo de Salomão; Acácia Barbarense; Washington Lodge; Cel. William H. Norris; Fé, Amor e Caridade; Triunfo da Luz; e Amor à Humanidade. Cada uma das Lojas, além da Loja organizadora, apresentou um interessante trabalho maçônico, colaborando com a formação maçônica de todos os presentes. O evento também chamou a atenção de Irmãos de outras regiões e até mesmo de outros Estados, que também se fizeram presentes.
O Irmão Rodolfo e todos os membros da “Deus, Justiça e Amor” estão de parabéns pela iniciativa e belíssimo trabalho realizado. Espero que esse tenha sido apenas o primeiro de muitos ERMES que virão e agradeço imensamente pela oportunidade de ter participado desse evento e pela hospitalidade fraterna de todos os Irmãos.
por Kennyo Ismail | mar 27, 2013 | Notícias
No último dia 23 de Março, mais quatro importantes dirigentes da Ordem DeMolay ingressaram no Real Arco: Antônio Jaimar e Bruno Martins, de Roraima, e Ricardo Carneiro e Marcus Vinícius dos Santos, de Rondônia. As cerimônias foram realizadas pelo Capítulo “Luz sobre Trevas” de Maçons do Real Arco, do Oriente de Manaus – AM, e contou com a participação de representantes do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil: Rosselberto Himenez, Past Grande Sumo Sacerdote do Brasil; Armando Côrrea Júnior, Delegado do Grande Sumo Sacerdote; e Miguel Marinho Neto, Grande Tesoureiro.
Conforme convênio firmado entre o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil – SCODRFB, e o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil – SGCMRAB, parte das taxas recolhidas serão destinadas ao desenvolvimento da Ordem DeMolay.
Os quatro irmãos juntam-se agora ao rol de vários líderes da Ordem DeMolay que também fazem parte do Real Arco, incluindo Ederson Velasquez, Grande Mestre Nacional; Carlos Eduardo Braga, Past Grande Mestre Nacional; Rodrigo dos Anjos e João Moreira, do GCE-MG; Cezar Lazarotto e Anderson Verçosa, do GCE-RJ; entre tantos outros, em todas as regiões do Brasil.
Essa iniciativa é o primeiro passo para a criação de Capítulos de Maçons do Real Arco nos Estados de Rondônia e Roraima, levando mais conhecimento aos maçons desses Estados e ainda mais recursos à Ordem DeMolay de todo o Brasil. Parabéns aos Irmãos Jaimar, Bruno, Ricardo e Marcus Vinícius por essa importante iniciativa.
por Kennyo Ismail | mar 18, 2013 | Notícias
O sol está se pondo e uma multidão se forma no pátio diante da Catedral. Apesar do fim do inverno, essa segunda-feira de primavera parece fria como nunca. As flores já brotaram, mas o vento corta como navalha.
– É uma pena que a fogueira fique tão distante de nós. Seria bom para me aquecer. – diz um mendigo de idade já avançada, ou talvez apenas castigado pela vida.
– Acredite, você não agüentaria ficar perto do calor infernal e o cheiro de carne herege queimando. – responde um senhor com roupas um pouco melhores, um pouco mais limpo, mas com um destino não muito diferente da mendicância. Afinal, a França está falida e quase ninguém tem emprego.
Com o crepúsculo, os postes começam a ser acesos e o cheiro de óleo queimando é sentido no pátio. Sangue, óleo, fogo, suor, lixo, seus cheiros estão sempre misturados na não tão bela Paris do século XIV.
Soldados montados vão se aproximando e se posicionando, o que indica que o momento de mais uma execução está chegando. – Quem será dessa vez? – alguns se perguntam. As execuções sempre apresentam bom número de espectadores, mas essa tem superado as anteriores: nem sinal das autoridades e dos condenados e a Ilha da Cidade já está lotada. Isso porque todos esperam assistir a execução daquele que o povo considerava acima dos reis e abaixo apenas do Papa. O Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay.
Já fazia 07 anos que ninguém o via, desde aquela escura sexta-feira 13 que o povo tratou de guardar como maldita. Uns diziam que ele havia morrido nas torturas da Santa Inquisição. Outros que ele conseguira fugir para a Escócia com tantos outros Cavaleiros. A única coisa que todos concordavam é que era impossível um homem com seus 70 anos de idade sobreviver por tanto tempo a tanto tormento. Esse era o motivo para tanta gente estar ali: ver a queda de um homem que liderava reis e que sobreviveu ao insuportável.
