UM MAÇOM NOVAMENTE NA PRESIDÊNCIA DO URUGUAI

UM MAÇOM NOVAMENTE NA PRESIDÊNCIA DO URUGUAI

Tabaré Vásquez, político de esquerda que havia sido Presidente do Uruguai antes do famoso Mujica, foi eleito nas últimas eleições e acaba de tomar posse novamente como Presidente da República. Dessa forma, o Partido dele e Mujica garante 15 anos de governo de esquerda no Uruguai.

O que talvez muitos irmãos brasileiros não saibam é que Tabaré, além de médico e político, é assumidamente um maçom. Ele foi iniciado em 1987, na Loja “General Artigas No. 99” da Grande Loja da Maçonaria do Uruguai. Quando de sua primeira gestão como Presidente da República, entre 2005 e 2010, sua filiação fez com que o interesse pela Maçonaria no Uruguai se renovasse e a quantidade de membros da Grande Loja dobrou, de 3 para 6 mil membros. Agora, os irmãos esperam que o fenômeno se repita nos próximos anos.

A MAÇONARIA CUBANA VISTA DE PERTO

A MAÇONARIA CUBANA VISTA DE PERTO

No dia 12/01 estive em visita à sede da Grande Loja de Cuba, um prédio edificado para abrigar a administração da Maçonaria Cubana. O destacado edifício, que possui em seu ápice um gigantesco globo terrestre coroado com o esquadro e o compasso, foi construído no coração de Havana com o suor dos mais de 30 mil maçons cubanos e inaugurado em 1955, teve na década de 60 a maioria de seus andares desapropriada pelo governo cubano em nome dos “melhores interesses do Estado”.  Não obstante, a Grande Loja, apertada nos 30% que lhe restou de seu próprio edifício, seguiu sua trajetória em prol da sociedade, dedicando boa parte de seu espaço a uma biblioteca pública com mais de 45 mil publicações e um museu maçônico.

Durante as décadas de 60 e 70, a Maçonaria Cubana, então formada por homens das classes mais abastadas, viu seu número reduzir quase pela metade com a migração das elites para os Estados Unidos e outros países. Para sobreviver, a Grande Loja viu a necessidade de se reinventar, democratizando o ingresso à Ordem. Hoje, com mais de 29 mil membros e de 300 Lojas, é a maior Grande Loja da América Latina e Caribe, seguida por perto da Grande Loja do Estado de São Paulo.

Tive a oportunidade, nessa visita, de ser recepcionado pelo Mui Respeitável Grão Mestre da Grande Loja de Cuba, Irmão Evaristo Rubén Gutiérrez Torres, intelectual dedicado à Sublime Ordem; o Grão Mestre Adjunto, Irmão Julio Alberto Rojo Pumar, importante maçonólogo cubano; o Grande Secretário, Irmão Asdrubal Adonis Pages Manals; o Grande Secretário de Relações Exteriores, Irmão Raimundo Gomez Cervantes; e o Grande Orador, Irmão Alberto Perez Fiallo. Após a fraterna e calorosa recepção, fui convidado a assinar o ilustre livro de visitantes do exterior, concessão essa que muito me honrou.

Atendendo a convite do Grão Mestre Adjunto, participei no dia 24/01 de reunião conjunta de 15 Lojas em Templo localizado em Calabazar, na periferia de Havana, onde pude presenciar o desdobramento de uma ritualística impecável e uma excelente palestra, além dos reportes da filantropia (desde campanhas de doação de sangue até apoio a crianças enfermas) e demais atividades das Lojas presentes. 50% do recolhido no Tronco de Solidariedade foi destinado, como de costume, ao Asilo Nacional Maçônico, fundado em 1886, o qual tem o apoio institucional da Grande Loja e direção do Supremo Conselho.

Sinto-me imensamente feliz em ter podido presenciar uma Maçonaria que, apesar de todas as adversidades, serve de exemplo no cumprimento dos deveres maçônicos de Fraternidade, Caridade e busca pela Verdade. Uma Maçonaria com média de mais de 90 membros por Loja e com uma Loja em Havana com mais de 400 obreiros (uma única Loja com mais maçons do que nos países de Nicarágua, Costa Rica e Panamá). Uma Maçonaria que mantém um Asilo que abriga mais de 90 famílias. Uma Maçonaria com uma biblioteca que, provavelmente, tem o maior acervo maçônico da América Latina e Caribe e que conta com uma Academia de Altos Estudos Maçônicos com produção pujante e de qualidade.

O LÍDER MAÇOM

O LÍDER MAÇOM

O livro O LÍDER MAÇOM: como a Maçonaria tem formado líderes nos últimos séculos e colaborado para a felicidade da humanidade, teve seu pré-lançamento, em dez/2014, restrito aos membros do Círculo do Livro Maçônico da editora “A Trolha”, como já havia sido anunciado aqui no blog.

Agora o livro já está disponível aos demais interessados nas livrarias conveniadas e na Loja Virtual da editora A Trolha.

Contando com mais de 160 referências bibliográficas, a obra é resultado de uma pesquisa com aproximadamente 3.000 maçons, de todas as 27 Unidades Federativas do país e das três vertentes maçônicas brasileiras: GOB, CMSB e COMAB. Trata-se da primeira pesquisa social realizada em âmbito nacional sobre a Ordem Maçônica, e seus resultados foram surpreendentes.

