LEITORES NO EXTERIOR

LEITORES NO EXTERIOR

De 01/01 a 01/11 deste ano, tivemos no blog a visita de quase 11 mil leitores no exterior, oriundos de mais de 100 países diferentes. No entanto, 7 países concentraram cerca de 78% desses milhares de leitores. E nesses países, 15 cidades se destacaram.

Agradeço aqui aos leitores dessas cidades e países apresentados abaixo, em especial aos leitores de Portugal e EUA, que correspondem a mais da metade dos leitores que temos tido no exterior neste ano.

Posse na Academia Maçônica de Letras do DF

Posse na Academia Maçônica de Letras do DF

No dia 25/10/2014 tomei posse na Academia Maçônica de Letras do DF, juntamente com o Irmão José Robson Gouveia Freire. 

Durante a solenidade, foi-me permitido realizar um breve discurso, que compartilho abaixo:

Senhor Presidente desta Academia, Irmão Jorge Lunkes; Irmãos Nei Inocêncio, Jafé Torres e Lucas Galdeano, autoridades maçônicas aqui presentes; prezados acadêmicos, irmãos, cunhadas, senhoras e senhores presentes. Boa noite a todos. O irmão José Robson Gouveia Freire incumbiu-me de fazer uso da palavra em nosso nome, dando-me assim a honra de dirigir-me a tão respeitável plateia nesta noite memorável para ambos.

Hoje ingressamos na Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, passando a ladear maçons de grande envergadura na literatura maçônica distrital e nacional. Personalidades que muito nos serviram de exemplo e nos inspiraram em nossa senda iniciática.

Eu passo neste instante a ocupar a cadeira número 33 desta Academia, cujo Patrono é Wenceslau Brás. Mineiro e maçom, Wenceslau Brás foi Presidente da República de 1914 a 1918, tendo sido eleito com onze vezes mais votos que seu concorrente, ninguém menos do que Rui Barbosa. Sua gestão foi marcada pela importante decisão de participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, compondo o grupo dos Aliados contra aqueles liderados pelo Império Alemão. Nesse período, o Irmão Wenceslau Brás contou com o apoio irrestrito de dois outros grandes maçons: Nilo Peçanha e Delfim Moreira.

O respeitável irmão José Robson assume agora a cadeira número 50 da Academia, cujo Patrono é Miguel Archanjo Tolosa, paulista, militar e músico de reconhecido talento. Iniciado na Loja “Brasiliana”, que atualmente adota o nome de “Santuário de Adonai n° 4”, foi fundador da Loja “Abrigo do Cedro n° 8”, ambas filiadas à Grande Loja Maçônica do Distrito Federal. Foi ainda Membro Honorário da Loja “Santos Dumont”, hoje chamada de Loja “Brasília n° 1822” e da Loja “Pitágoras n° 1982”, ambas jurisdicionadas ao Grande Oriente do Distrito Federal. Passando ao Oriente Eterno em 1980, o Irmão Tolosa, como era conhecido, recebeu justa e perfeita homenagem da Maçonaria Distrital quando da fundação da Loja “Miguel Archanjo Tolosa n° 2131”, também jurisdicionada ao Grande Oriente do Distrito Federal.

Ao assumirmos tão dignos postos, é uma honra para nós nos juntarmos a este seleto grupo de homens livres e de bons costumes, e essa honra nos traz responsabilidades, que, estejam certos, abraçamos com orgulho. Agradecemos aos Acadêmicos que propuseram nossos nomes e aos que nos elegeram para compartilhar de tão sublime missão. Mas, que missão seria essa?

Esta Academia tem em seu Estatuto como primeira finalidade “difundir e cultivar a cultura e as letras maçônicas”. Um fim um tanto quanto desafiante, num país em que autores como Kurt Prober e José Castellani, dois dos maiores nomes da literatura maçônica brasileira, vez ou outra afirmavam que “maçom não gosta de ler”. Contrário às afirmações generalistas, acredito que há bons leitores na Ordem Maçônica, com absoluta certeza todos os maçons que estão neste recinto o são, mas é fato que os leitores da literatura maçônica ainda refletem um contingente muito aquém do universo maçônico que temos no Brasil, a segunda Maçonaria no mundo em número de membros. Urge, portanto reacender o gosto maçônico pela literatura que lhe é peculiar.

