UM CLONE PARA DEUS: O CAOS SOBRE A ORDEM

UM CLONE PARA DEUS: O CAOS SOBRE A ORDEM

Primeiro volume de uma trilogia, “Um Clone para Deus: O Caos sobre a Ordem” é um thriller de ficção e aventura que tem como cenário inicial a comemoração do centenário da Ordem DeMolay, fraternidade juvenil patrocinada pela Maçonaria e que completará seus 100 anos em 2019. Em seu enredo, temas como clonagem, DeMolay, Maçonaria, Templários e crime organizado se cruzam em meio a invasões, sequestros, lutas e perseguições, num ritmo de tirar o fôlego.

Numa narrativa repleta de humor, suspense, tensão e adrenalina, o autor consegue levar o leitor a interessantes locais turísticos espalhados pelo mundo, enquanto dá pequenas aulas de história, linguística e filosofia, ocultas em diálogos interessantíssimos entre personagens muito bem caracterizados e com os quais chega a ser impossível não se conectar.
Leitura recomendada não apenas aos amantes de teorias da conspiração ou das ordens DeMolay e Maçônica, mas a todos os interessados numa excelente obra de ficção!

Segue uma breve sinopse, pela qual se pode ter uma ideia do que encontrar no livro:

A notícia do roubo do Sudário de Turim para fins de clonagem chama a atenção de todo o mundo, em especial da Maçonaria, acusada publicamente de ser responsável pelo crime. O fato desencadeia manifestações em vários países, com a formação de grupos a favor e contra a clonagem de Jesus.
Uma equipe formada por um professor brasileiro, um lobista americano, um hacker filipino e um mochileiro italiano é criada com a missão de descobrir os verdadeiros responsáveis e entregá-los às autoridades policiais, limpando assim o nome da Maçonaria.
A partir daí, eles iniciam uma busca frenética, uma corrida contra o tempo, com passagens por Kansas City, Turim, Edimburgo, Paris e Lisboa, e envolvendo invasões, sequestros, lutas e perseguições.
Um fim inesperado, que pode mudar o mundo ocidental como o conhecemos, ocorre numa favela do Rio de Janeiro.

 

Você encontra o livro, impresso e digital, na loja virtual da Livraria Cultura (clique aqui) e em várias outras livrarias físicas e virtuais. Em Portugal, recomendo a aquisição do livro via loja virtual da Chiado Editora (clique aqui). Você também pode adquirir o e-book, versão para kindle, na Amazon (clicando aqui).

UMA PROPOSTA DE “REUNIÃO” DA MAÇONARIA BRASILEIRA

UMA PROPOSTA DE “REUNIÃO” DA MAÇONARIA BRASILEIRA

Desde 2011 venho dando o exemplo da maçonaria alemã para sugerir que é possível a maçonaria brasileira trabalhar unida sem abrir mão da personalidade de cada vertente, suas peculiaridades, cultura e autonomia próprias. O artigo em que apresento o caso alemão pode ser lido AQUI.

A partir de então, vez ou outra vejo algum irmão defendendo essa bandeira. Vi um com planos mirabolantes, definindo complexas estruturas de comissões e até mesmo metas com prazos já estipulados, num projeto de mais de uma centena de páginas, mais engessado do que o que já temos hoje. Outro se deu ao trabalho de fazer organograma e fluxograma de como se alcançar o que viria a ser o futuro da maçonaria unida brasileira. Receitas de bolo prontas para os Grão-Mestres seguirem à risca e se tornarem Masters-Chefs em união maçônica. Será?

Desde a década de 60, com a consolidação da Teoria Contingencial, sabemos que receita de bolo não funciona em organizações, pois “tudo é relativo”. O que funciona em uma organização não necessariamente funcionará ou alcançará o mesmo resultado em outras. E quando se fala de interação entre organizações, apenas com elementos internos de cada organismo interagindo entre si com um objetivo comum, num profundo intercâmbio de dados, informações e experiências, pode-se, com um alto comprometimento e flexibilidade de todas as partes envolvidas, alcançar algum resultado positivo, se o ambiente externo, em toda sua complexidade, assim permitir. Não existe receita de bolo infalível, ainda mais elaborada por um agente externo.