Nas palavras do escritor e ilustrador maçom João Guilherme da Cruz Ribeiro: “Algumas de suas observações muitíssimo bem fundamentadas vão causar surpresa.  Muita gente que repete asneiras sem fim vai levar bons sustos.  E tudo é apresentado muito racionalmente, com método e sólidos alicerces.  Irretorquível!

PORQUE UMA CHAPA ÚNICA PODE SER UMA EXCELENTE OPÇÃO

PORQUE UMA CHAPA ÚNICA PODE SER UMA EXCELENTE OPÇÃO

Em algumas eleições, em especial na Sublime Ordem Maçônica, não é raro vermos uma única chapa pleiteando o governo da fraternidade. Nesses casos, também não deixamos de assistir membros descontentes com essa situação. Os argumentos são quase sempre os mesmos: “a Maçonaria perde por falta de opções”; “a unanimidade é burra”; “isso não é um exercício de democracia”.

Uma das frases mais conhecidas entre os maçons norte-americanos é a de que “a harmonia é a força e o sustentáculo de todas as instituições bem regulamentadas, especialmente a nossa”. É esse poderoso princípio, a Harmonia, que muitas vezes torna possível a construção de uma coalizão, de uma aliança de grupos distintos em prol de um projeto único, de um bem maior para a organização maçônica.

Olhando para o histórico maçônico brasileiro, no qual desde as menores Lojas Maçônicas até as maiores Obediências têm sofrido cisões por conta de rachas políticos internos e disputas eleitorais nos últimos 182 anos, provocando a rivalidade e a divergência em nosso seio, não é difícil compreender a real importância de se priorizar tal princípio fraterno.

Quando uma coalizão maçônica é formada, vê-se nitidamente que não há falta de opções, mas sim uma união dessas opções, em que as diferenças entre as mesmas são superadas pelo desejo de construção de algo maior e, evidentemente, mais forte.

Se todos partirmos para a crença de que “a unanimidade é burra”, podemos logicamente deduzir que tal afirmação é burra, simplesmente por essa alcançar a unanimidade. O raciocínio não pode ser tão simplista assim. Há que se levar em consideração o complemento de Nelson Rodrigues, de que a unanimidade é burra se os membros não pensam, apenas seguindo o movimento dos demais. No entanto, se eles refletiram e optaram por se juntarem a tal movimento, isso não é burrice. É sabedoria.

Há várias unanimidades neste nosso mundo. Explodir o planeta, matando todos os seres vivos é uma unanimidade. Assim como precisamos preservar os recursos naturais para a sobrevivência da humanidade. Ainda, que a cultura e as artes são relevantes para as sociedades e seus indivíduos. Essas e tantas outras são unanimidades porque um simples raciocínio lógico sobre seus temas leva qualquer ser humano mentalmente capaz a concordar com elas. E, na Maçonaria, todo maçom concorda que a harmonia é melhor do que a desarmonia. Uma unanimidade.

Mas, e quanto a democracia? O maçom perde com uma chapa única? A Maçonaria perde? Democracia é um sistema de governo em que os membros elegem seus dirigentes. Ou seja, se você não perde o direito de votar, você não perde o direito à democracia. Assim, se há votação, a democracia está ali, presente. Isso porque, mesmo havendo uma única chapa, ela só será eleita pelo poder do voto da maioria dos membros da instituição. De toda forma, continuamos tendo a opção, o direito de escolha, de votar contra ou a favor.

E, nesse sentido, alegro-me em saber, por exemplo, que o GODF seguirá por tal caminho nas próximas eleições, com uma chapa única, capitaneada por Lucas Galdeano e Reginaldo Albuquerque, e abraçada por todos os diferentes grupos que compõem essa Obediência Distrital. Um pleito em que todos sairão vencedores. A sabedoria, tão almejada na Maçonaria, tem sido exercida, e a harmonia maçônica, com absoluta certeza, mais uma vez prevalecerá.

Maçonaria é alvo de mais um escândalo de “conspiração”

Maçonaria é alvo de mais um escândalo de “conspiração”

A Maçonaria Inglesa, tão superestimada pelos maçons brasileiros, sofre mais uma exposição pública negativa. Não bastasse já ter sido num passado não muito distante vítima de legislação que obrigava membros do judiciário e da polícia inglesa a informarem que são maçons (única instituição abrangida em tal obrigação), agora foi alvo do jornal THE GUARDIAN, um dos mais importantes e famosos jornais do mundo.

A matéria relaciona a Maçonaria à “Tragédia de Hillsborough”, ocorrida em 1989, quando 96 torcedores morreram e mais de 700 ficaram feridos em um incidente ocorrido em um estádio, durante um jogo de futebol das semifinais da Taça da Inglaterra. Um dos policiais ouvidos recentemente no inquérito denunciou uma suposta “conspiração maçônica”, liderada por maçons que eram oficiais superiores da polícia na época. Apesar de não haver quaisquer provas ou indícios que sustentem tal teoria, o inquérito continuará.