O QUE É HUZZÉ???

O QUE É HUZZÉ???

Não há registros de quando se começou a usar “Huzzé” nas Lojas, mas remonta à Maçonaria Operativa.
Ao contrário do que afirma um dos maiores escritores maçônicos brasileiros, Rizzardo da Camino, Huzzé não é uma palavra hebraica, e muito menos significa “Acácia”. Na verdade, “acácia” em hebraico seria “shittah”.
O termo Huzzé parece vir do árabe, e significa “Viva”, tendo sido um dos tantos termos incorporados pelos europeus como consequência da dominação e ocupação árabe na Europa, que durou quase 800 anos (711 a 1492) . É adotado em substituição ao termo latino “Vivat” e ao que foi tão utilizado na monarquia francesa “Vive”. O termo Huzzé entrou para o vocabulário inglês com o escrito “HUZZAH” e seu significado nos dicionários da língua inglesa é “aclamação medieval equivalente a Viva!”. Trata-se de uma tríplice aclamação de alegria: “Huzzé, huzzé, huzzé!” significa o mesmo que “Viva, viva, viva!”. Uma das variações derivada da tríplice aclamação Huzzé ficou popularizada como “Hip Hip Hurrah”, usado em aniversários e jogos, com o mesmo sentido original “Viva, viva, viva!”.
Há ainda a teoria de Jack Weatherford de que Huzzé derivou-se da palavra mongol “Hurree”, que significa “Aleluia”. Já de acordo com Jean Paul Rox, a origem é turca. Os turcos usavam nas guerras, quando atacavam seus adversários: “Ur Ah!”.
A tríplice aclamação de Viva era oficialmente utilizada quando da coroação de um novo Rei, tanto na França quanto na Inglaterra.

Ao que tudo indica, o escrito “Huzzé” nos rituais de língua portuguesa surgiu para garantir a correta pronúncia do termo. Em Loja do REAA, a tríplice aclamação é usada como forma de render graças ao GADU, e por isso é realizada logo após a abertura e o fechamento do Livro da Lei. A tríplice aclamação também ocorre no Rito Moderno, no Adoniramita e no Brasileiro, como herança da influência do REAA nos mesmos. Porém, a tríplice aclamação nesses ritos varia para “Liberdade, Igualdade, Fraternidade!” no Rito Moderno, “Vivat, Vivat, Vivat!” no Adoniramita e “Glória, Glória, Glória!” no Rito Brasileiro.
Se “Huzzé” fosse realmente uma palavra hebraica que significasse “Acácia”, faria algum sentido aclamá-la, ainda mais nos graus de Aprendiz e Comapanheiro? Não faria sentido algum.

MAÇONARIA NO MUNDO: ALEMANHA

MAÇONARIA NO MUNDO: ALEMANHA

Há na Alemanha 05 diferentes Grandes Lojas Regulares. Até aí tudo bem, algo normal se comparado com muitos outros países. A diferença é que essas 05 Grandes Lojas da Alemanha formaram juntas um corpo maçônico diferente. Elas são independentes, soberanas, possuem seus Ritos, paramentos, legislação e líderes distintos. Porém, as 05 formam juntas o que podemos chamar de “Maçonaria Unida da Alemanha”: Todas as 05 Grandes Lojas abriram mão oficialmente de sua soberania em assuntos de relações exteriores e de relações públicas, concedendo essa autonomia à essa instituição nacional. Esse Corpo Maçônico, chamado de  “Grandes Lojas Unidas da Alemanha” é composto por um Senado e uma Diretoria que possui Grão-Mestre, Adjunto, Grande Secretário e Grande Tesoureiro. As Lojas elegem os membros do Senado, geralmente indicados pelo Grão-Mestre de cada Grande Loja participante. O Senado indica o Grão-Mestre e seu Adjunto, e a Assembléia dos Veneráveis aprova ou reprova a indicação do Senado. O Grão-Mestre nomeia o Grande Secretário e o Grande Tesoureiro.

As 05 Grandes Lojas que compõem as Grandes Lojas Unidas da Alemanhã são:

– Grande Loja de Maçons Livres e Aceitos da Alemanha Velha (260 Lojas)
– Grande Loja Landesloge de Maçons da Alemanha (120 Lojas)
– Grande Loja Mãe Nacional (40 Lojas)
– Grande Loja Canadense e Americana (30 Lojas)
– Grande Loja dos Maçons Ingleses na Alemanha (20 Lojas)

Juntas, possuem o aproximadamente a 470 Lojas e 14.000 Irmãos Maçons.
A Convenção que elege o Senado e o Grão-Mestre e seu Adjunto ocorre a cada 03 anos.
As 11 cadeiras do Senado são proporcionais ao tamanho de cada Grande Loja participante:

– GLMLAAV – 05 senadores
– GLLMA – 03 senadores
– GLMN – 01 senador
– GLCA – 01 senador
– GLMIA – 01 senador.

