The Masonic Society, apesar de relativamente nova, já é internacionalmente conhecida como a sociedade de pesquisas maçônicas que mais cresce no mundo, tendo membros em todos os Estados dos EUA e do Canadá e em quase 30 países.
Sua revista, “The Journal of The Masonic Society”, contou inicialmente com Christopher Hodapp como seu editor-chefe, autor de livros consagrados como “Freemasons for Dummies”, “Solomon’s Builders” e “Decifrando o Símbolo Perdido”. Atualmente, seu editor-chefe é Michael Halleran, Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja de Kansas e autor do livro “The Betther Angels of Our Nature: Freemasonry in the American Civil War”.
Compartilho com vocês meu estudo sobre Rosacrucianismo, publicado na última edição da revista, Número 22.
Fundada em 1928, a Philalethes Society é a mais antiga sociedade independente de pesquisas maçônicas do mundo. Seu Círculo de Correspondência conta com milhares de maçons ao redor do planeta, sendo exigido filiação a uma Obediência Maçônica reconhecida pela Conferência de Grão-Mestres dos EUA.
Sua revista, a “Philalethes Revista de Pesquisa e Artigos Maçônicos”, é publicada periodicamente desde 1946, com foco em artigos sobre simbolismo, ritualística, história, arte e filosofia maçônicas, bem como resenhas de livros e poemas.
É com felicidade que informo que em seu número atual, Vol. 65, N.4, foi publicado um artigo de minha autoria: “At Labor in the Temple of Our Lives“.
Em um post anterior foi divulgado o lançamento do livro “Desmistificando a Maçonaria“, cuja proposta é de oferecer literatura maçônica de qualidade, num formato que oferece uma leitura fácil, agradável e barata, e que alcance os irmãos não somente das grandes cidades, mas também das pequenas, desprovidas de grandes livrarias.
Essa estratégia tem dado certo e muitos irmãos têm comentado sobre as mais rotineiras situações em que encontraram o livro. Segue alguns desses casos:
Yves Augusto, Mestre Maçom do GOB-SC, achou o livro ao visitar a banca de revistas de um supermercado em que estava fazendo compras, no dia 04 de Novembro, em Joinville – SC.
Nihad Bassis, Mestre Maçom da GLMDF, comprou o livro no dia 18 de Novembro, na Laselva do Aeroporto de Congonhas, ao aguardar uma conexão voltando de Porto Alegre para Brasília, após um congresso maçônico na capital gaúcha.
Antônio Jaimar, Mestre Maçom da GLMERR, adquiriu o livro na Farmácia Megafarma, na tarde do dia 24 de Novembro, na cidade de Boa Vista – RR, enquanto comprava um medicamento.
Denyson Lima, Mestre Maçom do GOIRJ, encontrou o livro no dia 27 de Novembro, em uma banca em frente ao restaurante onde almoçava com um grupo de Irmãos, com os quais, coincidentemente, ele reclamava que ainda não havia encontrado o livro.
Rafhael Guimarães, Mestre Maçom da GLMEES, comprou o livro numa banca de revistas, na praça principal de Cachoeiro de Itapemirim – ES, no dia 01 de Dezembro. Ele havia ido à banca após o almoço para comprar um picolé e viu o livro.
Max Stabile, Mestre Maçom do GOB-DF, achou o livro na revistaria de um shopping center de Campo Grande – MS, no dia 23 de Dezembro, enquanto procurava presentes de Natal para a família.
Como se pode ver, muitos Irmãos têm tido sucesso em encontrar o livro “Desmistificando a Maçonaria”, seja numa farmácia, supermercado, praça ou aeroporto. É a literatura maçônica saindo das prateleiras convencionais das livrarias de Shopping Centers e estando cada vez mais perto do maçom.
Acabo de lançar o livro “Desmistificando a Maçonaria”, pela editora Universo dos Livros. A proposta do livro é fornecer literatura maçônica de qualidade, numa linguagem acessível e num formato que proporcione leitura fácil e interessante.
