Obediência: COMAB – Confederação Maçônica do Brasil

Obediência: COMAB – Confederação Maçônica do Brasil

A COMAB nasceu da união de 10 Grandes Orientes Estaduais que, em 1973, se desfiliaram do GOB e começaram a trabalhar de forma independente em seus Estados. Tudo se deveu a uma eleição de Grão-Mestre do GOB que foi impugnada. Hoje, a COMAB possui 19 Grandes Orientes Independentes filiados.

Os Grandes Orientes da COMAB possuem grande dificuldade de firmar tratados de reconhecimento com Obediências do Exterior, visto serem mais recentes do que as Grandes Lojas e GOB.
Uma característica forte da COMAB é o uso de aventais com borda vermelha no REAA, enquanto nas GLs e GOB adota-se azul. Porém, nessa questão a COMAB está correta. O uso do azul deveu-se por influência externa: Inglaterra e EUA.
Obediência: CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

Obediência: CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

A CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – é a confederação que reúne as 27 Grandes Lojas Estaduais do Brasil. Juntas, elas somam mais de 3.500 Lojas e mais de 80.000 maçons, sendo a maior organização da maçonaria simbólica brasileira.

As Grandes Lojas foram fundadas por Mário Behring quando o mesmo era Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA, a partir de 1927, por necessidade de tornar a Maçonaria Brasileira regular perante a comunidade maçônica internacional, que exigia a independência entre a Maçonaria Simbólica e os Graus Superiores, enquanto que o GOB mantinha o Supremo Conselho do REAA subordinado a si, e o Grão-Mestre acumulava o cargo de Soberano Grande Comendador.
Historicamente, as Grandes Lojas brasileiras costumam reconhecer apenas 03 Ritos: York, REAA e Schroder.
Obediência: GOB – GRANDE ORIENTE DO BRASIL

Obediência: GOB – GRANDE ORIENTE DO BRASIL

Diferentemente da CMSB e da COMAB, que são confederações, o GOB é uma federação. Isso significa que os Grandes Orientes Estaduais estão estritamente subordinados ao Poder Central.

O GOB é a obediência maçônica mais antiga do Brasil e possui 26 Grandes Orientes Estaduais, não possuindo apenas no Estado do Amapá. Possui quase 2.500 Lojas e mais de 60.000 membros, perdendo em número de Lojas e membros apenas para a CMSB.

O GOB segue o modelo de gestão do Grande Oriente da França, possuindo Assembléias Legislativas e Tribunais de Justiça.
Possui reconhecimento da GLUI, com a qual mantém forte relação.
Já a COMAB e a CMSB, por serem confederações, cada confederada é responsável pelos seus tratados de reconhecimento. Nenhuma confederada da COMAB possui reconhecimento da GLUI. Já na CMSB, atualmente as Grandes Lojas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul possuem tal reconhecimento.
O tratado com a GLUI é considerado relevante, visto a GLUI ser a 1ª Obediência Maçônica fundada na história, se considerando “Mãe” das demais regulares.

NO ESQUADRO INFORMA:

Tratamos de Hiram, sob a visão dos Mestres Anderson, Entick e Mackey, e comentamos sobre duas possibilidades de sua lenda ter sido originada no Egito Antigo, berço do antigo ofício de construtores antigos e livres. Também apresentamos curiosidades sobre o Natal e o Solstício de Inverno, e sobre o Sudário de Turim e Jacques de Molay.
Nas próximas postagens, apresentaremos um resumo sobre as 03 Grandes Potências Maçônicas Nacionais, e sobre os 06 Ritos regularmente praticados no Brasil, além do sistema inglês moderno.

Que os Irmãos, independente de Rito ou Obediência a que pertencem, possam, com tais resumos, conhecer um pouco mais da rica maçonaria que as décadas, as cisões, os tratados e o trabalho árduo de alguns obreiros da Arte Real puderam proporcionar de forma única ao maçom brasileiro.

O SUDÁRIO DE TURIM & JACQUES DE MOLAY

O SUDÁRIO DE TURIM & JACQUES DE MOLAY

Como todos sabem, o Sudário de Turim, mais conhecido como “Santo Sudário” é uma relíquia exposta pela Igreja Católica como sendo o pano que cobriu Jesus.

No dia 21 de Abril de 1988, foi cortado um pedaço de 7cm x 1cm do sudário para exames científicos. Os testes de Carbono 14 decepcionaram a Igreja, pois comprovaram que o tecido é do período entre 1260 e 1390. O resultado obteve um índice superior a 95% de confiabilidade e foi publicado na revista científica “Nature”. Assim sendo, impossível de ter sido usado para cobrir Jesus.

Os exames científicos também comprovaram que não se trata de uma pintura falsificadora, e que o tecido realmente cobriu um homem que foi torturado. Porém, quem poderia ser o homem barbudo torturado nesse período? Muitos estudiosos acreditam se tratar de Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, preso em uma emboscada planejada pelo Rei Felipe IV, o Belo, em 13 de Outubro de 1307, e queimado na fogueira da Santa Inquisição em 18 de Março de 1314. DeMolay é uma figura conhecida pelos detentores dos Graus Superiores do REAA.
Um dos indícios mais relevantes para essa teoria é de que o Sudário foi entregue no ano de 1356 a uma igreja francesa pela viúva do filho de Geoffroy de Charny, um dos 04 Preceptores de Jacques de Molay, que o acompanhou à fogueira. Inclusive, na época, o Arcebispo de Poitiers proibiu sua exposição, declarando ter ciência de que não se tratava da imagem de Jesus, e sim de outra pessoa.
Como isso poderia ser possível? Sabe-se que as torturas preferidas da Santa Inquisição naquela época era repetir aos torturados os mesmos sofrimentos feitos a Jesus, de forma a aproximá-los de Jesus através da dor. Dessa forma, é reforçada a teoria de que torturaram Jacques de Molay, utilizando uma coroa de espinhos, açoitando-o, pregando-o em uma cruz, e ferindo-o com uma lança, até quase a morte. Então, sua ama, Condessa de Champagne, teria preparado um tecido de linho para cobri-lo, achando que o mesmo não sobreviveria a tanto tormento. Porém, DeMolay sobreviveu a esse e a muitos outros durante seus 07 anos de prisão.
O livro “O Segundo Messias”, dos Irmãos Maçons Christopher Knight e Robert Lomas, apresenta esses e muitos outros indícios para defender a teoria de que o homem cuja imagem é vista no Sudário de Turim é a do Grão-Mestre Jacques de Molay. A própria imagem estampada na capa, sobrepondo a imagem do Sudário com a conhecida efígie de DeMolay, colabora com a teoria ao mostrar a similaridade da pessoa de ambas as imagens.
Caso seja verdade, seria uma grande “ironia justiceira”, em que a mesma instituição que matou DeMolay tem venerado sua imagem por séculos.