E a Maçonaria não tem estado insensível a isso. Com o passar dos anos, temos visto inúmeras tentativas de mudar o atual status quo da leitura em nossas fileiras. Sabemos que a produção e a distribuição de um livro dependem de editoras. No entanto, editoras dispostas a publicar literatura maçônica em nosso país podem ser contadas em uma única mão. Ainda assim, entre um livro e outro, surgiram os jornais e revistas maçônicas e, mais recentemente, os blogs, reduzindo custos de produção, facilitando a distribuição, alcançando independência do mercado editorial e democratizando o conhecimento. Enfim, novos formatos, novos meios e novas tecnologias para transmitirmos antigas lições.

Além disso, nos últimos anos temos assistido uma renovação da população maçônica, contando com uma porcentagem cada vez mais crescente de maçons jovens e bem instruídos, ávidos por conteúdo maçônico. Dessa renovação também tem surgido uma nova geração de escritores, que se alicerçam naqueles heróis literários dum passado recente, deixando à margem aqueles que não se renovaram. Obras sem referências não tem mais vez em nosso meio. O achismo, enfim, está com os dias contados.

Como agentes de tal transformação, depositários das esperanças dos novos maçons brasileiros, estão as Academias Maçônicas de Letras, como esta, às vésperas de completar 30 anos, e seus diletos membros. Nossos irmãos mais “moços” ingressaram na Sublime Ordem Maçônica em busca de evolução moral e intelectual. Na Maçonaria, essa evolução se dá por meio da dialética, do constante questionamento de teses, que leva a sínteses, as quais podem vir a ser questionadas. Sendo o objetivo da Maçonaria “fazer feliz a humanidade”, é possível haver felicidade real sem liberdade? E a liberdade, não depende da verdade, visto que “a verdade vos libertará”? E como encontrar a verdade sem questionar as falsas verdades e aquelas verdades pré-concebidas? Então não seria o objetivo da Maçonaria a busca da verdade, para então se alcançar a felicidade?

São perguntas como essas, senhoras e senhores, que nos impulsionam a um melhor entendimento daquilo que buscamos. Aí está a responsabilidade dos membros desta Academia, aos quais meu irmão José Robson e eu estamos aqui hoje para nos unirmos. Talvez não encontraremos as respostas para muitas perguntas. Nesses casos, recorremos a Mário Quintana, que registrou que “a resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”, ideia também compartilhada por Alvin Toffler, ao afirmar que “a pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada”.

Assim sendo, espero que façamos as perguntas certas em prol da Maçonaria do amanhã. Uma Maçonaria que, além de tudo, goste muito de ler. Em nome do Irmão José Robson, e em meu nome, agradeço a presença e a atenção de todos. Muito obrigado.

Kennyo Ismail

CERBERUS MAGAZINE

CERBERUS MAGAZINE

Recentemente foi publicada a edição zero da Revista CERBERUS, publicação portuguesa destinada ao público do Brasil e de Portugal interessado em Maçonaria, Rosacrucianismo, Martinismo, Templarismo e outros temas.

Tive a honra de colaborar com um artigo publicado nesse número inaugural e pude constatar a seriedade e qualidade do trabalho editorial dessa que promete ser uma das grandes referências literárias sobre Maçonaria em língua portuguesa, tendo como lemas “Feito para quem quer conhecer a si mesmo” e “Não importa o caminho. O que importa, é percorrê-lo”.

Além disso, a revista é uma das mantenedoras de importantes projetos sociais em Portugal e se comprometeu a destinar 01 EURO por cada revista comercializada para o Brasil a projetos sociais em nosso território, inicialmente ao Almas Brasília Shriners Clube, que tem atendido crianças em tratamento nos hospitais públicos do DF, oriundas dos mais diversos Estados brasileiros.

