PESQUISA DE PERCEPÇÃO SOBRE AS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

PESQUISA DE PERCEPÇÃO SOBRE AS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

ATENÇÃO: O PERÍODO DE COLETA DE DADOS JÁ FOI ENCERRADO. AGRADECEMOS A TODOS QUE COLABORARAM RESPONDENDO A PESQUISA!!!

Meus Irmãos, peço licença dos senhores para publicação desse post “off topic“.

Como alguns já devem saber, temos uma revista científica sobre Maçonaria no Brasil, que é a primeira do tipo em toda a América do Sul. O nome dela é Ciência & Maçonaria e tem caráter multidisciplinar, tendo conceito B2 pela Capes. Graças ao NP3, Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas, Governo, Gestão e Sociedade, realizamos pesquisas interessantes e eventos acadêmicos voltados à Ordem e mantemos esse vínculo com a UnB, uma das principais universidades do país.

Atualmente, um dos integrantes do nosso núcleo de pesquisas, Paulo Castro, que é Doutorando em Ciência Política na UnB, está realizando uma pesquisa de percepção sobre as instituições brasileiras. Apesar de não ser uma pesquisa sobre a Maçonaria, entendo que é um tema interessante e importante, e nós maçons, enquanto cidadãos, devemos compartilhar nossas opiniões.

Se isso não for o bastante, uma outra razão para responder a pesquisa é poder concorrer ao sorteio de um Tablet Samsung Galaxy Tab A T280 8GB Wi-Fi Tela 7″ Android Quad-Core. Para isso, basta seguir as instruções ao final do questionário.

Se possível, divulgue para os familiares, colegas e amigos, maçons ou não. Todo incentivo à pesquisa no Brasil é pouco, numa área tão abandonada e menosprezada pelo estado.

Segue o link da pesquisa: https://pt.surveymonkey.com/r/BHJJNRT

O LIVRO DO VENERÁVEL MESTRE

O LIVRO DO VENERÁVEL MESTRE

Lançado neste mês pela editora A Trolha, “O Livro do Venerável Mestre” tem por objetivo ajudar a desenvolver e aprimorar as habilidades e competências necessárias para administrar uma loja ou corpo maçônico, independente de rito, com uma série de dicas e ferramentas úteis à gestão maçônica, assim como um poderoso instrumento de autodesenvolvimento de liderança.

Nesta obra, Kennyo Ismail, que, além de pesquisador maçônico consagrado, é professor de Administração, tendo, ao longo dos anos, vínculo com instituições de peso, como FGV e IBMEC, líderes nacionais e com renome internacional na formação de executivos, consegue adaptar as teorias organizacionais à realidade maçônica brasileira e transmitir esse conhecimento em uma linguagem leve e de fácil assimilação em prol da formação de futuros Veneráveis Mestres e presidentes de corpos.

A apresentação da obra é feita pelo Irmão Cassiano Teixeira de Morais, Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, que, quando de sua eleição ao Grão-Mestrado, foi o primeiro Sênior DeMolay eleito Grão-Mestre no Brasil, além de ter sido o mais novo Grão-Mestre do mundo à época.

“O Livro do Venerável Mestre” é leitura obrigatória para aqueles que assumem ou planejam um dia assumir a direção de uma organização maçônica e se preocupam em realizar um trabalho bem feito para se despedirem de irmãos “contentes e satisfeitos”.

Você pode encontrar o livro na loja virtual da editora A Trolha.

Uma Loja de Pesquisas para todos os brasileiros

Uma Loja de Pesquisas para todos os brasileiros

A “Quatuor Coronati” foi a primeira Loja de Pesquisas do mundo, fundada em 1884. A intenção dos fundadores era a de fomentar o estudo e pesquisa maçônicos baseados em evidência, em detrimento das narrativas imaginativas que vigoravam a época. Inauguraram assim a chamada “escola autêntica”. No Brasil, pela deficiência literária maçônica, a “escola” achista, místico-esotérica e imaginativa ainda tem prevalecido, somente enfrentando resistência e concorrência de uma pequena, porém crescente e otimista versão brasileira da escola autêntica, nos últimos anos.

