por Kennyo Ismail | set 12, 2014 | Notícias
A Grande Loja da Áustria, a Grande Loja Alpina da Suíça, a Grande Loja do Luxemburgo, as Grandes Lojas Unidas da Alemanha e a Grande Loja Regular da Bélgica, por meio de seus representantes legais, se reuniram em Berlim no dia 23 de Julho deste ano para discutir, entre outros assuntos, a questão maçônica francesa. O resultado foi uma declaração de apoio ao reconhecimento internacional das Grandes Lojas filiadas à Confederação Maçônica Francesa – CMF, a Grande Loja da França, a Grande Loja da Aliança Francesa e a Grande Loja Independente da França, concomitante ao reconhecimento da Grande Loja Nacional Francesa, que tem sido a única reconhecida em solo francês nos últimos 100 anos.
O entendimento dessas cinco importantes Grandes Lojas europeias é de que a dinâmica e complexidade do cenário maçônico francês não suporta como solução o reconhecimento isolado da Grande Loja Nacional Francesa, que vez ou outra perde o reconhecimento e busca recuperá-lo. Por isso, elas passam a entender o território maçônico francês como “extraoficialmente” compartilhado e recomendam o diálogo da GLNF com os entes que compõem a Confederação Maçônica Francesa e que, no entender delas, também atendem às exigências de regularidade.
Após menos de um mês da divulgação da declaração assinada pela Maçonaria regular e reconhecida de cinco importantes países europeus, veio a reação conjunta da Grande Loja Unida da Inglaterra, Grande Loja da Escócia e Grande Loja da Irlanda, no último dia 21 de Agosto. A posição dessas três Grandes Lojas é totalmente contrária a tal iniciativa. Elas entendem que as demais Grandes Lojas na França só poderão se reconhecidas se a Grande Loja Nacional Francesa decidir por compartilhar o território, defendendo isso como um antigo princípio maçônico.
A razão de a Alemanha apoiar tal iniciativa francesa é clara: o mesmo foi feito em solo germânico há alguns anos, com a união das cinco Grandes Lojas alemãs numa organização chamada de “Grandes Lojas Unidas da Alemanha”, iniciativa essa que foi muito bem vista e aceita pelas Grandes Lojas regulares de todo o mundo, incluindo Inglaterra, Escócia e Irlanda. Mas acredita-se que, caso a GLNF ingresse na Confederação Maçônica Francesa, não está descartado o reconhecimento por parte dessas três.
Alguns compreendem esse caso em particular por um prisma “bairrista”. De um lado, o esforço de algumas Grandes Lojas europeias em unir as Obediências regulares, reconhecendo-as, como forma de balancear o crescimento das Obediências irregulares. E, do outro, tem-se a Grande Loja Unida da Inglaterra, com o apoio de suas vizinhas de porta, em defesa dos interesses de sua problemática filha parisiense, a Grande Loja Nacional Francesa.
por Kennyo Ismail | set 1, 2014 | História
A pesquisadora Jessica Harland-Jacobs (2007) relata que, enquanto em muitos países a Maçonaria se mostrou uma instituição cosmopolita e inclusiva, a Grande Loja Unida da Inglaterra optou por seguir um caminho diverso, tornando-se essencialmente imperialista, branca, protestante e de classe média/média-alta. Em suas próprias palavras, os maçons ingleses “tiveram que negociar uma disjunção entre sua ideologia universalista… e suas funções e pressupostos como imperialistas”.
Jessica teve razões para chegar a essa conclusão. No artigo de Andrew Prescott (2007), por exemplo, vê-se que, logo após a fusão das duas Grandes Lojas inglesas, surgindo então a Grande Loja Unida da Inglaterra, iniciou-se um movimento, capitaneado por Robert Crucefix, para restringir na Inglaterra o ingresso à Maçonaria apenas para cristãos – não católicos, obviamente – além da promoção de um elitismo, taxando maçons escoceses e irlandeses como “mendigos maçônicos”. Prescott ainda registra fatos relacionados às primeiras Lojas Maçônicas inglesas em colônias como a Índia, e o preconceito que reinava nessas Lojas acerca dos nativos das colônias, suas religiões e classe social. Um dos fortes indícios apontados por Prescott para confirmar a tendência religiosa da Maçonaria inglesa são as melodias de origem cristã dos hinos adotados no Ritual de Emulação e em vários outros rituais ingleses.
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por Kennyo Ismail | ago 23, 2014 | Notícias
No último sábado, dia 16/08, estive presente em Manaus a convite da Grande Loja Maçônica do Amazonas – GLOMAM, ministrando uma palestra por ocasião das comemorações do Dia do Maçom.
Agradeço toda a receptividade, hospitalidade e atenção dos irmãos da GLOMAM, em especial do Sereníssimo Grão-Mestre, Irmão Elzio Alecrim; de seu Grande Secretário de Cultura, respeitável Irmão Geraldo Mendes; e do Nobre Irmão Vanylton Bezerra.
Como parte das comemorações, houve uma Assembleia Geral daquela Obediência, quando ocorreu a instalação e posse dos novos Veneráveis Mestres da jurisdição. Muitos irmãos tiveram que viajar por dias para se fazerem presentes, e todos nos hospedamos no elegante Hotel de Trânsito da GLOMAM, hotel de ótima qualidade, que nada deixa a desejar em comparação aos melhores hotéis da cidade.
Tive também a oportunidade de conhecer um pouco do excelente trabalho da Fundação GLOMAM, motivo de orgulho não apenas para os maçons amazonenses, mas para todos os maçons brasileiros.
Durante a Assembleia Geral, fui surpreendido por uma singela homenagem concedida pelo Sereníssimo Irmão Elzio Alecrim, entregue por intermédio do Irmão Geraldo, um registro de minha passagem ali pela mais antiga Grande Loja do Brasil, fundada em 1904, que muito me honrou e emocionou.
Parabéns aos irmãos amazonenses, que tanto elevam nossa Sublime Ordem com seus trabalhos.
por Kennyo Ismail | ago 8, 2014 | Conceitos
Entre os vinte e cinco landmarks de Mackey, um impede o ingresso de deficientes físicos:
XVIII – Por este Landmark os candidatos à Iniciação devem ser isentos de defeitos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na Fraternidade (GLMDF, 2008).
Por conta dessa “antiga regra”, provavelmente herdada dos maçons operativos, a questão do ingresso de deficientes físicos na Maçonaria brasileira tem sido um tabu.
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por Kennyo Ismail | jul 27, 2014 | Notícias
Brasília sediará o I Congresso Brasileiro de Ciência & Maçonaria, organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas, Governo e Gestão do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília. O evento será realizado nos dias 05 e 06 de Setembro, no Campus Darcy Ribeiro da UnB.
O congresso, pioneiro na área, tem por objetivo a apresentação de trabalhos acadêmicos e o debate de temas que relacionam a instituição maçônica a História, Educação, Fé e Razão. É aberto a todos os estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, maçons e demais cidadãos interessados nos temas abordados.
Palestrantes de renome já confirmaram a participação, oriundos de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Campinas, Salvador e Brasília.
Para saber mais sobre o evento, sua programação e palestrantes, e fazer sua inscrição, acesse o website do congresso:
http://congresso.cienciaemaconaria.com.br/