No entanto, recentemente tive conhecimento de uma proposta factível, plausível, apresentada pelo Grão-Mestre do GODF – Grande Oriente do Distrito Federal, federado ao GOB, Eminente Irmão Lucas Francisco Galdeano. E digo plausível exatamente porque não é uma receita de bolo, somente propondo um pontapé inicial, ou seja, “o que” e “quem”, mas não caindo na vaidade de cometer o erro comum de querer ditar o “como”, “quando”, “onde”, etc. Isso não cabe a uma única pessoa, pois estamos falando do envolvimento de umas 50 organizações, com realidades totalmente diversas, mesmo dentro de uma mesma vertente, e com questões locais que não podem ser desconsideradas.

E achei muito justo a proposição de que esse pontapé parta do GOB – Grande Oriente do Brasil. Além de ser a mais antiga das obediências regulares ainda em funcionamento no Brasil, foi do GOB que partiu a celeuma da proibição de intervisitação, que ainda persiste na maioria dos estados. Assim, cabe ao GOB escutar o clamor de sua base e trabalhar nesse sentido. As Grandes Lojas e os Grandes Orientes da COMAB estão mais unidos do que nunca, na maioria dos estados. É a hora do GOB “chegar junto” nacionalmente, já que, em nível estadual, os Grandes Orientes Estaduais do GOB estão de mãos atadas, tendo os Grão-Mestres Estaduais perdido muito da autonomia e autoridade que tiveram até uns 10 anos atrás (período “a.M.J.”).

Parabéns ao Grão-Mestre Lucas Galdeano pela sabedoria e coragem apresentadas nessa proposta, Reunião da Maçonaria, e que, para minha surpresa, fora desenvolvida desde a década de 90! Espero que o exemplo e a ideia sirvam aos atuais candidatos ao Grão-Mestrado Geral do GOB, Ballouk e Barbosa. Os maçons brasileiros esperam por isso. Derrubem o muro! Construam pontes!

HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA PARA ADULTOS

HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA PARA ADULTOS

Com prefácio do então Secretário-Geral da CMSB, Etevaldo Barcelos Fontenele, e posfácio do Presidente da COMAB, Gilberto lima da Silva, o livro, que conta com mais uma capa do irmão e ilustrador João Guilherme da Cruz Ribeiro, promove a máxima de que “a maçonaria que não conhece a sua história está condenada a repeti-la”.

A intenção é apresentar interessantes fatos históricos da maçonaria brasileira, alguns deles estranhamente desconhecidos por muitos dos irmãos, de forma nua e crua, apresentando questionamentos onde cabem e colocando o dedo na ferida dos erros, muitas vezes escondidos por frágeis curativos literários.

A obra apresenta um cruzamento analítico das duas histórias, a do Brasil e a da Maçonaria brasileira. Dividida em três grandes capítulos, relativos aos acontecimentos maçônicos ocorridos nos séculos XIX, quando a Maçonaria brasileira rapidamente alcançou seu ápice político e social; XX, quando sofreu duros golpes internos e externos, adormecendo política e socialmente; e XXI, quando se vê os primeiros sinais de um possível despertar.

Você pode encontrar a obra na loja virtual da editora ou em livrarias e outras lojas virtuais.

EPIDEMIA DE “AVENTALITE”

EPIDEMIA DE “AVENTALITE”

Não costumo publicar textos aqui no blog que não são de minha autoria, até por uma questão de accountability. No entanto, cabe aqui uma exceção, já que esse texto, de autoria do Irmão Rui Bandeira, Grande Oficial da Grande Loja Legal de Portugal, exprime muito bem um mal também já diagnosticado por muitos irmãos no Brasil: a aventalite. Somente tive o cuidado de adaptar o texto para o “português brasileiro”, de forma a facilitar a leitura e compreensão dos leitores. E, desde já, agradeço ao estimado irmão Rui Bandeira por sua permissão.