O Senado é presidido pelo Grão-Mestre, que não tem direito a voto.
As Lojas de Pesquisa são filiadas diretamente à Grandes Lojas Unidas da Alemanha, e ela possui tratados de reconhecimento com nada menos do que 172 Grandes Lojas no mundo.
Agora o ponto mais interessante: nos eventos das Grandes Lojas Unidas da Alemanha, os 05 Grão-Mestres têm o costume de usarem aventais de Aprendiz Maçom para simbolizar que, apesar de Grão-Mestres, eles são eternos Aprendizes.

RITO DE YORK x RITUAL DE EMULAÇÃO

RITO DE YORK x RITUAL DE EMULAÇÃO

Emulação é Rito de York? Não.

Emulação é um dos Rituais adotados por Lojas da Grande Loja Unida da Inglaterra. É o mais popular deles. Existem outros adotados na GLUI: Stability, Unanimity, Oxford, Sussex, Logic, Perfect, Standard, Taylor’s, Revised, Bristol, etc.
O GOB, para estreitar ainda mais os laços de fraternidade com a GLUI, escolheu entre esses o Emulação para adotar em seu âmbito, pelo fato de ser o mais utilizado na Inglaterra, geralmente usado nas Lojas dos Distritos da GLUI em outros países. O problema foi que, quando da tradução do Ritual no GOB, erroneamente utilizaram o termo “Rito de York” na capa, pois os responsáveis pela tradução pensavam que o ritual da Inglaterra era o mesmo utilizado nos EUA e chamado de York. Afinal de contas, York fica na Inglaterra, os EUA foram colônia da Inglaterra, e ambos falam inglês, né?

Infelizmente esse erro originou a confusão que vemos até hoje nas Lojas que adotam o Emulação, com a expressão “Rito de York” estampada nos seus Estandartes e Brasões, e onde os Irmãos acham que estão praticando o Rito de York sem nunca terem tido o menor contato com o verdadeiro Rito de York: Americano.

Você tem certeza absoluta disso? Sim.
Os Irmãos que tiverem alguma dúvida quanto a isso podem pesquisar no site da GLUI e tentar encontrar alguma referência sobre Rito de York. Não terá, pois a GLUI não adota oficialmente nenhum rito, e suas Lojas podem utilizar qualquer Ritual desde que siga os costumes do Antigo Ofício, sendo que a maioria adota esses 11 que foram citados.
Em contrapartida, os Irmãos podem visitar o site http://www.yorkrite.org/, que é o site oficial do Rito de York, e verificar que se trata do Rito Americano. No site há links para todas as Grandes Lojas dos EUA, que adotam o Rito de York em suas Lojas Simbólicas, as “Blue Lodges” (conhecido como Monitor de Webb), e links para todos os Grandes Capítulos de Maçons do Real Arco, Grandes Conselhos Crípticos e Grandes Comandarias Templárias, que administram os Corpos dos Graus Superiores do Rito de York.
Para os Irmãos que desejam conhecer uma verdadeira Blue Lodge, que trabalha no Rito de York, algumas Grandes Lojas e Grandes Orientes Independentes possuem Lojas trabalhando com base nos Rituais da Grande Loja de New York e da Grande Loja de Nevada. Já o GOB não possui ainda Lojas trabalhando no Rito de York.

Há diferenças entre o Rito de Yok (EUA) e o Ritual de Emulação (Inglaterra)? Sim.
Apesar dos templos serem parecidos e o modo de circulação em Loja também, os rituais são bastante diferentes. Exemplos básicos: no Rito de York o Venerável Mestre utiliza uma cartola. No Emulação o Venerável não utiliza cartola ou chapéu. No Rito de York existe Marechal, enquanto que no Emulação existe Diretor de Cerimônias. Esses são apenas 02 exemplos de muitas diferenças existentes.