O funcionamento da Quatuor Coronati, basicamente o mesmo há aproximadamente 130 anos, centra-se em seu círculo de membros correspondentes, que submetem o resultado de seus estudos e pesquisas à Loja. Os aprovados, assim como de seus membros internos, são publicados na AQC – Ars Quatuor Coronatorum – seu anuário. Com uma anuidade equivalente a mais de R$200, a Quatuor Coronati soma milhares de membros correspondentes em todo o mundo.

A proposta de Lojas de Pesquisas como estímulo ao estudo, pesquisa, produção, repositório e divulgação de conhecimento maçônico de qualidade se espalhou pelo mundo, tendo essas Lojas um funcionamento muito similar ao da boa e velha QC. O Brasil também conta com dezenas dessas Lojas de Pesquisas. Entretanto, com raríssimas exceções, essas Lojas têm funcionado não muito diferente de qualquer outra Loja Maçônica, talvez apenas tendo mais palestras do que o normal, pelo benefício da dispensa de realizar iniciações e, consequentemente, ausência de escrutínios, instruções, etc.

A Loja de Pesquisas “Dom Bosco No.33”, fundada há 16 anos na Capital Federal e jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Distrito Federal – GLMDF, não fugia à regra. Isso até que, ao comemorar seus 15 anos, no ano passado, resolveu parar para refletir sobre seu passado, presente e futuro. Isso resultou em um planejamento de adequação da Loja ao que ela deveria realmente ser: uma legítima Loja de Pesquisas. E, após mudanças legislativas, criação de regulamentos, desenvolvimento de sistemas e muito trabalho, ontem, no dia 31/10/2018, foi lançado oficialmente seu website oficial, pelo qual todo maçom regular pode, GRATUITAMENTE, solicitar sua filiação como Membro Correspondente e, após aceito, submeter trabalhos para seu futuro periódico, a revista DB33.

A filiação como Membro Correspondente não é apenas para aqueles com interesse em publicar seus artigos, mas a todos os irmãos que sejam amantes da boa leitura maçônica e estejam interessados em receber as publicações da Loja de Pesquisas.

Para conhecer um pouco mais sobre esse interessante projeto e se filiar, acesse: www.lojadepesquisas.com.br

O ciclo de vida do GOB

O ciclo de vida do GOB

A ciência da administração tem alertado, há mais de meio século, sobre o ciclo de vida das organizações.  Uma organização é como um organismo vivo, que nasce, cresce alcança seu ápice, e então começa a envelhecer até que, enfim, morre. Entretanto, no caso das organizações, sua morte é como a da mitológica fênix, que pode renascer de suas próprias cinzas, começando assim um novo ciclo de vida.

O que muitas organizações buscam atualmente é “surfar” o máximo de tempo possível a onda da maturidade organizacional, ou seja, a crista de seu ápice. Já o diagnóstico de envelhecimento (decadência) é simples: ela começa a se preocupar mais com seu patrimônio do que com o mercado e clientes; perde o empreendedorismo e o pioneirismo no setor; afunda-se em burocracia e passa a ter dificuldade de “manobra”; tem excesso de confiança em si mesma em comparação aos seus pares; torna-se prepotente.

Após a fase da velhice, têm-se os primeiros sinais de morte iminente: mudanças drásticas de diretoria, perda de espaço no mercado, esfriamento das relações com os pares, rupturas, cisões, etc. E de quem é a culpa da morte? Das lideranças, seja por imperícia, negligência ou até mesmo “maus tratos”.

O GOB, como qualquer outra organização, tem seu ciclo de vida que, ao que tudo indica, dura aproximadamente 44 anos. Ao recorrer à história maçônica brasileira, sabe-se que o GOB, em seu formato atual, é resultado de uma fusão do Grande Oriente dos Beneditinos com o Grande Oriente do Lavradio, ocorrida em 1883, por pressão (ou incentivo, se preferir) do Grande Oriente Lusitano. Exatos 44 anos depois, em 1927, tem início o processo de falecimento, com o desligamento do Supremo Conselho do REAA e a consequente grande cisão que deu origem às Grandes Lojas, tendo o “óbito” sido emitido em 1929, no Congresso Mundial de Supremos Conselhos, ocorrido naquele ano em Paris.