A aventalite é uma doença que assola alguns maçons, geralmente de forma aguda, passageira e facilmente curável, mas podendo evoluir para uma forma crônica, essa necessariamente mais séria e com um tratamento mais demorado e cura mais difícil.

Manifesta-se por uma despropositada inflação do ego, injustificada sensação de superioridade, perturbador sentimento de poder e, nos casos mais persistentes, inadequado comportamento em relação aos seus iguais, vistos pelo doente como inferiores ou subordinados, por não usarem aventais de Grande Alguma Coisa.

A aventalite é suscetível de atacar Grandes Oficiais e Dignitários, independentemente da Obediência, seja Grande Loja ou Grande Oriente, seja de orientação mais anglo-saxônica ou mais latina.

O tratamento da sua forma aguda é fácil e geralmente eficaz, se aplicado na fase inicial da doença. Consiste numa severa e sonora puxada de orelha, com solene declaração de que se não tem paciência para aturar exageros de vaidosos, acompanhada de expressa chamada de atenção para a Igualdade que obrigatoriamente reina entre os maçons e uma injeção de recordação de que o exercício de ofícios em Grande Loja ou Grande Oriente são meros serviços, tarefas, trabalhos a serem desempenhados com zelo e humildade, e não honrarias ou reconhecimentos de inexistentes superioridades.

Nos casos mais graves, pode ser necessário um reforço de tratamento com recurso a expressões vernáculas, envios para determinados lugares não propriamente prestigiados, e solenes avisos de que, ou o doente atina e baixa a crista, ou é melhor continuar a enganar-se correndo atrás do seu próprio rabo, porque junto dos seus iguais (mesmo ele não reconhecendo como iguais) não vai ter muita sorte.

Nas formas mais leves da doença, e sobretudo quando o doente é de boa índole, o tratamento mais suave chega para erradicar os sintomas, sem sequelas. Podem, no entanto, ocasionalmente observar-se recaídas, em regra facilmente tratáveis com uma observação chocante, mas bem-humorada, como, por exemplo, “Você aí de novo deixando o avental subir-lhe à cabeça. Deixa-o na pasta e não se exceda, porque você é melhor que isso…”.

Nas formas mais severas, a doença prolongada ou nos casos de doentes com obtusidade cerebral, é indispensável o tratamento intensivo, repetido as vezes que forem necessárias até o doente melhorar. No entanto, quer a índole mais difícil do doente, quer a maior agressividade do tratamento, podem dar origem a efeitos colaterais ou sequelas desagradáveis, designadamente mal humor e afastamento temporário. Nas situações verdadeiramente graves e reincidentes pode mesmo ser necessário aplicar quarentena.

A aventalite é uma doença oportunista que se manifesta com mais frequência em ambientes poluídos por regras, sejam elas expressas, implícitas ou consuetudinárias, que favoreçam, ou mesmo imponham, o uso com demasiada frequência e em locais inapropriados de aventais de grande alguma coisa. O oportunismo da aventalite aproveita qualquer desatenção que permita ou propicie o uso desadequado e fora do seu ambiente próprio dos ditos aventais de grande alguma coisa.

Para além do tratamento dos casos concretos dos enfermos pela doença, é importante que se faça adequada prevenção, para evitar novas infecções, recidivas e recaídas.

Recomenda-se, assim, revisão das normas regulamentares e das práticas que não limitem o uso dos aventais de grande alguma coisa aos locais e ocasiões adequados. Designadamente, é de toda a conveniência que se tenha presente que, na Loja que se é membro, o obreiro é um elemento do quadro desta, absolutamente igual aos demais, nem mais, nem menos que qualquer dos outros e, que, consequentemente, fique inquestionavelmente assente que nenhum obreiro, na sua própria Loja, usa avental de grande alguma coisa, antes devendo usar o avental do seu grau e, se for o caso, o colar do seu posto na Loja, sendo absolutamente indiferente posição ou ofício que porventura tenha na Grande Loja ou Grande Oriente. Esta regra deve ter como única exceção – certamente ocasional – a situação em que o obreiro se apresente na Loja, não na sua qualidade de obreiro da mesma, mas no efetivo exercício da sua função de Grande Oficial ou em representação oficial do Grão-Mestre.

