por Kennyo Ismail | ago 16, 2011 | Conceitos
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| “Corinthian Lodge #67” – Farmington, Minnesota |
É do ser humano comemorar datas importantes entre seus pares com banquetes. Com o maçom não poderia ser diferente. O costume da Loja de Mesa, muito chamado no Brasil de “banquete ritualístico”, é observado desde, pelo menos, o século XVII. Era realizado principalmente em observância aos dias dos Santos de nome João, ou seja, nos Solstícios.
Já no século XVIII, com o surgimento das primeiras Grandes Lojas, as Lojas de Mesa começaram a seguir regras rígidas, principalmente no tocante ao álcool. É claro que, para o cidadão do século XVIII e meados de XIX, isso foi um grande desestímulo.
Apesar dessa época de “lei seca”, quase reinante na Maçonaria do Século XVIII e que ainda persiste em muitos países, esse importante costume foi mantido e observado por diferentes Corpos Maçônicos. Um destaque é a Cerimônia de Endoenças do Capítulo Rosa-Cruz do Rito Escocês.
Uma Loja de Mesa, ou seja, um Banquete Ritualístico, possui ritualística própria, destacada por algumas características comuns: restrito a maçons; servido por Aprendizes; mesa em “U”; substituição dos nomes dos objetos e ações por outros; pelo menos 07 brindes, entre eles ao Presidente da República, ao Grão-Mestre ou dirigente da Potência, ao Venerável Mestre ou Presidente do Corpo que a realiza, a todos os maçons do mundo.
O maior problema das Lojas brasileiras que desejam realizar um Banquete Ritualístico é a ausência de rituais e manuais oficiais fornecidos pelas Obediências, o que faz com que os banquetes difiram muito entre as Lojas. A Loja de Mesa é um excelente modo para uma Loja comemorar alguma data especial de maneira diferente. Seja com álcool ou não, defenda essa ideia.
por Kennyo Ismail | ago 12, 2011 | York x Emulação
Este talvez seja o maior mito da Maçonaria Brasileira, considerando ter sido equivocadamente oficializado a quase um século atrás, quando o Grande Oriente do Brasil, ao firmar tratado com a Grande Loja Unida da Inglaterra, traduziu “Grand Council of Craft Masonic in Brazil” como “Grande Capítulo do Rito de York do Brasil”. A partir daí, essa desinformação vem gerando confusão entre os maçons brasileiros.
York é Rito, Emulação é Ritual. York é Americano, Emulação é Inglês. York é do século XVIII, Emulação é do século XIX. Eles não são iguais, nem mesmo “muito parecidos”.
Entretanto, até hoje muitas Obediências brasileiras adotam o Ritual de Emulação e o chamam de “Rito de York”, mesmo havendo no país Obediências que também adotam o Rito de York (americano).
Mas, apesar de ser uma questão clara de uso indevido de nome, temos visto vários Irmãos defendendo o uso do termo “Rito de York” para se referir ao Ritual de Emulação. Um dos argumentos mais utilizados é o de que uma Obediência tem direito de nomear um ritual como quiser.
Vejamos o que diz atualmente o GOB a respeito:

Na Maçonaria, escola onde se ensina a pesquisa da verdade, não há porque se apegar a um erro e continuar promovendo uma reconhecida impropriedade. A palavra “Emulação” é muito bonita e tem um belo significado. Deveria ser mais bem aproveitada, como muitos irmãos instruídos já o fazem.
por Kennyo Ismail | ago 11, 2011 | Maçons que mudaram a Maçonaria
William Preston (07/08/1742 a 01/04/1818) era um escocês nascido em Edimburgo. Em 1760 mudou-se para Londres e dois ou três anos depois iniciou na Maçonaria. Fascinado pela Ordem, Preston começou a se aprofundar nos estudos maçônicos, visitando inúmeras Lojas, pesquisando antigos documentos, estatutos, manuscritos e livros, e trocando correspondências com os maiores estudiosos de maçonaria da época.
Em 1772, Preston publicou um livro com o entendimento de uma década inteira de estudos, sua verdadeira obra-prima, intitulado “Ilustrações de Maçonaria” (Ilustrações no sentido de “esclarecimentos”). Essa obra serviu de base para que Thomas Smith Webb desenvolvesse os graus simbólicos do Rito de York. Se Webb é considerado o “pai do Rito de York” então, com certeza, Preston é o avô.
