por Kennyo Ismail | out 27, 2016 | Notícias
No último dia 15 de outubro tive o prazer de retornar a Asunción, capital do Paraguai, a convite do Grande Capítulo de Maçons do Real Arco e do Grande Conselho de Maçons Crípticos do Paraguai, para realizar uma palestra sobre o Rito de York.
Foi uma excelente oportunidade de rever bons amigos e irmãos, comer um bom churrasco e trocar experiências com os vizinhos paraguaios. A visita à construção da nova sede da legítima Grande Loja Simbólica do Paraguai deu-me uma pitada da grandiosidade que será a próxima assembleia da CMI, a ser realizada naquela cidade por tão ilustre Grande Loja anfitriã.
Agradeço toda a hospitalidade e apoio fraterno de Marcelo, Miguel, Odilon e todos os demais queridos hermanos de Asunción, em especial os da Loja “Luz y Progreso #06“, na qual tive o prazer de participar duma belíssima reunião, acompanhado de meu Venerável Mestre, duplo irmão e companheiro Germano Cesar de Oliveira Cardoso.
Aos jovens DeMolays do Paraguai, continuem acreditando e trabalhando em prol da Ordem DeMolay. Vocês são, sem dúvida, o futuro da Maçonaria e da República paraguaia.
por Kennyo Ismail | set 15, 2016 | Notícias
Há anos que eu tenho dito isso em minhas palestras e me deparado com o espanto no olhar da maioria dos irmãos na plateia, seguido de um franzir de testa por boa parte desses.
Como bons papagaios de avental, repetimos sempre que possível que a Grande Loja de Londres e Westminster foi fundada em 24 de junho 1717, tendo Anthony Sayer como seu primeiro Grão-Mestre, e, portanto, a Maçonaria Especulativa existe desde 1717 e blá-blá-blá, tomando por ponto de partida, sempre, 1717, quase que como um número cabalístico.
Sempre questionei tal informação. Sempre questionei o fato de não haver um documento com registro público da época, ou mesmo uma notícia reproduzida em um dos jornais londrinos. Sim, Londres tem jornais circulando desde 1621. Como poderiam deixar de noticiar algo como isso? A chamada Carta de Bolonha, quase 500 anos mais antiga, foi registrada em cartório… por que uma ata de fundação de 24/06/1717 não seria?
Mas a resposta dos irmãos a esse questionamento quase sempre foi mais ou menos a seguinte: “Todo mundo sabe que foi em 1717. Por que diabos você está questionando isso?”. E isso acompanhado de um nariz torcido.
Além disso, as notícias dos preparativos para a comemoração dos 300 anos da agora Grande Loja Unida da Inglaterra, por si, vinham dando ainda mais como certa essa “crença popular maçônica”. Pelo menos até agora…
Uma recente Conferência sobre História da Maçonaria, realizada pela afamada Loja de Pesquisas “Quatuor Coronati”, com o apoio do Queen’s College da Universidade de Cambridge, acaba de escrever um novo capítulo quanto a esse embuste sobre a fundação da então Grande Loja de Londres.
O famoso pesquisador maçônico, Dr. Andrew Prescott, e a professora de história e pesquisadora, Dra. Susan Mitchell Sommers, apresentaram na conferência um documento recentemente descoberto em um antigo livro de atas da “Lodge of Antiquity” (uma das fundadoras da Grande Loja de Londres e da qual William Preston foi Venerável Mestre), revelado recentemente. Trata-se da ata de fundação da Grande Loja, em 1721, tendo como seu Grão-Mestre fundador John Montagu, o 2º Duque de Montagu.
Esse documento histórico não somente impacta na crença quanto ao ano de fundação, mas desmascara as mentiras publicadas por James Anderson em sua Constituição, que davam conta da fundação em 1717 e de Antony Sayer como primeiro Grão-Mestre, e em sequência George Payne e John Desaguliers. Esses três, Sayer, Payne e Desaguliers, pelo que parece e até onde se pode comprovar documentalmente, nunca foram Grão-Mestres.