Este princípio deve ser extensivo à visita a outras Lojas. Se o obreiro faz visita a título pessoal, não faz sentido, e propicia a grave doença da aventalite, que use avental de grande alguma coisa. Se a visita, porém, se fizer no exercício das suas funções de Grande Oficial ou em representação do Grão-Mestre, então, e só então, justifica-se que use o seu avental de grande alguma coisa.

Claro que, em Assembleias de Grande Loja ou Grande Oriente, aí sim, se está em espaço e momento em que é justificado e adequado o uso de aventais de grande alguma coisa. Aí e nessas ocasiões, não há qualquer inconveniente. Trata-se de um uso moderado e adequado de avental de grande alguma coisa, que, por regra, não propicia nem aumenta o risco de contágio pela irritante aventalite.

A bem da saúde dos irmãos maçons, exorto que esta atividade de prevenção seja feita. É saudável e, sobretudo, é… maçônica!

Rui Bandeira

Maçonaria x Intervenção Militar

Maçonaria x Intervenção Militar

É melhor prevenir do que remediar, então vamos lá:

Está correndo solta, não somente nas redes sociais, mas nos maiores (não melhores) veículos de comunicação do país, a notícia de que um general do exército brasileiro (Mourão) deixou a entender, durante uma palestra, que ele e seus pares pensam em intervenção militar se julgarem que o poder judiciário não conseguirá limpar a classe política do país.

Alguns integrantes do governo se manifestaram, exigindo explicações das Forças Armadas. Então, o comandante geral do exército deu seu leve puxão de orelha no general bocudo, que fez seu ainda mais leve “mea culpa”, dizendo que, apesar de fardado na palestra, e de ter mencionado seus pares, somente falava por si.

O problema é que alguns jornalistas têm replicado a notícia, mencionando que a palestra ocorreu na Maçonaria. E antes de alguém dizer que a maçonaria brasileira apoia uma intervenção militar, seja achando bom ou condenando isso, cabe aqui alguns esclarecimentos:

Não existe uma única maçonaria brasileira. Há, pelo menos, três grandes vertentes maçônicas brasileiras em âmbito nacional: os Grandes Orientes Estaduais federados ao GOB – Grande Oriente do Brasil; as Grandes Lojas Estaduais confederadas à CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil; e os Grandes Orientes Autônomos ou Independentes confederados à COMAB – Confederação Maçônica do Brasil.

Essas três vertentes nacionais são organizações totalmente independentes entre si, mantendo apenas uma relação amistosa (às vezes nem isso) entre seus dirigentes. Não há um único líder que possa falar em nome da “maçonaria brasileira”. Nem mesmo os três líderes de cada uma das vertentes mencionadas têm total liberdade de se manifestar em assuntos não-maçônicos sem a autorização de seus representantes estaduais (Grão-Mestres).

A palestra em questão foi promovida pela primeira vertente mencionada, o GOB. A CMSB e a COMAB, que juntas somam mais do que o dobro de membros do GOB, não participaram. Creio que sequer tinham conhecimento do evento.

Apesar de uma possível falta de bom senso na escolha do palestrante, já que o general em questão tem um histórico de pronunciamentos, no mínimo, imprudentes, o GOB não pode se responsabilizar nem ser responsabilizado pelo conteúdo do discurso de um palestrante convidado.

Por fim, para que não reste dúvidas, a maçonaria tem, entre seus princípios, um compromisso com a preservação e promoção dos ideais democráticos, dos quais serviu de incubadora no século XVIII.