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Política X Princípios Maçônicos

Política X Princípios Maçônicos

Em 2010, por iniciativa do então Grão-Mestre, Fraçois Stifani, a Grande Loja Nacional Francesa publicou carta aberta em apoio a Nicolas Sarkozy, presidente da França. Durante os anos de 2011 e 2012, todas as importantes Grandes Lojas da Europa e da América do Norte, além de várias em outras partes do mundo, retiraram o reconhecimento da Grande Loja Nacional Francesa por desrespeitar o princípio básico da Maçonaria de que “um maçom na sua qualidade maçônica não faz nenhum comentário sobre política, ou que possa ser interpretado como se aliasse sua Grande Loja com um determinado partido político ou facção”. Muito menos um Grão-Mestre.

O reestabelecimento do reconhecimento da GLNF só ocorreu em Junho deste ano de 2014, apenas após eleito um novo Grão-Mestre e a adoção de ações internas que garantissem que o episódio não mais ocorrerá.

No entanto, somente 04 meses depois, parece que há irmãos brasileiros que não conseguiram aprender com os erros da GLNF. Talvez por desconhecer tais fatos ou mesmo tal princípio básico da Maçonaria. Quanto ao princípio, maçom algum pode declarar desconhecê-lo, visto que na Ordem só ingressa homens alfabetizados e em plenas condições de aprendizagem das leis, regras, cerimônias e instruções maçônicas.

Fato é que, em 1938, a Grande Loja Unida da Inglaterra publicou, em conjunto com as Grandes Lojas da Escócia e da Irlanda, “The Aims and Relations of the Craft”, uma declaração dos princípios fundamentais que serve de base para todas as Grandes Lojas regulares do mundo. O item 6 dessa declaração registra claramente tal proibição ao afirmar que:

“Enquanto a Maçonaria inculca em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e de cidadania, reserva-se ao indivíduo o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos. Entretanto, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas”.

A razão de tal proibição é notória e muito bem registrada na literatura maçônica. Sendo a Maçonaria uma ordem universal, que abraça membros de diferentes religiões e convicções políticas, defensora perpétua das liberdades civil, religiosa, política e intelectual, nunca poderia ou poderá, como instituição, imprimir preferências políticas ou religiosas, por risco de desrespeitar as convicções de seus próprios membros, independente se maioria ou minoria, causando assim desarmonia entre maçons ou Lojas.

Passado o período eleitoral, que a lição seja aprendida, correções de curso sejam feitas, erros sejam corrigidos, e, principalmente, que nas próximas eleições eles não sejam repetidos.

 

Lançamento do livro O LÍDER MAÇOM

Lançamento do livro O LÍDER MAÇOM

Meu novo livro, “O LÍDER MAÇOM: como a Maçonaria tem formado líderes nos últimos séculos e colaborado para a felicidade da humanidade”, está sendo lançado pela Editora “A Trolha”.

A obra, que conta com mais de 150 referências bibliográficas, é resultado de uma pesquisa com aproximadamente 3.000 maçons, de todas as 27 Unidades Federativas do país e das três vertentes maçônicas brasileiras: GOB, CMSB e COMAB. Trata-se da primeira pesquisa social realizada em âmbito nacional sobre a Ordem Maçônica, e seus resultados foram surpreendentes.

A Editora “A Trolha” dispensa grandes apresentações. Uma das maiores e mais tradicionais editoras de livros maçônicos do país, está há décadas no mercado, sendo a mais antiga ainda em atividade no mercado brasileiro dedicada exclusivamente à literatura maçônica.

O livro será lançado no mercado no dia 1 de dezembro deste ano e estará disponível na Loja Virtual da editora, bem como em seus pontos de venda credenciados. Aqui os leitores poderão, em primeira mão, ver como ficou sua capa.