No Esquadro Wear

No Esquadro Wear

Tudo surge da necessidade, desde os fenômenos físicos até, principalmente, os sociais. A própria sociedade surge da necessidade do homem de viver em grupo. A filosofia, por exemplo, surge da necessidade de se compreender o mundo pela razão.

A No Esquadro também nasceu de necessidades. Enquanto professor, eu questionava afirmações constantemente presentes na literatura maçônica brasileira e sentia grande necessidade de esclarecer esses pontos, em busca de uma melhor compreensão de nossa instituição. Ao ter contato com a literatura da chamada Escola Autêntica de Maçonaria, comecei a encontrar as respostas que buscava e senti a necessidade de compartilhá-las com o máximo de irmãos possível. Então, há mais de dez anos, surgiu o blog No Esquadro.

Alguns anos depois, em 2017, a Maçonaria brasileira começa a despertar para a necessidade de ir além da tradicional transmissão de conteúdo, que não oferece mecanismos de acompanhamento e avaliação de aprendizagem. E, mais uma vez, enquanto professor, utilizei minha experiência em EaD para desenvolver uma plataforma de ensino maçônico online, a Escola No Esquadro, primeira do gênero no país e que viria a ser a precursora da UniCMSB.

Então, em 2019, já tendo publicado alguns livros maçônicos através de outras editoras, senti a necessidade de mais liberdade, já que essas impunham limite de páginas e de qualidade em material gráfico. E foi assim que surgiu a Editora No Esquadro, que já caminha para seu terceiro livro publicado, todos com excelente qualidade, desde o design de capa e diagramação, até no material gráfico, acabamento e embalagem.

E mais recentemente, em busca de uma camiseta maçônica bacana para presentear um irmão, encontrei grande dificuldade. Muitas com qualidade baixa de malha, modelagem e costura, além de artes “mais do mesmo”, sem muita criatividade. E dessa necessidade, nasce agora a No Esquadro Wear – NEW. Todas as camisetas são em malha 100% algodão, fios penteados 30.1, com acabamento reforçado na gola e nos ombros. E o mais importante: são camisetas inteligentes, com qualidade e estilo, de irmãos para irmãos.

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CONFLITO DE GERAÇÕES e PERCEPÇÃO DE TEMPO na MAÇONARIA

CONFLITO DE GERAÇÕES e PERCEPÇÃO DE TEMPO na MAÇONARIA

Em uma pesquisa realizada em 2018 para a CMI, com mais de 12 mil maçons brasileiros de todos os Estados e DF, e das três vertentes maçônicas brasileiros, diagnosticou-se um problema sério, porém discreto na Maçonaria brasileira: o conflito de gerações.

Em um gráfico que mais parecia os sutiãs da Madona, via-se nitidamente as duas gerações: a dominante, de mais de 2/3 dos maçons brasileiros, de mais de 50 anos de idade, com concentração se aproximado dos 60 anos, majoritariamente educados pelo sistema tradicional de ensino, tendo parcela considerável com baixa escolaridade ou escolaridade tardia, e sem hábito de leitura; e a dos novos entrantes, de menos de 1/3 do povo maçônico, ingressos nos últimos anos, com menos de 50 anos, sendo a maioria com menos de 40 anos de idade, educados nos sistemas surgidos a partir das reformas educacionais iniciadas na década de 70, e melhor acesso acadêmico e literário.

A diferença sociocultural dessas duas gerações está intimamente ligada com a história mais recente do nosso país, desde o chamado “milagre econômico” da década de 70; a adoção de novos métodos pedagógicos no ensino fundamental, como Construtivista, Freiriano, Montessoriano, Piagetiano, na década de 80; até a maior flexibilização nas normas do Ensino Superior, gerando o boom de faculdades particulares, na década de 90.

Assim, tem-se uma geração de novos entrantes mais pragmática, crítica e questionadora, tanto sobre o que ouve quanto sobre o que lê, subordinada a uma geração dominante mais tradicionalista. E os resultados da pesquisa indicaram que essa geração dominante não vê com bons olhos a nova geração, acreditando que ingressam na Maçonaria apenas em busca de networking e benefícios, e que estão querendo inovar a Maçonaria e expô-la na internet e redes sociais.

Acontece que, enquanto há maioria de membros na geração dominante, que envelhece a cada dia, a nova geração concentra praticamente toda a evasão maçônica, o que dificulta a renovação dos quadros, que poderia garantir a manutenção das organizações maçônicas a longo prazo. E como agravante, há a institucionalização dessa opressão silenciosa. Como exemplo, há potências que criam regras que vetam os novos entrantes do direito a voz, apesar desses pagarem as mesmas taxas que qualquer outro membro.   

