por Kennyo Ismail | dez 27, 2010 | Notícias
Tratamos de Hiram, sob a visão dos Mestres Anderson, Entick e Mackey, e comentamos sobre duas possibilidades de sua lenda ter sido originada no Egito Antigo, berço do antigo ofício de construtores antigos e livres. Também apresentamos curiosidades sobre o Natal e o Solstício de Inverno, e sobre o Sudário de Turim e Jacques de Molay.
Nas próximas postagens, apresentaremos um resumo sobre as 03 Grandes Potências Maçônicas Nacionais, e sobre os 06 Ritos regularmente praticados no Brasil, além do sistema inglês moderno.
Que os Irmãos, independente de Rito ou Obediência a que pertencem, possam, com tais resumos, conhecer um pouco mais da rica maçonaria que as décadas, as cisões, os tratados e o trabalho árduo de alguns obreiros da Arte Real puderam proporcionar de forma única ao maçom brasileiro.
por Kennyo Ismail | dez 27, 2010 | Conceitos
Como todos sabem, o Sudário de Turim, mais conhecido como “Santo Sudário” é uma relíquia exposta pela Igreja Católica como sendo o pano que cobriu Jesus.

No dia 21 de Abril de 1988, foi cortado um pedaço de 7cm x 1cm do sudário para exames científicos. Os testes de Carbono 14 decepcionaram a Igreja, pois comprovaram que o tecido é do período entre 1260 e 1390. O resultado obteve um índice superior a 95% de confiabilidade e foi publicado na revista científica “Nature”. Assim sendo, impossível de ter sido usado para cobrir Jesus.
Os exames científicos também comprovaram que não se trata de uma pintura falsificadora, e que o tecido realmente cobriu um homem que foi torturado. Porém, quem poderia ser o homem barbudo torturado nesse período? Muitos estudiosos acreditam se tratar de Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, preso em uma emboscada planejada pelo Rei Felipe IV, o Belo, em 13 de Outubro de 1307, e queimado na fogueira da Santa Inquisição em 18 de Março de 1314. DeMolay é uma figura conhecida pelos detentores dos Graus Superiores do REAA.
Um dos indícios mais relevantes para essa teoria é de que o Sudário foi entregue no ano de 1356 a uma igreja francesa pela viúva do filho de Geoffroy de Charny, um dos 04 Preceptores de Jacques de Molay, que o acompanhou à fogueira. Inclusive, na época, o Arcebispo de Poitiers proibiu sua exposição, declarando ter ciência de que não se tratava da imagem de Jesus, e sim de outra pessoa.
Como isso poderia ser possível? Sabe-se que as torturas preferidas da Santa Inquisição naquela época era repetir aos torturados os mesmos sofrimentos feitos a Jesus, de forma a aproximá-los de Jesus através da dor. Dessa forma, é reforçada a teoria de que torturaram Jacques de Molay, utilizando uma coroa de espinhos, açoitando-o, pregando-o em uma cruz, e ferindo-o com uma lança, até quase a morte. Então, sua ama, Condessa de Champagne, teria preparado um tecido de linho para cobri-lo, achando que o mesmo não sobreviveria a tanto tormento. Porém, DeMolay sobreviveu a esse e a muitos outros durante seus 07 anos de prisão.
O livro “O Segundo Messias”, dos Irmãos Maçons Christopher Knight e Robert Lomas, apresenta esses e muitos outros indícios para defender a teoria de que o homem cuja imagem é vista no Sudário de Turim é a do Grão-Mestre Jacques de Molay. A própria imagem estampada na capa, sobrepondo a imagem do Sudário com a conhecida efígie de DeMolay, colabora com a teoria ao mostrar a similaridade da pessoa de ambas as imagens.
Caso seja verdade, seria uma grande “ironia justiceira”, em que a mesma instituição que matou DeMolay tem venerado sua imagem por séculos.
por Kennyo Ismail | dez 27, 2010 | História
Não. Simplesmente não se sabe a data em que Jesus nasceu. Não há essa informação na bíblia. A data de 25 de dezembro foi escolhida muitos anos depois, por decreto.
Até o século IV não existia o costume de celebrar o nascimento de Jesus. A comemoração e a data surgiram de um decreto do Papa Júlio I, no ano 354, como forma de facilitar a conversão daqueles que profetizavam crenças mais antigas.

O dia 25 de dezembro nada mais é do que o Solstício de Inverno. Era costume de vários povos realizar grandes festas nesse dia. Os Celtas celebravam no dia 25 de dezembro, se preparando para o difícil inverno que iriam enfrentar. Os antigos Romanos homenageavam nessa data o deus Saturno, deus da agricultura, pois durante o inverno eles deixavam a terra descansar. Já o imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro como o “Dia do Nascimento do Sol Invencível”, dia no qual o nascimento do deus Sol era comemorado. Tratava-se do deus persa Mitra, muito venerado na região de Roma.
A decisão do referido Papa foi de “cristianizar” as comemorações da data, igualando Jesus ao venerado deus Sol, de forma a facilitar a conversão daqueles chamados “pagãos”, já que as comemorações já faziam parte dos costumes dos povos, principalmente do povo de Roma, onde a própria Igreja estava sediada.
Então que dia Jesus nasceu? Essa é uma pergunta difícil de se responder, porém, pode-se afirmar que não foi em Dezembro.
Conforme o Evangelho de Lucas, quando Jesus nasceu, haviam pastores à noite no campo, com seus rebanhos. Isso seria impossível em dezembro, que é uma época de frio intenso na região de Belém, e que os pastores costumavam abrigar seus rebanhos para que não morressem de frio. Assim como nesse período seria impossível, por causa das baixas temperaturas, realizar um parto em um estábulo, ou mesmo em uma cabana, conforme algumas traduções. O mais provável é, na situação comentada pelo Evangelho, Jesus tenha nascido entre os meses de Março e Outubro, ou seja, fora do período de Inverno.
por Kennyo Ismail | dez 24, 2010 | Notícias
por Kennyo Ismail | dez 23, 2010 | História
Existe um relato na história do Egito Antigo que pode ter servido de base para a Lenda de Hiram. Deir el-Medineh era uma aldeia do Antigo Egipto onde residiam os artesãos que construiram os templos e os túmulos dos faraós e de outros dignitários no Vale dos Reis durante a época do Império Novo. Um dos túmulos dessa vila possui uma legenda que diz respeito ao assassinato do Mestre-principal nomeado pelo Faraó Amenmesse, chamado Neferhotep, por um trabalhador que queria usurpar a sua função. Esse trabalhador, um subordinado, chamava-se Paneb, e já havia cometido outros crimes anteriormente (Ostraca nº25521 do Museu do Cairo).
De acordo com o papiro nº124, o Mestre-principal Neferhotep está registrado na lista de trabalho em pedra e há em um período mais tarde o registro da ausência do Mestre-principal no trabalho, o que atrasou uma grande obra. Essa história pode ser vista em mais detalhes na obra de Jac Janssen, “Amenmesse e a cronologia da XIX dinastia” e “Dez estudos na história e na administração de Deir EL-Medina”, (Egyptologische Utigaven 11), Leiden; 1997, pp.99-109.
Creio que esse fato deve ter marcado a cultura dos construtores. Um subordinado assassinando seu Mestre, desejoso de assumir seu posto, foi algo tão relevante que garantiu seu registro em ostraca, papiro e no túmulo do Mestre-Principal. É evidente que isso se tornou uma lenda entre os construtores, transmitida também aos judeus que aprenderam o ofício, e que mudaram o nome do Mestre para Hiram.