As carruagens começaram a chegar. Um dos primeiros foi de Vossa Santidade, o Papa Clemente V. Os parisienses o aclamaram quando ele desceu de sua carruagem, afinal de contas, é o primeiro Papa francês, que transferiu o Papado da Itália para a França, tornando-a o centro do que é mais sagrado no mundo cristão. Infelizmente, isso não tem ajudado a França a sair de um caminho de degradação. Logo em seguida, a carruagem do Rei Felipe IV se aproxima da Catedral, acompanhada de forte escolta. Era necessário, pois a vontade de cada cidadão ali presente era de linchá-lo e, quem sabe, queimá-lo em sua própria fogueira preparada para Jacques de Molay e seus Preceptores.
Com a presença do Papa e do Rei, a multidão não teve mais dúvidas: seria a tão comentada execução, talvez a mais polêmica realizada naquele local.
O rei e o Papa se posicionaram confortavelmente no camarote improvisado para aquilo que mais parecia um show no Coliseu. Em volta deles, estava toda a espécie de Arcebispos, Bispos, Ministros, Condes, Duques e bajuladores. O circo estava completo, mas… onde está o gladiador? Nesse momento, vê-se a carruagem negra e fortificada se aproximando com os condenados. Quando a carruagem pára, próximo à pequena ponte, os soldados têm dificuldade de conter a multidão que tenta se aproximar para vê-los mais de perto. Isso não estava previsto. – Como será que eles estão? – era o que todos pensavam.
Da carruagem saiu DeMolay e seus Preceptores. Magros como Gandhi e com barbas e cabelos longos e sujos, seus mantos templários, antes tendo sua brancura como símbolo da pureza de pensamentos e atos, agora em estado de podridão. Os soldados não estavam ali para impedi-los de uma tentativa de fuga, senão para mantê-los em pé e ajudá-los a andar.
Os condenados foram postos no pequeno barco, acompanhados de três carrascos, e conduzidos até o elevado preparado para servir como fogueira. Ali foram silenciosamente amarrados. O carrasco-principal fez a devida leitura do ato de execução, destacando os crimes de heresia e traição. O silêncio não é apenas dos condenados, mas de toda a multidão. Após a leitura, o principal aguarda o sinal do Rei, o Belo, que responde positivamente. Então o carrasco-principal pegou a tocha acesa da mão de um dos seus sequazes e jogou sobre entulho de palha, troncos e óleo. O fogo rapidamente se alastrou.
Aqueles já acostumados em acompanhar as execuções se preparam para escutar os costumeiros e agonizantes gritos. Para eles, aquele sofrimento final dos condenados reduzia o sofrimento eterno que os mesmos teriam no Inferno, e quanto maior o pecado, maior a dor sentida na fogueira. Mas o que presenciaram foi algo ainda mais aterrorizante: um total silêncio e serenidade no semblante de cada um daqueles senhores tão humilhados e maltratados, e agora à beira da morte. Via-se o fogo consumindo suas pernas e vestes e sentia-se o cheiro de carne queimada no ar, mas eles não demonstravam nenhum sinal de sofrimento.
Assim, o silêncio foi quebrado pela própria multidão, que murmurava sem acreditar no que estava vendo. Foi então que todos viram que o grande líder dos condenados, Jacques de Molay, estava falando algo. Não se podia ouvir, pela distância em que a fogueira se encontrava, o barulho das pessoas e o tom sereno com que DeMolay falava. Mas ele falou algo, olhando para a multidão, para o camarote, e logo se calou, fechando seus olhos para aquela vida terrena.
As pessoas começaram a sair rapidamente dali, incomodadas com o que acabaram de presenciar. Algumas, supersticiosas, julgaram presenciar uma maldição. Outras entenderam aquelas palavras inaudíveis, como uma oração, uma despedida, ou mesmo um prelúdio do que estava por vir. O que todos sabiam é que haviam presenciado a morte de um grande homem, algo que ficaria para a história. Aquela segunda-feira, 18 de Março de 1314, jamais seria esquecida.
Jacques de Molay estava acima dos Reis e abaixo do Papa enquanto Grão-Mestre. Mas enquanto prisioneiro, enquanto líder que protegeu seus Companheiros e não traiu seus princípios, ele esteve acima de qualquer homem. Um reinado se ganha com um sobrenome, um papado se ganha com uma eleição. Um herói e mártir independe de posição, prestígio e poder. É definido por escolhas e atitudes. As de Jacques de Molay servem de exemplo até hoje para milhões de jovens e homens de todo o mundo.
18 de Março de 2013: 699 anos desde aquela noite.
por Kennyo Ismail | mar 5, 2013 | Conceitos
Alguns intelectuais maçons tem apregoado a necessidade da Maçonaria Brasileira tornar a ser uma “elite estratégica” do país. Infelizmente, essa ideia tem sido atualmente abraçada por líderes e candidatos a líderes da instituição, sem muita ou qualquer reflexão sobre o que isso significa.