Não sei se fico feliz ou não ao dizer: “Eu avisei…”. De qualquer forma, com uma prova documental dessas, fica a dúvida se a Grande Loja Unida da Inglaterra (que, na verdade, somente foi fundada em 1813), manterá a comemoração dos 300 anos para o ano que vem, mesmo que imprecisa, ou a adiará por mais alguns anos…
por Kennyo Ismail | set 9, 2016 | História
Muitos dos maçons brasileiros da atualidade, tão tolerantes, para não dizer concordantes, com discursos e argumentos considerados reacionários, quando não pró-ditadura, talvez não imaginem que o GOB – Grande Oriente do Brasil, por anos defendeu oficialmente a bandeira socialista.
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por Kennyo Ismail | set 2, 2016 | Notícias
O livro Ahiman Rezon – A Constituição dos Maçons Antigos – foi escrito por Laurence Dermott, então Grande Secretário da Grande Loja dos Antigos, há exatos 260 anos. Esta é a tradução comentada por mim da 3a. e mais polêmica edição, escrita no auge do conflito entre Antigos e Modernos, que apresenta as Antigas Obrigações e evidencia o abismo entre as práticas maçônicas mais antigas e as diversas modernizações inventadas pelos chamados “Modernos”.
Publicada em agosto de 2016 pela Editora Maçônica “A Trolha” em formato de capa dura e miolo em papel amarelado, com as gravuras e formato originais, essa edição pioneira no Brasil de um clássico da Maçonaria Universal tem por objetivo proporcionar ao leitor a experiência de ler uma obra de mais de 250 anos. Meus comentários foram apresentados como notas de rodapé, seguindo a mesma formatação das notas apresentadas por Dermott e pelo filósofo John Locke.
Ahiman Rezon é como um elo perdido que permite a identificação e compreensão das distintas características ritualísticas dos Antigos e dos Modernos, que sobrevivem escancaradamente nos ritos maçônicas em prática no Brasil.
Você pode adquirir o livro na loja virtual da editora ou nas lojas virtuais e livrarias conveniadas.
por Kennyo Ismail | set 1, 2016 | Crítica literária
A Antimaçonaria Desvendada: conspirações, pactos satânicos e comunismo, foi lançada pela editora Prismas neste ano de 2016. Trata-se de uma versão da Dissertação de Mestrado do historiador Luiz Mário Ferreira Costa, Doutor em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Orientado por Alexandre Mansur Barata e com a colaboração de Marco Morel, dois dos maiores historiadores dedicados à Maçonaria no Brasil, Luiz Mário nara, de forma inédita, a história do movimento antimaçônico no Brasil.
A antimaçonaria já foi alvo de estudos e obras de autores consagrados como o jesuíta Benimeli, o pesquisador mexicano Guillermo de los Reyes-Heredia, dentre tantos outros. No entanto, essa é a primeira obra relevante dedicada ao cenário brasileiro.
Se não bastasse o pioneirismo ao publicar um livro que apresenta especificamente a antimaçonaria brasileira, o que já seria motivo de sobra para a leitura e o estudo da obra pelos maçons brasileiros e demais interessados, destaca-se a capacidade literária do autor e, principalmente, a base sólida das pesquisas históricas com rigor metodológico e bem referenciadas, tecla que temos batido constantemente e bandeira que também defendemos.
Luiz Mário desvenda não apenas a Questão Religiosa, mas principalmente sua pior consequência, o Integralismo, doutrina fascista que criou forma no Brasil na década de 30. Destaca a liderança do imortal Gustavo Barroso em seus ataques à Maçonaria, apresentando uma análise profunda dos fatos, argumentos e reflexos imediatos desse movimento, cujas marcas ainda permanecem na crença popular de boa parte da sociedade brasileira.
Os interessados poderão adquirir exemplares nas principais lojas virtuais de livros do país ou na loja virtual da editora. As ofertas mais baratas hoje são na “Eba! Livros”, “Saraiva” e “Amazon”.