ESQUADRANDO: “MORAL E DOGMA” DE ALBERT PIKE

ESQUADRANDO: “MORAL E DOGMA” DE ALBERT PIKE

O livro “Moral e Dogma”, de Albert Pike, é, sem dúvida alguma, o livro maçônico mais conhecido dos maçons… e dos antimaçons! Muitos são os que acusam Pike de ser um satanista e derramam sobre a Maçonaria as mais severas acusações, com base em citações dessa obra. Mas será que existe realmente conteúdos no livro dedicados a Lúcifer, Satanás, o diabo? CLIQUE AQUI e veja um estudo analítico da obra que explora e desvenda de uma vez por todas essa polêmica questão.

RITO DE PERFEIÇÃO x RITO ESCOCÊS

RITO DE PERFEIÇÃO x RITO ESCOCÊS

Todo bom maçom já escutou ou leu que o Rito Escocês Antigo e Aceito, organizado nos EUA com seus 33 graus, teve origem no Rito de Perfeição, de origem francesa, o qual possuía 25 graus. Temos aí uma diferença de 08 graus. Mas quem nunca se perguntou quais seriam esses 08 graus?
Para desvendar esse mistério, apresentamos uma tabela comparativa entre os 25 Graus que formavam o Rito de Perfeição e os 33 Graus que formam o Rito Escocês:

Os graus que surgiram nos EUA e foram acrescentados entre os graus do Rito de Perfeição, formando o sistema do Rito Escocês, são os graus hoje numerados entre o 23 e o 27, e os graus 29, 31 e 33.

Observem também que, originalmente, o grau “Intendente dos Edifícios” precedia o grau “Preboste e Juiz”, o contrário do que se tem hoje. O mesmo ocorre entre o grau “Cavaleiro Prussiano”, que precedia o “Grande Patriarca” (atual “Mestre Ad-Vitam”), e que também foram invertidos no REAA.
Importante frisar que os nomes dos graus do REAA costumam sofrer muitas variações de um Supremo Conselho para outro.

UM HAPPY HOUR ENTRE O RITO ESCOCÊS E O RITO DE YORK

UM HAPPY HOUR ENTRE O RITO ESCOCÊS E O RITO DE YORK

Imagine só:

“O Rito Escocês e o Rito de York estão participando de um Seminário Maçônico no Brasil. Após o término do primeiro dia do seminário, eles combinam um happy hour em um bar tradicional do Rio de Janeiro…”
Quer saber o restante dessa história??? CLIQUE AQUI e saiba tudo sobre esse encontro histórico e descontraído dos dois maiores ritos maçônicos do mundo.
MAÇONS ILUSTRES: J. EDGAR HOOVER

MAÇONS ILUSTRES: J. EDGAR HOOVER

John Edgar Hoover está atualmente em evidência por conta do filme em cartaz que conta a história de sua vida, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Leonardo DiCaprio. Sem entrar no mérito da abordagem apresentada no filme, a qual vem sofrendo fortes críticas dos especialistas, Hoover foi diretor do FBI por quase 50 anos, tendo sido uma das personalidades mais importantes dos EUA no século XX, e era um maçom muito atuante.
J. Edgar Hoover iniciou na Maçonaria aos 25 anos de idade, na Loja Federal #01, uma das Lojas mais tradicionais da cidade de Washington. Nos graus superiores do Rito de York, foi um Maçom do Real Arco, membro do Capítulo “Lafaiette #5”, e Cavaleiro Templário, membro da Comanderia Templária “Washington #46”. Ambos os Corpos também situados em Washington, DC.
Hoover ainda alcançou o 33o grau em 1955, pelo Supremo Conselho do REAA da Jurisdição Sul dos EUA.
Sua atuação maçônica não ficou restrita ao Rito de York e Rito Escocês: Hoover foi membro efetivo do DeMolay International, além de um Nobre Shriner, membro do ALMAS Shriners, o que demonstra uma preocupação com a formação de jovens e a saúde de crianças e adolescentes.
A ÁGUIA BICÉFALA NA MAÇONARIA

A ÁGUIA BICÉFALA NA MAÇONARIA

A águia bicéfala, representativa do Rito Escocês Antigo e Aceito, talvez seja o símbolo maçônico mais conhecido depois do Esquadro e Compasso e do Delta Luminoso. Mas qual seria sua real origem na Maçonaria?
Alguns autores insistem em relacionar a águia bicéfala do REAA com a águia de Galash, com Bizâncio e Constantino, com o Império Romano, talvez querendo atribuir ao Rito uma antiguidade que não possui. Outros tantos autores afirmam que a águia bicéfala é herança de Frederico, o Grande. Algo ainda mais impossível, pois Frederico nada teve com o REAA e seu escudo de armas era de uma águia negra com apenas uma única cabeça.
Para que se compreenda a adoção de tal símbolo, é necessário voltar à origem do REAA, no Rito de Perfeição, então praticado na França:
Na década de 50 do século XVIII, a maçonaria conhecida como “escocesa” estava se desenvolvendo rapidamente na França, dominando a política interna da maçonaria naquele país. Foi então que, em 1756, surgiu o Conselho dos Cavaleiros do Oriente, dirigido por maçons da classe média, com o intuito de organizar os Graus Superiores. Já os maçons da classe alta e da nobreza, não desejando ficar para trás e deixar os opositores ganharem poder, criaram o Supremo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente. Ora, um ”Supremo Conselho“ soa mais do que um simples ”Conselho”, “Imperadores” são mais do que simples ”Cavaleiros”, e ”Oriente e Ocidente“ é o dobro do que apenas ”Oriente”! Dessa forma, esse Supremo Conselho conseguiu prevalecer, se tornando a “incubadora” do Rito de Perfeição, com seus 25 graus, os quais posteriormente serviram de base para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Como emblema, o Supremo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente buscou inspiração no Império Romano que, em seu auge, governou o Oriente e o Ocidente e adotou um sistema de dois governantes simultâneos. Nessa fase do Império, adotou-se a águia bicéfala para simbolizá-lo. O Supremo Conselho encontrou na águia bicéfala o símbolo do “Oriente e Ocidente” e acrescentou uma coroa sobre as cabeças das águias para simbolizar a realeza, afinal de contas, tratava-se de um Conselho de “Imperadores”.
Quando do surgimento do Supremo Conselho do Rito Escocês em Charleston, EUA, com seu sistema de 33 Graus, aproveitou-se o emblema do Rito de Perfeição, da águia bicéfala com a coroa, acrescentando acima dessa um triângulo inscrito com o número “33”. Além disso, optaram pela típica “águia americana”, com as penas da cabeça e da cauda brancas e o restante da plumagem marrom.
Já Lagash, alquimia, passado e futuro, bem e mal, Prússia, liberdade, Bizâncio e Constantino, espírito e matéria, fênix negra, tudo isso já é por conta da viagem de cada autor, não havendo relação alguma com o motivo da águia bicéfala ter sido adotada como símbolo do Rito Escocês Antigo e Aceito.