Conforme já abordado em outro texto do blog, apenas 28% dos municípios brasileiros possuem livrarias, o que faz com que a literatura maçônica não esteja disponível a uma grande parcela dos maçons brasileiros, concentrada no interior do país. Pensando nisso, o livro está sendo comercializado também em bancas de jornais e revistas, alcançando assim esses municípios desprovidos de livrarias, mas que não deixam de ter a luz da Maçonaria brilhando em seus solos, por meio de nossas Lojas. Essa maior capilaridade proporcionou uma economia de escala que reflete num preço final mais barato para o consumidor.
O livro busca desmistificar símbolos, conceitos, termos e fatos históricos envolvendo a Maçonaria, tendo muito de seu conteúdo feito com base nos estudos e textos publicados aqui no blog. A obra conta ainda com algumas ilustrações do Irmão João Guilherme da Cruz Ribeiro. Espero que gostem.
Tenho recebido alguns questionamentos sobre minhas críticas acerca do conteúdo de boa parte da literatura maçônica brasileira, o que me leva a justificá-las de uma forma geral:
Ocorre que o grosso da Maçonaria brasileira foi construído aos moldes da Maçonaria francesa, que, além dos ritos, cedeu-nos sua literatura maçônica, principal fonte para a grande maioria dos autores brasileiros. Isso pode ser muito bem observado nos livros de Castellani, em que mais de ¾ da bibliografia é francesa.
No século XVIII e XIX, a França foi o palco principal do esoterismo no mundo. Ordens rosa-cruzes, templárias, herméticas e cabalísticas brotavam aos montes, e junto delas uma inundação de suas literaturas tomava a sociedade. E é claro que isso impactou diretamente e influenciou profundamente a Maçonaria Francesa. Além disso, o histórico desprezo velado entre franceses e ingleses, agravado pelo rompimento entre a Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente da França, fez com que a Maçonaria francesa, rejeitando a literatura maçônica histórica da época (de predominância anglo-saxã), começasse a criar sua própria literatura. O conteúdo literário de seitas, escolas e outras ordens, além de autores como Eliphas Levi, Agrippa, Stanislas de Guaita, Péladan e outros, que pouco ou nada tem com a Maçonaria, começaram a servir de base para literatura maçônica francesa, que não parava de crescer. O resultado dessa mistura foi a criação de infinitos mitos, os quais se propagaram no solo fértil e carente da Maçonaria brasileira.
E se isso não for o bastante para criticar a literatura maçônica francesa como fonte, vejamos a opinião de um autor… francês! O respeitável irmão Marius Lepage, em sua obra “A Ordem e as Obediências – História e Doutrina da Franco-Maçonaria”, registrou:
“Os franceses, e com eles os maçons, têm, em geral, bem poucas possibilidades de tomar conhecimento exato, mesmo superficial, da Maçonaria. (…) Na França, existem bem poucos livros sobre a história da Maçonaria aos quais se pode fazer referência sem grandes reservas. Na verdade, embora os tenhamos em grande número, não encontramos nem mesmo dez suscetíveis de nos interessar, e, nessa dezena, dois ou três apenas merecem ser estudados a fundo. (…) Os livros sobre a história da Maçonaria são abundantes, tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos. O fato é que o Reino Unido não sofreu invasão estrangeira e suas bibliotecas não foram pilhadas por um governo violentamente antimaçônico. Além disso, várias Lojas ou Associações, inteiramente consagradas a pesquisar a história da Ordem, publicam resumos extremamente interessantes de seus trabalhos.”
Marius focou no aspecto histórico pois essa é a abordagem de sua obra. Porém, essa baixa credibilidade da literatura maçônica francesa abrange todos os aspectos maçônicos, desde históricos até simbólicos, litúrgicos, filosóficos. Como o autor mesmo diz, apesar do grande número, são poucos os títulos maçônicos franceses que merecem ser estudados, enquanto que a literatura maçônica inglesa e norte-americana, ainda pouco explorada no Brasil, é bem mais confiável.
Muitas mentiras repetidas por tantas vezes em tantas obras durante tantos anos, sendo pulverizadas em cada Loja por um número interminável de trabalhos apresentados, acabaram se tornando verdades absolutas na Maçonaria brasileira. É impossível derrubar um desses mitos da noite para o dia, ou até mesmo todos eles em cem anos, mas talvez consigamos derrubar alguns deles ao longo dos anos, construindo assim uma Maçonaria mais pura, universal, verdadeira.