Mas o que diabos é uma “elite estratégica”? Trata-se de uma minoria dominante, a qual se considera superior hierarquicamente ao restante da sociedade, e que tem a pretensão de definir o futuro do país. Só isso. Legal né? Só se for para o Darth Vader.
O conceito de elite estratégica tem por raiz a Teoria das Elites, cujos pensadores pioneiros foram Gaetano Mosca e Vilfredo Pareto. Porém, antes deles, Maquiavel, Montesquieu, Marx e outros já haviam alertado para esse fenômeno de minorias governantes. No caso da elite estratégica, o grupo minoritário exerce seu poder influenciando política, econômica e intelectualmente tanto o governo quanto a sociedade. Pretensiosos, não?
O termo “elite estratégica” caiu nas graças dos milicos durante a Ditadura Militar, passando o alto escalão das Forças Armadas a se autodeclarar a elite estratégica do país, posição essa mantida por meio de métodos arbitrários e violentos contra seus opositores, como os pensadores da Teoria das Elites já haviam previsto. A velha-guarda intelectual da Maçonaria Brasileira, educada nessa época, parece não apenas ter aprendido o termo como também almejar ser considerado como pertencente de tal.
Entretanto, os desejosos de tal posição para a Ordem Maçônica parecem ter esquecido apenas de um pequeno detalhe: o conceito de elite estratégica é contrário aos princípios maçônicos de igualdade e de emancipação do homem por meio da razão, além de ser incoerente com o consenso mundial de democratização da informação, democratização do conhecimento, democratização da comunicação, democratização do ensino, gestão participativa e tantos outros conceitos cujo objetivo em comum é o de dar à maioria condições e espaço para participarem das decisões que, infelizmente, hoje se concentram nas mãos da minoria, da “elite”.
O mais irônico de tudo isso é que os sonhadores da Maçonaria Brasileira como elite estratégica costumam declarar em seus discursos defender “ideais iluministas”. Talvez seja necessário recapitular qual era o principal ideal iluminista para melhor compreender tamanha ironia. A ideia central do movimento iluminista era a de que a razão, e não a fé ou a tradição, deveria constituir o principal guia para a conduta humana. Dessa forma, por meio da razão, o homem poderia se libertar das amarras da ignorância, da tirania e do fanatismo, e não mais precisar se sujeitar à opressão das elites. Assim sendo, desejar a existência de uma elite estratégica enquanto se fala em ideais iluministas é como defender a necessidade de uma ditadura enquanto se declara ser um democrata. Em outras palavras, uma total incoerência de discurso.
Por fim, sem o risco de exageros, desejar ser membro de uma elite estratégica é quase a mesma coisa que desejar ser dono de escravos. A diferença é que na escravatura convencional o escravo sabe que é escravo e o dono não esconde o chicote. Já a elite estratégica é covarde, é “eminência parda”. E agora, depois da Maçonaria em todo o Continente Americano ter lutado, entre o final do Século XVIII e o do XIX, pela igualdade entre os homens e pela independência de seus países, para então poder deixar de ser elite e se juntar às massas, atualmente também compostas por homens pensantes, eis que surgem aqueles ávidos por retroceder no tempo e na evolução que houve com o mesmo. Parecem preferir uma Maçonaria Brasileira feita por 100 membros influentes da classe alta, do que por 200.000 membros livres e de bons costumes de todas as classes, ignorando completamente o fato de que a Maçonaria existe para servir a sociedade, e não a sociedade para servir a Maçonaria. E o que a sociedade brasileira parece querer hoje é uma Maçonaria solidária, que realmente procure colaborar com a felicidade da humanidade, estendendo a mão ao próximo e reduzindo o sofrimento dos enfermos e menos afortunados. Não um grupo de “elite”, mas um grupo de “iguais”, organizados e engajados nessa nobre causa.
por Kennyo Ismail | fev 18, 2013 | Termos e Expressões
Rito e Ritual: costuma-se fazer grande confusão entre esses dois termos, principalmente na Maçonaria. Alguns acreditam serem sinônimos, outros que se trata de coletivo e unidade. Há ainda algumas explicações filosóficas complexas ou mesmo reflexões etimológicas sobre os termos, que, muitas vezes, mais complicam do que explicam.
Ao pesquisar sobre os termos na literatura maçônica, você pode se deparar com afirmações de que Rito é a teoria e Ritual é a prática. Ou que Rito é conteúdo e Ritual é forma. Ou que o Rito é um conjunto de graus, sendo que cada grau é um Ritual.