Em 1774, Preston se tornou Venerável Mestre da “Lodge of Antiquity #1” a mais antiga das quatro Lojas fundadoras da Primeira Grande Loja da Inglaterra. Em 1777, Preston promoveu uma visita dos membros de sua Loja devidamente paramentados a uma Igreja, localizada próxima à Loja. Essa atitude não foi bem vista pela Grande Loja, que tratou de expulsá-lo. Por conta disso, a Loja número 01 da Grande Loja desligou-se da mesma, promovendo então a fundação de uma “pequena Grande Loja”. A repercussão negativa e a pressão de vários ilustres irmãos a favor de Preston fizeram com que, 10 anos depois, a Grande Loja voltasse atrás e promovesse o retorno de Preston, sem qualquer prejuízo dos títulos e honrarias que ele possuía anteriormente.
Alguns poucos dias antes de sua morte, Preston concedeu à Grande Loja uma verba para ser destinada ao desenvolvimento de leituras anuais sobre o sistema de graus simbólicos adotado pela “Lodge of Antiquity #1” e que ele havia organizado e publicado, essas leituras foram chamadas de “Leituras Prestonianas”. Seu desejo foi cumprido até 1862, quando o projeto foi paralisado. Quando revivido em 1924, foi-se retirada a obrigação do conteúdo ser relativo às obras de Preston, podendo ser qualquer tema maçônico escolhido pelo escritor indicado. As “Leituras Prestonianas” ou “Palestras Prestonianas”, como alguns preferem, permanecem populares no meio maçônico até os dias de hoje.
por Kennyo Ismail | ago 8, 2011 | Artes
Todos sabem que William Shakespeare é, sem sombra de dúvidas, o maior dramaturgo da história. Mas o que talvez poucos imaginem é que, entre tantos assuntos abordados por Shakespeare em suas inúmeras obras, um deles é a Maçonaria.
A Sublime Ordem pode ser encontrada de forma discreta em várias das obras de Shakespeare. Entre elas, podemos destacar as seguintes passagens:
Obra: “Coriolanus”
“Belo trabalho o vosso e o desses homens de avental, que importância dais tanto aos votos dos artífices…”
Obra: “Ricardo III”
“Podes, Ricardo, quando eu próprio o souber, porque juro que não sei ainda, mas, pelo que ouvi, ele crê em profecias e em sonhos, e do alfabeto escolhe a letra “G”.
Por conta dessas e outras tantas passagens relacionadas ao Antigo Ofício, alguns Irmãos querem crer que Shakespeare era um maçom. E há ainda alguns desejosos de que Shakespeare seja o pai da Maçonaria Especulativa. É importante ressaltar que não há qualquer prova ou mesmo o menor indício de que Shakespeare teria sido iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria.
Porém, a presença da Maçonaria nas obras do Shakespeare não deixa de ser importante, pois acusa a relevância social que a Maçonaria, no auge de sua transformação Operativa-Especulativa, experimentava entre o final do Século XVI e o início do século XVII, na velha Inglaterra.
O prestígio da Maçonaria já era tal naquela época, unindo pedreiros, intelectuais, burgueses e nobres, todos como Irmãos, que talvez o próprio Shakespeare tenha se perguntado:
“Ser ou não ser maçom? Eis a questão!”
por Kennyo Ismail | ago 4, 2011 | Maçonaria no mundo
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| Bandeira da República da China (Taiwan) |
Existe maçonaria na China? Mais ou menos… depende de qual China! Existe a Grande Loja da China, mas não é da gigante China Comunista, a “República Popular da China”, e sim da pequena e capitalista Taiwan, cujo nome oficial é “República da China”.
A história entre esses dois países é complexa. Por muito tempo foram um único país, depois a “pequena China” foi considerada exílio da República da China, representando a China na ONU por anos e sendo chamada de a “China livre”, em detrimento da “grande China”, que havia se tornado comunista. Mas em 1971 a “grande China” passou a ocupar o acento na ONU e Taiwan perdeu o reconhecimento. Atualmente, as opiniões em Taiwan se dividem entre declarar independência ou unificar com a China comunista.
Nesse cenário temos a Grande Loja da China, criada na China continental em 1949 e que, quando do governo comunista em 1951, se viu obrigada a se mudar para Hong-Kong e depois em 1955 para Taiwan.
Atualmente a Grande Loja da China conta com 10 Lojas, as quais trabalham no Rito de York (americano, monitor de Webb) e os Mestres de Taiwan têm a opção de seguir os estudos no REAA, que conta com uma Grande Inspetoria composta de Loja de Perfeição, Capítulo Rosa-Cruz, Conselho Kadosh e Consistório; ou no Rito de York, que conta com 02 Capítulos de Maçons do Real Arco, Conselho Críptico e Comanderia Templária. Há ainda um Santuário de Shriners no país.
A Grande Loja da China tem tratados de reconhecimento com a Grande Loja Unida da Inglaterra, as Grandes Lojas Americanas e brasileiras, e as demais principais obediências maçônicas do mundo.