Nesse contexto está a Ordem DeMolay, existente no país há mais de 40 anos, durante os quais foi copiosamente chamada pelas lideranças maçônicas de “o futuro da Maçonaria”. De fato, esse futuro está se tornando o presente, pois já se teve e tem alguns Grão-Mestres de Grandes Lojas oriundos da Ordem DeMolay: Cassiano na GLMDF, Alexandre na GLMET, Tadeu na GLMERGS, Hook na GLMERN. E há ainda outras boas promessas para a próxima safra.

Com um número cada vez mais crescente de DeMolays na Maçonaria, não é raro escutar depoimentos de que o DeMolay Sênior que é Maçom tem responsabilidade redobrada, pois qualquer comportamento questionável seu respinga maçonicamente também na Ordem DeMolay.

Para ilustrar, compartilho o que escutei no último sábado de uma liderança maçônica. O irmão contou de um maçom que é DeMolay Sênior e, ao escutar algo que não gostou em uma Câmara do Meio, retirou o avental da cintura e saiu da reunião. Com base nisso, sugeriu que talvez os DeMolays não possuem o perfil que se espera na Maçonaria.

Então, contei de um velho maçom que, enquanto presidia a sessão, irritou-se com um irmão sentado à coluna do sul e arremessou o malhete em sua direção. Esse velho maçom não era um DeMolay Sênior, mas um oficial das Forças Armadas. Por um acaso, caberia sugerir que talvez os militares não possuem o perfil que se espera na Maçonaria?

Há imbecis de todas as idades e em todas as áreas de atuação. O maior erro que podemos cometer é generalizar.

Por outro lado, há um comportamento comum entre alguns DeMolays Seniores que ingressam na Maçonaria, e que não colabora para a redução desse conflito: a PERCEPÇÃO DE TEMPO. A média de idade dos que ingressam na Ordem DeMolay é por volta dos 15 e 16 anos. Isso dá apenas cinco a seis “anos de vida” ao DeMolay Ativo, que se torna um Sênior aos 21 anos, não podendo mais ocupar cargos juvenis na organização. Então, aqueles jovens com perfis de liderança correm contra o tempo para alcançar os postos que almejam na organização.

Quando esses jovens, com seus vinte e poucos anos, ingressam na Maçonaria, eles provavelmente terão uns cinquenta “anos de vida” na instituição. São dez vezes mais do que a média de tempo ativo na Ordem DeMolay. Em outras palavras, o tempo na Maçonaria corre diferente do tempo na Ordem DeMolay. Contudo, são muitos os jovens que não conseguem virar essa chave, desejando manter na Maçonaria o mesmo ritmo de evolução nos cargos que foi vivenciado na Ordem DeMolay. E isso apenas gera ainda mais conflitos e alimenta ainda mais as generalizações.

Todas essas generalizações, de que DeMolay é isso e “bode velho” é aquilo, são reflexos desse conflito de gerações, e é exatamente o que precisamos combater por meio da educação de TODOS. A Tolerância é um dos principais pilares da Maçonaria Simbólica e talvez seja exatamente o que tem faltado em muitos irmãos. Como escola de moralidade que somos, temos a obrigação de ensinar essa importante lição. Nosso futuro depende disso.

33 ANOS DO BOICOTE À ORDEM DeMOLAY NO BRASIL

33 ANOS DO BOICOTE À ORDEM DeMOLAY NO BRASIL

Em julho de 2021 completa-se 33 anos do boicote à Ordem DeMolay no Brasil. Não é algo a se comemorar mas, com absoluta certeza, não é algo que devemos nos esquecer. Pegando emprestado o moto judaico relativo ao Holocausto, “lembrar para jamais esquecer”, compreende-se a importância de recordarmos e melhor compreendermos fatos tristes para que eles nunca mais se repitam.

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Volume II do “MAÇONARIA BRASILEIRA: a história ocultada”

Volume II do “MAÇONARIA BRASILEIRA: a história ocultada”

No dia do patrono da Maçonaria, São João Batista, foi lançada a campanha para a publicação do Volume II da obra MAÇONARIA BRASILEIRA: A HISTÓRIA OCULTADA.

Enquanto o Volume I dedicou-se aos bastidores das relações interpotências brasileiras, do final do século XIX até a primeira metade do ano de 1978, este Volume II dedica-se ao período entre a segunda metade de 1978 até os dias atuais. Tudo isso com vasta documentação comprobatória, disponibilizada aos leitores.

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