Então, o GOB renasceu e iniciou um novo ciclo de vida, que findou exatos 44 anos depois, em 1973, após um processo eleitoral extremamente questionável, pelo qual o candidato de situação, Osmane Vieira de Resende, “ganhou no tapetão” contra o de oposição, Athos Vieira de Andrade, que era de MG e contava com o apoio de SP e de outros grandes colégios eleitorais. Nessa segunda grande cisão, nove Grandes Orientes Estaduais e o do DF se desligaram do GOB, dando origem à COMAB.

Mais uma vez o GOB conseguiu renascer, se reinventando e promovendo as mudanças que seus líderes entenderam como necessárias para o novo ciclo de vida. Até que, 44 anos depois, em 2017, a onda de suspensões e intervenções em Grandes Orientes Estaduais teve início, como em MG e no RS, principiando um novo processo de falecimento, que se arrastou até este ano de 2018, com mais suspensões, intervenções (CE e PE) e um turbulento processo eleitoral, o que culminou no já esperado óbito, ilustrado numa eleição de chapa única com baixa adesão e apoio, e na “desfederalização” (declaração de independência) de dois Grandes Orientes Estaduais: PE e SP.

Agora, cabe aos novos líderes do GOB tomar as medidas necessárias para garantir a “reciclagem”, o renascimento dessa grande fênix… Agora, imagine se, em vez de apenas renascer, uma fênix pudesse também evoluir e não repetir os mesmos erros do passado, prolongando assim seu ciclo de vida? Se ela não precisasse renascer já “velha”, burocrática, engessada e prepotente? Não seria ótimo?

DeMolay, Maçonaria e inversão de valores

DeMolay, Maçonaria e inversão de valores

Desde a cisão da Ordem DeMolay brasileira, em 2004, tem-se um senso comum no meio maçônico de que, infelizmente, a Maçonaria brasileira havia levado sua cultura de divisão e rivalidade à Ordem DeMolay. A partir de então, o grande desafio era prevenir para que os jovens DeMolays não aprendessem a odiar seus pares do “outro Supremo”, como ocorreu entre boa parcela da maçonaria brasileira. Infelizmente, perdemos essa batalha. A hostilidade típica de alguns maçons brasileiros com base em regularidade, reconhecimento, antiguidade ou rito, passou rapidamente a ser refletida entre jovens DeMolays com base em questões ou desculpas similares.

Assim, a esperança maçônica de que aqueles jovens DeMolays, que teoricamente não se apegavam a tais diferenças maçônicas e contendas do passado, iriam facilmente vencê-las quando assumissem a liderança das obediências simbólicas e de altos graus nos próximos anos, foi se esvaindo a cada menção a “pirulito” ou ofensa escrita em rede social. E tal esperança acabou por desaparecer por completo, quando da institucionalização de tais ataques no meio DeMolay, como, por exemplo, pelo envio de pirulitos entre encomendas do SCODB, oficialmente ensinando seus jovens a cultura da divisão e da rivalidade.

[youtube]https://youtu.be/wQfYLZl2s7Y[/youtube]

O que talvez nunca se esperaria é que essa hostilidade ultrapassasse as fronteiras da própria Ordem DeMolay e alcançasse sua patrocinadora exclusiva: a Maçonaria. O que se vê nesse vídeo é o representante maior do SCODB, Diogo Pigozzi Bazzanella, um maçom do GOB-SC, atacando a Maçonaria Brasileira e chamando suas lideranças de covardes, enquanto é ladeado e apoiado por seu Adjunto, Guilherme Santos, um maçom do GOMG.

Essa conduta de incitar o ódio de jovens DeMolays contra instituições maçônicas regulares e suas lideranças, além do pior exemplo que um Sênior DeMolay e maçom pode dar àquelas centenas de jovens ali presentes, é totalmente antimaçônica e também não condiz com as virtudes ensinadas na Ordem DeMolay.

Não se deve escarrar no prato que come. Essa não pode ser a lição a ser ensinada aos nossos jovens. A Ordem DeMolay deveria unir a Maçonaria brasileira, não dividi-la ainda mais e atacá-la de forma tão vil. Esse discurso ofensivo de ódio é o que a Maçonaria e, consequentemente, a Ordem DeMolay sempre combateram e devem continuar a combater, principalmente internamente.