Em homenagem aos doutos do direito, os quais compõem parcela significativa dos membros da Ordem Maçônica, utilizemos de analogia com dois termos jurídicos para explicar o que é Rito e o que é Ritual. Pois bem, se Rito fosse lei, Ritual seria instrução normativa.
Um Rito é realmente como uma lei. É um conjunto de preceitos e obrigações gerais que produz efeitos sobre aqueles que estão sob seu alcance. Assim como uma lei, um Rito reflete princípios que o orientam, possui elementos históricos, além de buscar um objetivo específico. Para ilustrar essa afirmação, podemos utilizar o Rito Escocês Antigo e Aceito – REAA, devido à sua expressividade no cenário maçônico brasileiro. Da mesma forma que uma lei é desenvolvida com base em valores de uma determinada sociedade e normas éticas oriundas desses valores, o REAA tem por base os princípios de Fraternidade, Tolerância, Caridade e Verdade, conforme missão declarada do Supremo Conselho do Rito Escocês “Mãe do Mundo”. Assim como uma lei surge de uma demanda social presente em um contexto histórico específico para tratar de um conflito ou situação que necessite ordenamento, o REAA surgiu, em Maio de 1801, para trazer ordem ao caos em que se encontrava o Rito de Heredom nos EUA, com dezenas de diferentes autoridades conferindo os graus de diferentes formas. E assim como uma lei atende a um objetivo específico por meio de sua observância, o REAA tem por objetivo o desenvolvimento moral e espiritual de seus membros por meio de sua prática.
Já o Ritual é como uma instrução normativa, um manual de procedimentos que determina e regulamenta como essa lei deve ser praticada e observada. Uma lei pode ter várias instruções normativas, quando necessário. Como bem registrou Vincenzo Cuoco, “sem instrução, as melhores leis tornam-se inúteis”. Do mesmo modo, o Ritual é o manual de procedimentos que determina a prática do Rito, o qual pode ter vários rituais. E sem os rituais, não há como praticar o Rito. O Rito está morto.
Uma instituição que possui um sistema de ritos e rituais que podem colaborar para suas compreensões é a Igreja Católica. A Igreja possui vários ritos: Rito Ambrosiano, Rito Bracarense, Rito Galicano, Rito Bizantino, Rito Romano, etc. Cada um desses Ritos possui diferentes Rituais para sua prática: missa, batismo, crisma, casamento, natal, etc. E mesmo dentro de um Rito específico, como o Rito Romano, há variações nos Rituais, conforme país, movimentos, etc.
Retornado ao exemplo do REAA, algo similar ocorre, havendo Rituais diferentes de um mesmo grau conforme país e Obediência Maçônica. Assim sendo, ao contrário dos prejulgamentos inconsequentes de alguns maçons quando dizem que “o Rito Escocês deles é diferente do nosso”, ou ainda pior, “isso não é Rito Escocês”, a variação não é no Rito e sim nos Rituais. Essas diferenças nos Rituais são algo totalmente natural e esperado, e cuja única consequência negativa são as ofensas que a fraternidade sofre com tal ignorância e intolerância de alguns pelo que é diferente do que se está acostumado.
É também por esse motivo que o Ritual de Emulação é chamado de Ritual e não de Rito, pois se refere a um manual com textos e práticas específicas, que segue estritamente as diretrizes do sistema inglês, sistema esse que a Grande Loja Unida da Inglaterra opta por não chamar de Rito. Há na Inglaterra outros tantos rituais diferentes: Bristol, East End, Falcon, Goldman, Henley, Humber, Logic, Newman, Oxford, Paxton, Stability, Sussex, Taylor, Universal, Veritas, West End, etc. Porém, todos esses Rituais, assim como o de Emulação, como boas instruções normativas que são, também seguem as mesmas diretrizes da “lei” maçônica inglesa pós-1813.
O próprio Rito de York, o legítimo, norte-americano, não fica de fora de ter diferentes rituais. Há nos graus simbólicos diferentes versões do Ritual de Webb, além do Ritual de Duncan e tantos outros pouco conhecidos por grande parte dos maçons, mas todos provenientes do Antigo Rito de York.
Enfim, como registrado anteriormente, a existência de diferentes Rituais é algo natural e esperado em todos os Ritos Maçônicos. Entretanto, essas definições de Rito e Ritual, tão básicas e essenciais para a Maçonaria, infelizmente não estão presentes na educação maçônica convencional, cabendo a cada um de nós colaborar para que esse conhecimento seja compartilhado entre nossos Irmãos.