A origem de ambos não é a mesma? Não.
O Rito de York tem como “pai” o Irmão Thomas Smith Webb e como data base o ano de 1797, quando o Rito foi aprovado e adotado pelos EUA. Sua base são os antigos costumes da Grande Loja dos Antigos e da Grande Loja da Irlanda, que eram muito parecidos.
Já o Ritual de Emulação foi criado na “Loja Emulação”, sendo uma versão dos Rituais surgidos após a fusão das duas Grandes Lojas Inglesas que ocorreu em 1813, e que sofreram forte influência dos costumes herdados da Grande Loja dos Modernos.

Qual é o mais praticado? O York.
O Rito de York é praticado por mais de 2 MILHÕES de maçons em quase 50 MIL Lojas Simbólicas. Isso representa quase 60% dos maçons do mundo. Já o Ritual de Emulação é praticado por aproximadamente 200 MIL maçons reunidos em quase 7 MIL Lojas Simbólicas, o que representa um pouco mais de 5% da maçonaria mundial.
Detalhe: o Emulação é menor do que o REAA, tanto em número de Lojas como em número de praticantes.

MAÇONS que MUDARAM a MAÇONARIA: ALBERT MACKEY

MAÇONS que MUDARAM a MAÇONARIA: ALBERT MACKEY

Albert Gallatin Mackey (12 de Março de 1807 – 20 de Junho de 1881), foi um médico americano, e é mais conhecido por ter sido autor de vários livros e artigos sobre a Maçonaria, sobretudo, nas Landmarks da Maçonaria. Ele serviu como Grande Secretário da Grande Loja de Carolina do Sul; e Secretário-geral do Conselho Supremo do Antigo e Aceito Rito da Jurisdição Sul dos Estados Unidos.
Nascido na cidade de Charleston, no estado americano da Carolina do Sul, Albert Mackey graduou-se com honras na faculdade de medicina daquela cidade em 1834. Praticou sua profissão por vinte anos, após isso se dedicou quase que completamente sua vida à obra maçônica.
Participou como membro ativo de muitas lojas, inclusive a legendária “Solomon’s Lodge”, fundada em 1734, que é, ainda hoje, a mais famosa e mais antiga Loja operando continuamente na América do Norte.
As Potências Maçônicas em todo o continente americano, via de regra, adotam a classificação de 25 Landmarks compilada por Albert Gallatin Mackey. Deve-se a isto a frequência com que o Mackey é mencionado também entre nós.

Albert Gallatin Mackey passou ao oriente eterno em Fortress Monroe, Virgínia, em 20 de junho de 1881, aos 74 anos. Foi enterrado em Washington em 26 de junho, tendo recebido as mais altas honras por parte de diversos Ritos e Ordens.

MAÇONS que MUDARAM a MAÇONARIA: JAMES ANDERSON

MAÇONS que MUDARAM a MAÇONARIA: JAMES ANDERSON

James Anderson (1679-1739) nasceu e foi educado em Aberdeen, na Escócia. Ordenado ministro de Igreja da Escócia em 1707, deslocou-se para Londres, onde ministrou a congregação de “Glass House Street” até 1710, e a Igreja Presbiteriana na Swallow Street até 1734, terminando em Lisle Street Chapel até à data da sua morte.
Na reunião da Grande Loja de Londres em 29/09/1721, onde 16 Lojas estiveram representadas, o Irmão James Anderson foi encarregado de estudar as cópias das antigas constituições góticas, consideradas falhas, e fundi-las numa Carta Magna mais concisa e clara.
Anderson deve ter trabalhado com incrível rapidez ou já tinha feito alguns estudos preliminares sobre o assunto, pois em 21/12/1721 ele apresentou o projeto de manuscrito, que foi entregue à uma comissão de 14 Irmãos, e essa comissão, após realizar as emendas consideradas necessárias, aprovou a nova Constituição em 25/03/1722.
Em 17/01/1723 a Grande Loja aprovou a Constituição já impressa e nomeou Anderson como Grande Primeiro Vigilante.
A Constituição foi também editada e reproduzida por Benjamin Franklin em Filadélfia em 1734, sendo o primeiro livro maçônico impresso na América.
A autorização da impressão e venda da Constituição criou uma crise dentro da Grande Loja e desde então Anderson se manteve afastado da Maçonaria. Esse afastamento durou cerca de 10 anos, quando em 24/02/1735 Anderson solicitou autorização para apresentar uma edição aumentada da Constituição, a qual foi aprovada em 25/01/1738 em uma sessão com 56 Lojas representadas.
Em 01/06/1739 Anderson faleceu, tendo sido sepultado com as devidas honras maçônicas no cemitério de Bunhills Fields.